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Geral
15-03-2019, 10h03

Caso Marielle deve ser ponto de virada na Segurança Pública do Rio e país

Bolsonarismo é fenômeno de brutalização social
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

Passado um ano, é hora de lamentar e lembrar os assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes. O Brasil não pode admitir que a violência física se normalize como forma de luta política. É inaceitável numa democracia o que aconteceu em 14 de março do ano passado.

Nesse contexto, os desacertos da investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro no último ano se revelaram espantosos. O sargento reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz, acusados de executar Marielle e Anderson, foram presos com um dia de antecedência ao previsto porque ocorreu mais um vazamento da investigação. Isso é evidência de que o caso precisa ser federalizado, algo que já deveria ter acontecido.

Para esclarecer quem seriam os mandantes e quais foram as motivações, seria necessária uma ação conjunta da Procuradoria Geral da República e do Ministério da Justiça. Os assassinatos foram uma clara violação aos direitos humanos e as autoridades fluminenses se mostraram pouco confiáveis para a tarefa de esclarecer o crime. Há motivos para a federalização.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o ministro da Justiça, Sergio Moro, deveriam discutir a possibilidade de colocar a Polícia Federal a cargo da segunda etapa das investigações.

O caso Marielle precisar ser um ponto de virada na Segurança Pública do Rio. Há muitos casos que não foram e não são esclarecidos devido ao apodrecimento do aparato policial do Estado.

Moro, aliás, deveria ter como primeira tarefa a mudança das estruturas de Segurança Pública do país, buscando melhorar a qualidade das nossas polícias. Devemos respeitar nossos policiais, pagar melhores salários e treiná-los para defender a vida e não para que atuem como bandidos ou assassinos com licença para matar. A missão do policial é preservar a vida.

Moro acha que a solução é o pacote anticrime enviado ao Congresso, mas esse conjunto de medidas sofre bombardeio de boa parte dos especialistas _sobretudo num ponto que pode estimular a letalidade policial.

*

Fenômeno social

O bolsonarismo é um fenômeno da brutalização da sociedade brasileira. Setores da política e o próprio presidente da República adotam discurso autoritário, pregam pautas regressivas, defendem o retrocesso social. Essa é trilha para a barbárie, que deve ser enfrentada antes que se fortaleça mais.

Por exemplo: é preciso um controle mais rígido da posse e porte de armas, não o contrário, como pregam Jair Bolsonaro e aliados. O massacre de Suzano tem múltiplas causas, mas menos armas em circulação pode ajudar a evitar que episódios desse tipo se repitam.

Ouça os comentários feitos ontem no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. Wellington Alves disse:

    Os bolsonaristas (que gosto de chamar de um nome mais pejorativo) usaram as redes sociais e a liberdade de expressão para espalhar essas ideias funestas. Mais do que nunca é hora de combatermos esses princípios de vingança, violência e revide para não apodrecer ainda mais nossa sociedade.

  2. Lucas Braga disse:

    Já era. Não vai ser. Não sejamos ingênuos. Daqui a sei lá quanto tempo vai voltar a acontecer algo similar, assim como aconteceram os crimes contra Amarildo, os crimes em Mariana, Brumadinho e por aí vai. Gostaria muito de acreditar, mas com esse governo federal que temos, fica humanamente impossível.

    • Miguel disse:

      Faltam também esclarecerem o crime do Celso Daniel, prefeito de Santo Andre na ocasião…Esse ja caiu no esquecimento. Detalhe, na epoca do crime , também tinhamos o desgoverno Federal do PT, mas a aí.? Não mudou nada!

  3. O caso deve ser mesmo um marco na segurança pública do país, principalmente por envolver pessoas de renome na sociedade e na politica pode servir de exemplo que ninguém é imune a justiça brasileira.

  4. Belle Morais disse:

    Precisamos mesmo investir em segurança pública, ainda mais porque vivemos em um caos diário, não só na segurança, mas em educação, saúde, cidadania, precisamos de mais! Para que isso aconteça, precisamos investir em política também, escolher alguém que nos represente da melhor amneiro possível….Conhecem essa ex-juíza?
    Pediu demissão pra ser candidata a prefeitura do município do Rio
    Filha de um engraxate e uma costureira. Veio pra fazer a diferença desse mundo político tão corrupto..

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