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Política
26-01-2018, 9h14

Classe política quer rediscutir prisão após decisão de 2ª instância

STF deveria ter coragem de tomar decisão sobre tema
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, expressou um temor de boa parte da classe política ao defender que o STF (Supremo Tribunal Federal) rediscuta a possibilidade de prisão após uma condenação em segunda instância. Ele falou especificamente do caso de Lula, mas afirmou que seria importante o STF voltar ao tema.

Torquato Jardim manifestou uma preocupação do governo. O presidente Michel Temer também avalia que o Supremo deveria rediscutir o assunto. Parcela da classe política teme o chamado “Efeito Orloff”: estar no lugar de Lula amanhã.

Até agora, a Lava Jato atingiu mais duramente o PT. A investigação contribuiu politicamente para o impeachment de Dilma. Lula foi condenado em segunda instância no processo do apartamento no Guaruja.

O PMDB sofreu lateralmente. O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves estão presos.

O PSDB foi pouco atingido. Nenhum tucano está na cadeia. Foi simbólico a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pedir arquivamento de investigação contra o senador José Serra, por prescrição de supostos crimes, exatamente no dia da condenação de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre.

Nos bastidores, políticos veem abuso na condenação de Lula, mas temem manifestar tal avaliação abertamente por causa da opinião pública. Esses políticos acreditam que, após a condenação de Lula no TRF-4, haverá uma onda para punir integrantes de outros partidos.

Cada acusado deve responder na medida do seus atos e de acordo com a lei. Cada caso é um caso. Mas é inegável que existe o temor de que outros políticos sejam condenados para compensar a decisão em relação a Lula.

*

Coragem política

Cresceu a pressão para que a presidente do STF, Cármen Lúcia, rediscuta a prisão em segunda instância. Além do lobby político nesse sentido, há interesse de parte dos ministros do Supremo em revisitar o tema. O ministro Marco Aurélio Mello afirmou que a prisão de Lula incendiaria o país. Outros ministros, como Gilmar Mendes, já vinham defendendo um reexame da prisão após uma decisão em segunda instância.

Carmén Lúcia vinha evitando colocar esse tema em pauta, preocupada com a repercussão perante a opinião pública. Seria importante que o Supremo tomasse com coragem uma decisão sobre o assunto, assumindo suas responsabilidades e não fugindo delas.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”, que tratou ainda da decisão de um juiz federal de Brasília de proibir Lula de viajar ao exterior:

Comentários
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  1. Francisco Viana disse:

    Primeiro falaram que se o Lula fosse condenado, incendiariam o pais e nada aconteceu, depois falaram que se Lula fosse condenado em segunda instancia haveria uma guerra civil e nada aconteceu, está claro que Lula será preso e nada vai acontecer pois esses guerrilheiros de mentirinha só existem nos sonhos da esquerda brasileira mesmo, Lula será preso e a vida continuará normalmente.

    • walter disse:

      Caro Francisco, veja como nosso país,se mantem nas mãos de quadrilhas e oportunistas; querem discutir a LEI que nãos os agrada, o caso Maia que esta na mira da lava jato, já preocupa todos, inclusive o planalto, que precisa do “candidato a presidente”…kkk…sem amarras, até a aprovação da reforma; ou seja, que parlamentar sujo não quer acabar com as leis do país??? este caso do lula, já estava escrito nas estrelas, a muito tempo, não iria dar outro resultado…tenho uma convicção muito forte sobre o que seríamos, não fosse a deposição da dilma; estaríamos em total convulsão, caminhando a passos largos ao fim de um país, com regime democrático…

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