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Política
19-12-2019, 11h10

Caso Queiroz vai dar problema para Jair e Flávio Bolsonaro

Até hoje presidente não disse como emprestou 40 mil a ex-assessor
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

A retomada do caso Queiroz deve ter desdobramentos muito negativos para o presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Fracassou a principal estratégia do presidente e de seu filho, que era anular a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro a respeito das acusações de rachadinha no gabinete de Flávio na época em que foi deputado estadual.

Apesar do atraso, porque o presidente do STF, Dias Toffoli, deu uma mão ao suspender as investigações por cerca de 4 meses, houve um strike ontem com a operação do MP que atingiu vários ex-assessores de Flávio e o próprio Fabrício Queiroz.

O Ministério Público conseguiu retomar uma investigação que tem um potencial danoso enorme para o governo. Está evidente pelo que sabe da investigação que há possibilidade de prejuízo para o presidente e o filho senador. As versões de Flávio e Queiroz são frágeis. Uma filha de Queiroz trabalhou no gabinete do então deputado Jair Bolsonaro, que não é investigado pelo MP do Rio.

Todo o caso tem mostrado que não fica de pé a defesa de Flávio Bolsonaro. Mais: o presidente da República até hoje não respondeu como emprestou R$ 40 mil para Queiroz, se via cheque, DOC, TED ou dinheiro. Queiroz, operador antigo da família, depositou R$ 24 mil na conta da primeira-dama, Michele Bolsonaro.

Se passa a andar com o padrão Lava Jato, esse caso vai dar problema para o governo, Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz.

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Mau animador de auditório

Paulo Guedes é um ministro da Economia ruim. Demorou um ano para dizer ao país que não tem uma proposta de reforma tributária. Falou demais em 2019, prometeu demais e não entregou nada. Só vento.

Guedes não teve apoio de Bolsonaro para suas teses sobre reforma tributária. O presidente da República sabe que é um vespeiro, deixou Guedes na mão e jogou a bola para o Congresso.

Quem dita a agenda econômica do Brasil é o Legislativo. Vai acontecer com a reforma tributária o mesmo que ocorreu com a previdenciária. Será aprovado o projeto apoiado pelo Centrão e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Maia e Alcolumbre anunciaram a criação de uma comissão mista de deputados e senadores para discutir mudanças tributárias. Guedes vai assistir.

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Fator político é o que conta

O impeachment de Trump mostra, mais uma vez, como o fator político supera o jurídico. Há provas fartas de abuso de poder e obstrução de Justiça. A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou o impeachment ontem.

Mas o Senado, levando em conta o fator político (maioria republicana), deverá absolvê-lo.

No caso de Dilma Rousseff, em 2016, foi o contrário. As provas eram frágeis, mas o clima político se revelou fértil para o impeachment.

Outra diferença importante entre EUA e Brasil. Aqui, quando a Câmara aprova o impeachment, o presidente se afasta do cargo para ser julgado no prazo de até 180 dias pelo Senado. Lá, a Câmara vota, mas o presidente não é afastado. O Senado precisa confirmar o impeachment.

Ouça os comentários feitos ontem no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. Carlos Evaldo Makiak disse:

    Concordo com seu comentário, pena que o país está vivendo essa fase tão difícil e muitos aplaudem,só pelo fato que não é mais o PT, também não sigo nenhum partido, só que não tem como não ver a incapacidade do presidente e ministros. Sou seu ouvinte assíduo, de segunda à quinta na CBN.

  2. walter nobre disse:

    Kennedy, todos são unanimes desde o inicio, o Jair nada tem a ver com possíveis irregularidades do senador Flavio; como Pai deve se abater sim, daí a responder pelo fato, não tem sentido. Fica a duvida que justiça esta sendo feita no Rio, tem deputado lá, na mesma legislatura que movimentou 20 Milhões e nem citado foi. Paulo Guedes esteve ontem no Globo News; tentaram transferir a responsabilidade dos hospitais do Rio para o planalto, neste momento deu um show foi claro; os Estados devem responder por suas gestões totalmente; relativo as reformas, paramos na previdência, com um congresso visando fundo partidário milionário, desta forma governo nenhum caminha. Sobre o Impeachment do Trump, segue o conceito absoluto da democracia, não há fatos cabais porém os democratas tentam desliga lo do governo, já prevendo uma derrota dupla, no Senado e nas Urnas por consequência; neste instante, tantos descompassos no Mundo, estão com o melhor representante dos últimos tempos a frente dos País.

  3. Miguel Ângelo disse:

    Walter, creio que infelizmente ao pai. O feito do filho (se provado). Não só o coloca junto. Como pode indicar grande envolvimento de todos os atores da Lava Jato, da Força Tarefa, da PF, de Curitiba pelo MP, e Brasília – pelas composições do judiciário…STF e o que seja. Em grandes contradições nas decisões; com jato lavando o/a que(m) quiseram prejudicar. Colocando não só em dúvida toda essa ação de punição aos políticos e empresários (endeusada – Lava Jato – que nunca acaba – porque querem manter ela na mídia – como a porta de entrada do paraíso, e com a chave na mão: o Deus Moro, São Pedro Deltan, os anjos (ou deusinhos) os juízes – promotores – onde boicotam a função do capeta – pai da mentira). Nos EUA, e Brasil, o impeachment seria a solução. E todos nós sabemos disso. Lá, como aqui, o que nos é provado agora (e claramente) é que a elite financeira faz o povo de tolo. Não seria importante o melhor para o país e o povo? Então tanto lá, como aqui. O Congresso deveria puni-los.

  4. Miguel Ângelo disse:

    Os americanos, e Trump, nos apresentam o filme Brasil eleição 2022. Na outra ponta, temos correndo para atrapalhar o país: Bolsonaro, Moro. E nos desculpem os fãs. Mas ele é a referência “exTrumpiana”: Luciano Huck. Chegou a hora dos eleitores brasileiros exigirem dos 3 poderes, e principalmente da elite financeira, respeito. Nós brasileiros temos que cair na real. O Estado só tem um papel. Representar o povo. Trump não representa os EUA. Esse “in-gên-io-nuo”, pela mídia social apresenta algumas nuances administrativas – comentários encenados, extraídos de décadas de aprendizado de gestão: Só isso americanos. Mais nada. Presidente dos EUA era o Barack Obama. Igual, não terá outro tão cedo. Diferença: Obama era um pato. Trump é uma galinha. Administrativamente. Faz barulho, mas seus feitos são (e serão) menores como político. Não merece ser reeleito. Lá, se provada culpa, vai ganhar até cadeia. Porque lá o judiciário não lava jato. Ele usa pano úmido e dá brilho com pano seco. A todos.

  5. Miguel Ângelo disse:

    Se você brasileiro quer um aprendizado de tudo isso. Perceba como a democracia na mão de bilionários, milionários é uma piada. Como sabem, principalmente os que mantém leitura crítica dos noticiários onde quer que eles estejam. Trump, não cairá: não porque ele é honesto, ou porque não se tenha provas do crime. Mas, porque naquele processo (falido pelo jeito) democratas e republicanos. A decisão é por cabeça das facções. Onde para manter uma cereja que já azedou o bolo: EUA país sério. Que não influencia e persegue quem quer. O clã republicano o manterá no poder. Mas se pergunte: Será mantido mesmo sabendo que ele errou? Sim. Porque cadeiras se compram com dólares. Agora voltem para o Brasil. Mas se naquele país, não vale a vontade do povo; não vale a verdade. Porque a mentira se sustenta por voto camarada. Se for de interesse econômico os EUA, instalados em Alcântara, nos ameaçar com poderio bélico. Quem para! Bolsonaro? Moro? Maia? Ô Brasil! Política é coisa séria. Nosso governo não!

  6. Miguel Ângelo disse:

    E quem representa hoje no Brasil o papel de potência perseguidora? Quem? A Lava Jato, o paraíso da honestidade. Novo estado brasileiro provido de ética até na hora de se fazer o conjunto da obra. Cresça Walter, você sabe que se tem outro Deputado e esse não foi citado. É porque uma mesma coisa feita errada, pode ter na avaliação desse processo, motivações distintas. Então, o judiciário, a cada um dará sua sentença, para aquelas motivações de mesmo conceito, a mesma punição. Pelo menos essa é a decisão correta. Contudo, Srs., nós já sabemos, que esse dinheiro tem enorme disposição de ter sido gasto nas eleições. E isso Walter, dará ao Jair um impeachment onde nem democratas e republicanos, o salvarão. Mesmo tendo aquele país, o pior belicamente para ser confrontado, se instalado em Alcântara. O Brasil do Mito, é a representação da covardia. Da perda da soberania. Digam o que quiserem. Este é o fato.

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