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Economia
01-01-2015, 16h10

Colchão social pode suavizar ajuste econômico

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Postado por: ISABELA HORTA

Em seu primeiro discurso do segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff fez uma defesa do ajuste fiscal e reafirmou o compromisso de ampliar as conquistas sociais dos últimos anos.

Do ponto de vista econômico, 2015 será um ano tão difícil quanto 2003. Mas Dilma já deu sinais de que reconhece erros do primeiro mandato. A escolha de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda significa que deverá ser adotado um outro tipo de política. Em entrevistas e declarações à imprensa, o novo ministro deixou muito claro o compromisso com o ajuste.

A diferença para 2003 é que, hoje, o país tem um colchão social para enfrentar esse ajuste. Há uma rede de proteção social. O Bolsa Família é um programa muito amplo. Há muitos benefícios sociais. Então, será um pouco mais fácil atravessar o período de mudanças na economia. Mas, de acordo com a previsão da maioria dos especialistas, todo ajuste resulta, em um primeiro momento, em mais demissão e menos consumo. O colchão poderá dar, então, um fôlego para Dilma enfrentar os desafios na economia.

Mas a maior proteção social é um emprego bem remunerado e de boa qualidade. Daí a importância do ajuste econômico ser bem feito. É preciso voltar a crescer a taxas mais altas porque, se o desemprego aumentar, o trabalhador pode perder a melhor garantia que tem.

O Brasil tem vocação exportadora e um importante parque industrial. Não deve continuar crescendo a 0,2%. A missão do Levy na Fazenda e Nelson Barbosa no Planejamento é recuperar a confiança do empresariado. Se os empresários não acreditarem que a nova equipe econômica vai aplicar um ajuste eficaz, os investimentos continuam parados.

Outra diferença para 2003 é que o mundo não vai bem. A Europa está em crise. A Ásia não está crescendo muito. Os Estados Unidos estão numa situação melhor, mas vivem dando sinais trocados. Surge uma notícia boa. Depois, vem uma ruim. Ou seja, há toda uma conjuntura mundial diferente do primeiro ano de governo Lula, quando foi feito um ajuste econômico com Antonio Palocci na Fazenda.

O desafio mais grave de Dilma no segundo mandato está, no entanto, na política. Os efeitos da operação Lava Jato fogem do controle do governo. O processo está na Justiça Federal. E, em breve, haverá a denúncia do procurador-geral da República contra deputados e senadores acusados de corrupção nesse esquema. A Lava Jato será uma fonte contínua de notícias desgastantes para o governo em 2015.

Há também os desdobramentos econômicos da operação. A Petrobras é muito importante para a economia brasileira. O enfraquecimento da estatal prejudica a retomada do crescimento. As empresas envolvidas no escândalo também geram muitos empregos. Há o lado ruim, da corrupção, mas as empreiteiras compõem um setor nacional que emprega bastante e realiza obras importantes no exterior. As empresas exportam serviço brasileiro.

*

Os Estados brasileiros enfrentarão desafios particulares em 2015. Os governadores eleitos deram declarações cautelosas, com pé no freio. Todos disseram que também farão ajustes.

No Distrito Federal, o governo Agnelo Queiroz (PT) terminou com uma crise financeira muito grande. Não era para ser assim. O DF tem um orçamento bom e é territorialmente pequeno. É preciso aguardar para ver se Rodrigo Rollemberg (PSB) conseguirá desatar esse nó.

Em Minas Gerais, o governo será de transição. O PT assumirá uma área que esteve sob comando do PSDB por 12 anos. Fernando Pimentel (PT) foi aliado de Aécio Neves (PSDB) pontualmente em eleições passadas no Estado. Mas, como foi noticiado na imprensa, o novo governador poderá realizar investigações das gestões tucanas em Minas.

Geraldo Alckmin (PSDB), reeleito em São Paulo, segue uma linha mais moderada. Ele tem conversado com Dilma. Como a presidente não poderá concorrer ao Palácio do Planalto em 2018, eles não travam uma disputa direta. Alckmin disse que São Paulo não daria as costas ao Brasil. E é importante para o país que a economia do Estado vá bem. A falta de água é um desafio para o governador, porque não afeta só o consumo das pessoas, mas o desempenho econômico e industrial de São Paulo.

Comentários
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  1. Delmo Oliveira disse:

    Caro Kennedy;
    Essa Petezada está aí desde janeiro de 2003. A Rousseff(criatura) sempre ocupou cargos relevantes, tanto assim, que foi ungida pelo Comandante Lula(criador) para dar continuidade ao tal projeto de perpetuação no Poder Central. E hoje em sua fala de posse, subestima toda uma NAÇÃO, ao dizer: ‘paciência e coragem’ para propor um pacto nacional contra a corrupção, ora, ora, ora ela está é debochando de todos nós. Hoje aqui na orla de Copacabana tinha um avião sobrevoando a mesma e carregava uma faixa onde se lia que a Rousseff(criatura) sabia de tudo. PT NUNCA MAIS!!!

  2. Homem Sábio disse:

    Ahhh, senhor Kennedy!, a sua fala demonstrar parecer que só temos beneficiários do bolsa família em nosso país.
    E em relação aos milhões de desempregados que não terão o seguro desemprego em 2015? E acerca dos pescadores? E as viúvas dos 50 mil mortos/ano? conseguirão suas pensões?
    Dizer que há um colchão social só porque temos o Bolsa Família de R$ 70,00 é se esconder atrás de números frios.

  3. O EXEMPLO QUE VEM DE CIMA PODE MUITO EM SEUS EFEITOS! disse:

    O EXEMPLO QUE VEM DE CIMA PODE MUITO EM SEUS EFEITOS.
    A PRESIDENTE DEVERIA, SE REALMENTE QUER CONSERTAR O QUE ESTÁ BAGUNÇADO, DAR O EXEMPLO.
    E COMO ALGUNS EXEMPLOS:

    1- CORTAR GASTOS “DO GOVERNO” COM O “GOVERNO”! (SALÁRIOS, MORDOMIAS, BANQUETES, CABIDES DE EMPREGOS ETC).

    2 – CAIR NA REAL QUE É UM ABSURDO “O POVO” PAGAR SALÁRIOS A MEMBROS DO LEGISLATIVO, EXECUTIVO E JUDICIÁRIO EM TORNO DE 35 MIL REAIS POR MÊS, MAIS UM MONTE DE MORDOMIAS, DIANTE DE UM SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO CHEGA A 800 REAIS!
    BUSCAR CRIAR UMA PROPORCIONALIDADE RAZOÁVEL PARA TAMANHO DESAJUSTE.

    3 – PROVIDENCIAR URGENTEMENTE PARA QUE O PRINCIPAL BENEFÍCIO SOCIAL ATUALMENTE NO PAÍS, O BOLSA FAMÍLIA, SEJA RIGOROSAMENTE “FISCALIZADO”, AFIM DE QUE DEIXE DE FUNCIONAR APENAS COMO PRINCIPAL CABO ELEITORAL DO GOVERNO E PASSE A SER REALMENTE SOMENTE UM BENEFÍCIO SOCIAL COM FINALIDADE SOCIAL.
    QUALQUER BRASILEIRO MAIS OU MENOS “ANTENADO” SABE QUE GRANDE NÚMERO DE BENEFICIADOS DO BOLSA FAMÍLIA O SÃO INDEVIDAMENTE, EM TODAS AS CIDADES DO BRASIL: HÁ MUITA GENTE RECEBENDO ESSE BENEFÍCIO SEM FAZER REALMENTE JUS A ELE.
    A FINALIDADE DESSE ABSURDO TEM SIDO MANTER O INDIVÍDUO NO “CABRESTO” DO GOVERNO, COMO GARANTIA DE VOTO EM SUCESSIVAS ELEIÇÕES.

    4 – A PRESIDENTE, QUE FALA SOBRE UM “PACTO CONTRA A CORRUPÇÃO”, PODERIA MOSTRAR SUA SINCERIDADE, MANDANDO UM PROJETO DE LEI QUE TRANSFORME O CRIME DE CORRUPÇÃO ENVOLVENDO DINHEIRO DOS COFRES PÚBLICOS COMO CRIME PUNÍVEL COM A PENA DE “PRISÃO PERPÉTUA”, PARA O CORRUPTOR ATIVO E PARA O CORRUPTOR PASSIVO.
    ESSA HISTÓRIA DE SIMPLESMENTE TRANSFORMAR O CRIME DE CORRUPÇÃO EM HEDIONDO É CONVERSA PARA BOI DORMIR, POIS A PENA É AMENA E OS BENEFÍCIOS ACABAM SENDO CONCEDIDOS ATRAVÉS DE RECURSOS.

    5 – SEGUIR ALGUNS EXEMPLOS DO PRESIDENTE DO URUGUAI, JOSÉ “PEPE” MUJICA, QUANTO À SIMPLICIDADE NOS GASTOS PESSOAIS E MORDOMIAS QUE A LEI PERMITE PARA UM CHEFE DE GOVERNO, SUGERINDO O MESMO A SEUS MINISTROS E SUBORDINADOS – REJEITANDO TODOS OS EXEMPLOS DE SEU ANTECESSOR NESSE ASPECTO.
    ESTAR CONSCIENTE DE QUE AMBOS OS EXEMPLOS, TANTO DE MUJICA QUANTO DE LULA, EM CASCATA, GERA “MUITOS FRUTOS”!

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