aki

cadastre-se aqui
aki
Economia
29-08-2013, 8h39

China mira ferrovias; Alemanha, aeroportos

1

A presidente Dilma Rousseff recebeu dos ministros Gleisi Hoffman (Casa Civil) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento) um relato otimista sobre os interesses chineses e alemães no pacote de concessões deste segundo semestre.

Da China, os ministros ouviram que o foco principal seria participar com apetite das concessões de ferrovias. Os chineses têm a segunda maior malha ferroviária do planeta _atrás apenas dos Estados Unidos. Há 68 mil quilômetros de estradas de ferro por lá. Desse total, 10 mil quilômetros destinados a trens de alta velocidade.

Na escala europeia, Gleisi e Pimentel foram abordados pela Fraport, empresa que administra o aeroporto de Frankfurt. A maior operadora alemã sinalizou interesse em disputar as concessões dos aeroportos de Confins (MG) e do Galeão (RJ).

O Brasil vai leiloar bens públicos nas áreas de ferrovias, estradas, portos e aeroportos. Gleisi e Pimentel foram destacados para ir ao outro lado do mundo a fim de mapear interesses e esclarecer eventuais dúvidas de potenciais investidores.

O trabalho é importante. Esse pacote é uma aposta de Dilma para aumentar investimentos em infraestrutura, algo que anda meio travado até seu terceiro ano de mandato. Se houver êxito, a presidente colherá os frutos de uma privatização necessária ao país.

Dilma não ficou satisfeita com o resultado das concessões dos aeroportos de Brasília, Viracopos e Guarulhos, realizadas em 2012. A presidente avalia que os administradores não são do primeiro time mundial. Quem usa o aeroporto de Brasília concorda com a presidente. Piorou o serviço na capital federal.

Haveria interesse chinês por estradas e portos, de acordo com o relato transmitido à presidente. Mas a promessa clara foi competir por ferrovias.

O Brasil realizará o seu pacote de concessões numa hora complicada [leia texto ao lado: “Credibilidade baixa ameaça pacote de concessões”]. O dólar em alta estimula investidores a procurar o porto seguro do tesouro americano. Ainda incertos, os desdobramentos de um ataque da Otan à Síria deverão gerar estresse político e econômico, sobretudo se a confusão se espalhar pelo Oriente Médio.

Para complicar, há ainda a credibilidade arranhada da política econômica brasileira, com barbeiragens na maquiagem das contas públicas e uma excessiva tentativa de regulação. Portanto, se confirmados os interesses chineses e alemães, será uma boa notícia numa hora de incertezas.

Comentários
1
  1. Hélio Souza Lima disse:

    Concordo Brasil precisa priorizar sua REDE FERROVIARIA… depois incrementar sua Navegação Fluvial e Maritima

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados

Não serão liberados comentários com ofensas, afirmações levianas, preconceito e linguagem agressiva, grosseira e obscena, bem como calúnia, injúria ou difamação. Não publicaremos links para outras páginas devido à impossibilidade de checar cada um deles.

2020-09-30 05:32:13