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Economia
09-06-2016, 9h20

Com CPMF, BC poderia reduzir juros mais rapidamente

Mas empresários, que receberam desonerações, fazem lobby contra
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KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

A intensidade da queda da taxa básica de juros no segundo semestre dependerá do quanto o governo Temer conseguirá fortalecer a política fiscal. Ou seja, cortar gastos e aumentar arrecadação para que tenha mais recursos para cobrir o rombo nas suas contas e controlar o crescimento da dívida pública. Ontem, o Banco Central manteve a Selic em 14,25% ao ano.

Até agora, o governo tem dito que priorizará a linha de cortar gastos, mas só os ampliou. Quando elevou uma previsão de deficit neste ano de R$ 96 bilhões para R$ 170,5 bilhões, na prática, fez uma ampliação de despesas, porque reconheceu que o governo terá de gastar mais do que imaginava em 2016.

O Palácio do Planalto deu apoio na Câmara a um pacote de reajuste do funcionalismo e de criação de cargos, mas ameaça recuar em alguns pontos, revendo a elevação do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal e novos postos.

Para baixar os juros com mais intensidade, a saída mais rápida seria um aumento temporário de impostos, como a volta da CPMF por três anos, por exemplo. Isso ajudaria o Banco Central a reduzir a Selic com mais força, o que diminuiria a conta de juros que a União tem de pagar todo ano sobre a sua dívida.

Mas ontem 200 empresários foram fazer lobby no Palácio do Planalto contra aumento de impostos. O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, disse que o governo não pode subir tributos. No entanto, não se ouve uma palavra de Skaf sobre a redução das chamadas desonerações.

No governo Dilma, empresários fizeram lobby para redução de tributos. Isso destruiu a política fiscal e aumentou a dívida pública. Como solução, Skaf prega mais corte de gastos, mas há limites para isso, porque áreas sociais são mais atingidas.

Assim como se cobra responsabilidade da classe política, é preciso cobrar dos empresários que aceitem pagar uma parte da conta do ajuste. A carga tributária no país é alta, mas muitos setores receberam benefícios no governo Dilma e isso gerou falta de dinheiro para fechar as contas públicas, o que foi a principal causa da nossa crise econômica.

Quanto mais adiar a nova CPMF, mais longo será o tempo para o país sair da crise baixando os juros e reduzindo o crescimento da dívida pública, o que permitiria retomar mais rapidamente o crescimento e a geração de empregos. A revisão das desoneração também seria uma medida importante para o governo recuperar caixa.

Autocrítica petista

Em entrevista ao SBT, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, fez a crítica mais dura de um petista à presidente afastada, Dilma Rousseff. Disse que ela é a principal responsável por sua queda do poder devido aos erros que cometeu, sobretudo na economia.

Haddad afirmou que a política econômica da presidente produziu a recessão que diminuiu os recursos para Estados e municípios, que o Banco Central errou na política de juros, que foi um equívoco tentar administrar os preços públicos, como a gasolina. Em resumo, fez uma autocrítica sobre o governo Dilma que a presidente afastada é incapaz de fazer. Dilma deve um mea culpa ao país.

O prefeito de São Paulo também criticou a antiga oposição, dizendo que ela jogou contra o Brasil e agravou a crise. Por exemplo: dando apoio no Congresso a pautas-bomba, que são projetos que elevaram os gastos públicos.

Em relação ao presidente interino, Michel Temer, ele diz que o novo governo não tem uma agenda clara e que “um país em crise tem de saber o que fazer”. Apontou recuos e sinais contraditórios emitidos por Temer.

Sobre a própria candidatura à reeleição, Haddad disse estar confiante de que vai superar os baixos índices de intenção de voto e de popularidade porque acha que a cidade de São Paulo está no rumo certo e que vai conseguir explicar durante a campanha que reduziu a dívida pública e que acredita ter feito uma política correta de mobilidade urbana. No entanto, sabe que a tarefa será dura e que terá a “humildade de acatar qualquer que seja o resultado”.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Leonardo Gama disse:

    Primeiramente parabéns ao Kennedy por entrevistar sempre políticos de tds os partidos, parabéns ao Haddad por sem ser solícito nos poucos convites convites q recebe e FORA TEMER.

  2. Santos disse:

    Enquanto não mudar a atitude do governo acho que a população não aceitará e não deve aceitar de jeito nenhum mais impostos. No Brasil não falta dinheiro, falta boa administração pública municipal, estadual e federal. O governo Temer, até agora, CONTINUA: gastando mal, gastando muito e cortando pouco, apesar de uma equipe de bons economistas, ao contrário da Dilmentira que se metia em tudo com sua incompetência administrativa ímpar, Temer, assim como Dilmentira possui uma enorme quantidade de grandes ratazanas no apoio político e assim nada vai mudar.

  3. walter disse:

    Caro Kennedy, vivemos a “dança do índio” com a CPMF; já sabemos a muito, que esta conta será integralmente paga, pelos contribuintes que trabalham de verdade; “Ouro para o bem do Brasil”…
    Quanto a critica do Haddad a dilma, surpreende; se conhecemos bem o PT do lula, já estão transferindo todas as mazelas, inclusive dos governos dele, para a “judas”; querem transferir a “total culpa” para a “presidenta”; sabem que sua volta é impossível, de fato, não querem mais saber dela,do zé dirceu, delcidio…etc…O PT ABANDONA SEUS FILIADOS A DEUS DARÁ…

    • Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

      Walter caro colega… os “Arcos do Jânio” emporcalhados com a bênção do ex ministro da (des)educação, são o exemplo emblemático do caráter dessa ditadura sindical que assola o país. SOCORRO !!

  4. A situação do país se deve ao governo incomPtente, corrupto e ganancioso, a políticos corruptos e gananciosos, e aos empresários corruptos e gananciosos.
    Todos só querem levar vantagem e ficar mais ricos.
    Só lembram do povo em ano eleitoral e para cobrar mais impostos.
    Eu não vou pagar o pato!
    Quem quiser pagar mais impostos, sinta-se livre e fique a vontade para faze-lo.
    Primeiro quero ver cortar todas as mordomias.
    Depois quero ver cortar todos os cargos comissionados.
    E ainda quero ver cortar toda a publicidade de empresas estatais e do governo.
    Cortar despesas já é a melhor propaganda que o governo pode fazer de si mesmo.
    E por ultimo quero ver as privatizações. Muitas privatizações!
    Reforma política, com a diminuição do número de partidos, diminuição do número de Deputados e Senadores por estado.
    Se ainda assim faltar dinheiro, podemos arrendar o pais para alguém que seja competente, para fazer o país dar certo.

  5. Parece que alguns petistas começam a entender a realidade.
    Porém o presidente do PT ainda vive no mundo do faz de conta.
    Chamou uma greve geral para amanhã, e vai fazer sozinho.
    Vai ser a primeira greve geral unitária.
    Nunca antes neste país houve uma greve geral de 1.
    A greve geral de amanhã vai ter o tamanho do PT.
    Que zika! Corrupção Mata mais que mosquita!

  6. Fernando Haddad de agora em diante também é golpista.

  7. joao dias disse:

    É importante não negativar a rentabilidade real da Selic , supondo que os problemas estarão resolvidos, o que não é verdadeiro. É bom lembrar que a aplicação em Poupança está caindo a cada dia, exatamente porque o poupador está se descapitalizando todos os meses, com a rentabilidade abaixo da inflação mensal e anual. Hoje, em determinados tipos de aplicações financeiras, a única garantia de rentabilidade e sem capital , é dos agentes financeiros. A Poupança incentivada, com remuneração no curto, no médio e no longo prazo, é uma saída para evitar elevado endividamento externo e com taxas flutuantes, além de ser uma intranquilidade permanente para o Tesouro Nacional, principal tomador de recursos privados. China e Japão e muitos outros países da Ásia, equilibram as suas finanças, através da utilização de suas fabulosas Poupanças Interna. Pelo menos, a nossa Poupança nunca poderia estar abaixo de 50% do PIB. Pensar em CPMF é pensar na simplificação da carga tributária e necessária.

  8. Pasquale disse:

    Venezuela
    O leite em pó acabou, há pouca farinha de milho e itens como lava-louças e creme dental só são encontrados no mercado negro. Faltam peças de reposição para automóveis e os medicamentos são escassos – assim como parece estar a paciência dos venezuelanos com o regime que escolheram há quase 17 anos e sustentavam com entusiasmo quase religioso.

  9. IMPOSTOS NÃO! LADRÃOZADA NA CADEIA, SIM! disse:

    A sociedade não pode admitir mais aumento de impostos. Esses “representantes” do povo precisam entender que são “representantes do povo” e não senhores feudais, donos, reis etc, e que por isso todas as medidas que quiserem tomar, que influa na vida da sociedade, é preciso consultar a sociedade. Devem entender que não são eleitos para fazerem o que querem, segundo seus próprios interesses, pontos de vista etc.
    Na situação atual, “pensar” em aumentar impostos, só depois de cortar na carne de todos os que são remunerados com dinheiro oriundo de cofre público, incluindo salários e mordomias!
    Depois definir prioridades (ouvindo o povo), cortando os supérfluos e “ELIMINANDO” todo tipo de desperdício, responsabilizando inclusive os responsáveis por obras superfaturadas, inacabadas, desnecessárias etc.
    A Lava Jato tem que ser incentivada a continuar colocando na cadeia a ladrãozada, doa a quem doer!
    O LEMA DA NAÇÃO DEVERIA SER O DA EX-SENADORA HELOÍSA HELENA: “É PROIBIDO ROUBAR” !

  10. Custódio disse:

    Não entendo de economia, mas não consigo compreender também porque o Brasil tem uma taxa de juros tão elevada. É mais, muito mais alta do que a taxa de países como Uruguai, Colômbia, Equador, Bolívia, Peru. Dentre os países que compõem o BRICS, também é a maior taxa de juros. Até a Rússia, que vem sofrendo com a desvalorização do petróleo, possui taxa de juros menor do que a nossa. O argumento aqui é que os juros altos é uma forma de segurar a inflação. Faz sentido, mas porque isso não ocorre nos outros países? Outra coisa: as desonerações provaram ser ineficazes para conter a crise.

  11. joao dias disse:

    Empresários brasileiros reclamaram ontem, do presidente da república, da Taxa Selic , que consideram elevada. Mas taxa elevada não é a da Selic que gira em torno de 1,2% ao mês e 14.25%.ao ano.
    O tomador de crédito está preocupado e abismado é com as elevadas taxas de juros cobrados mensalmente no cartão de crédito, no cheque especial e no crediário. No cartão de crédito a taxa de juros está 35 vezes maior que a selic; no cheque especial, está 20 vezes maior que a selic e na lina de crédito mais barato, 10 vezes mais que a selic. Veja a diferença : uma dívida de mil reais para pagar com a taxa selic custa, em valor nominal no final R$ 1.142.00 e
    R$ 30.mil pelo cartão de crédito, R$ 20 mil pelo cheque especial e R$ 20 mil pelo CDC. A auto regulamentação já passou do limite e cabe ao Banco Central ,urgentemente , brecar a liberalidade do capital selvagem, como recomenda a Constituição Brasileira, em artigo que continua sem regulamentação

  12. Zoião disse:

    Não pode haver CPMF. Seria mais dinheiro para ser desperdiçado. O GOVERNO TEM QUE REDUZIR SEUS GASTOS, ECONOMIZAR.

  13. Diminuir o tamanho do estado é uma questão de enorme relevância para nós, “povo”. Tiradentes e a Inconfidência Mineira tiveram a coragem de enfrentar os déspotas de sua época. E era só um quinto 1/5 de impostos.
    Aplicar a algum imposto adicional, CPMF, Cide, Etc…É o mesmo que voltar com a Derrama, sobre os ganhos do povo brasileiro.
    Derrama não dá! Imposto também não dá! Chega! Não volta nada! Não devolvem nada! Cadê a saúde? Cadê a educação? Cadê o Transporte? Cadê a segurança? Estamos pagando impostos para bancar mordomias aos políticos?
    Albert Eistein e Sírio Libanês para eles e SUS para nós.
    Jatinhos e Primeira Classe para eles e bilhete único para nós.
    D.O.M, Maní, Fasano, para eles e bom prato para nós.
    Nós escolhemos o Presidencialismo como forma de governo e não a “Monarquia”.

    • P/ A ZIKA DO BRASIL. disse:

      Você falou uma verdade que mostra a hipocrisia de nossos políticos e governantes, que têm a cara de pau de homenagear Tiradentes e a Inconfidência Mineira ( merecidamente ) e ao mesmo tempo impor uma situação ao povo, descabida, absurda, inaceitável, vergonhosa, safada, bandida, de ter que trabalhar “5 MESES DO ANO SÓ PARA PAGAR IMPOSTOS” (SEM RETORNO DIGNO ATÉ NAS ÁREAS MAIS CRUCIAIS, COMO SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA PÚBLICA, SANEAMENTO BÁSICO ETC).
      A solução, da parte da classe política e governantes, a favor da nação, só seria uma: VERGONHA NA CARA!
      Da parte do povo: apoiar indefinidamente Sergio Moro, Rodrigo Janot, STF,MPF, PF, RF, TCU e todos os brasileiros com vergonha na cara, indignados com a ladrãozada travestida de políticos e governantes!

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