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Política
21-08-2015, 22h26

Com Cunha em apuros, governo cria novos problemas

Planalto gera atrito com aposentados e reacende rumor sobre Temer
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Postado por: ISABELA HORTA

Mal saboreou o infortúnio de Eduardo Cunha, o governo Dilma se apressou em tropeçar nas próprias pernas: arrumou novo desgaste com os aposentados e reacendeu rumores sobre a possibilidade de o vice-presidente da República, Michel Temer, deixar a articulação política.

Em relação aos aposentados, o ministro da Previdência, Carlos Gabbas, avalia que é um erro dividir em duas partes a primeira parcela do 13º salário que deveria ter sido paga em agosto. Mas o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sugeriu dividir essa primeira parcela em duas etapas, uma em setembro, outra em outubro.

Há controvérsia sobre a legalidade de dividir a metade do 13º em duas parcelas. Sem contar que ministros e funcionários públicos já receberam em julho essa a antecipação. Ou seja, pega mal politicamente.

Como é uma despesa obrigatória, o gasto terá de ser feito de qualquer maneira neste ano. Mas a área econômica do governo diz que a arrecadação de tributos está baixa e, portanto, só haveria recursos disponíveis para setembro e outubro.

A tendência é a presidente Dilma Rousseff optar por pagar a metade em setembro, mas ela ainda não havia tomado uma decisão até as 20h15 de sexta. Qualquer que seja a solução, uma coisa é certa: mais um desgaste da petista perante um público que já está insatisfeito com ela.

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O outro desgaste criado pelo governo é a cogitação de Michel Temer de deixar a articulação política. Temer se desentendeu com o ministro Joaquim Levy e tem críticas ao chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

A saída do vice da articulação política seria um desastre para o governo, porque seria vista como um sinal de ruptura com Dilma. Esse é mais um problema que a presidente terá de administrar na semana que vem.

Dilma foi aconselhada a solucionar logo o imbróglio com os aposentados e a resolver rapidamente a questão de Temer, evitando sua saída da articulação política, a fim de deixar o noticiário negativo ficar concentrado em Eduardo Cunha nos próximos dias.

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Tanto o governo quanto a oposição aguardam os próximos passos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMBD-RJ), para definir suas estratégias políticas.

Um dia após ser denunciado ao Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Cunha disse que não há “uma única prova contra ele”. O presidente da Câmara descartou a possibilidade de renunciar ao cargo.

Na avaliação do Palácio do Planalto, o tom usado pelo peemedebista foi ameno. Mas o governo está desconfiado de que seja apenas uma cortina de fumaça.

A oposição manteve a mesma reação cautelosa dessa quinta, na esperança de que Cunha possa tentar abrir um processo de impeachment contra a presidente Dilma.

Nesta sexta, o presidente da Câmara procurou apoio político na Força Sindical. Ainda não está claro como ele pretende agir. Mais fraco politicamente, Cunha tem de priorizar agora sua defesa perante o Supremo.

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Confira os temas do “SBT Brasil” desta sexta-feira:

Comentários
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  1. CLEITON MENDES disse:

    Dilma jaz na cova, é sintomático se debater como criatura natimorta, sua energia política vai se desfazendo com o moribundo partido dos trabalhadores! Precisamos enterrar o corpo, finalizar o velório e seguir em frete! A vida continua.

  2. César disse:

    Como a Presidente Dilma Rousseff, está parecendo a Rainha da Inglaterra, senta no trono, mas, não manda nada. Alguém tem que mandar! O Ministro da Fazenda Joaquim Levy, quer fazer a sua parte, que é economizar para fazer o superávit primário. Lembrem-se que o superávit primário prometido de 1,1% do PIB, já foi substituído por outro, de apenas 0,15% do PIB. Se nem assim o superávit for alcançado, o Ministro Joaquim Levy, pode pegar a viola, colocar no saco e ir embora, por que a sua credibilidade, já terá ido embora a muito tempo. Já o Vice-Presidente Michel Temer, é um político profissional, sabe bem como as coisas funcionam, tanto no Poder Executivo, como no Poder Legislativo. Já viu a fragilidade da Presidente Dilma Rousseff e tenta ganhar politicamente com o cargo de articulador político do governo. Se as medidas, causarem desgastes maiores do que os ganhos, logo ele vai sair de fininho, empurrando a culpa para a Presidente e suas políticas desastrosas. Nem o Ministro da Fazenda Joaquim Levy, nem o Vice-Presidente Michel Temer, tem culpa pela situação econômica, em que se encontra o país. Os culpados são a atual Presidente Dilma Rousseff e o ex-Presidente Lula. Gastaram a vontade, como se dinheiro brotasse do chão ou desse em arvore. Fizeram propaganda do pré-sal, como se fossem sheiks árabes. Enquanto o marqueteiro do partido fazia a propaganda do país das maravilhas, transformando o filme de terror em conto de fadas, uma quadrilha organizada, se infiltrou no Estado Brasileiro e saqueou todas as suas riquezas. Deixando o país como madeira infestada por cupins. Bonito por fora e oco por dentro. O crescente desemprego, a inflação elevada , os aumentos das tarifas(gasolina gás, eletricidade, água),o aumento de impostos, o cambio volátil com desvalorização do Real, o encolhimento do PIB e consequente empobrecimento do Brasil e dos brasileiros, tem como principais culpados, Lula e Dilma, os dois irresponsáveis que dirigiram o pais, nos últimos 14 anos. Com as suas políticas populistas, que distribui migalhas as massas e os distrai com espetáculos. O pão e circo, que serviu de cortina de fumaça, para encobrir as suas verdadeiras intenções. E o meu medo, é que ela fique até o final do seu mandato forjado e continue a sua política destrutiva. Cada vez que ela atinge a meta, ela dobra a meta. O dobro de desemprego, o dobro de inflação… Pelo o que ela disse a Primeira Ministra Alemã Angela Merkel, ela não se esqueceu do 7X1. Vai dobrar a meta? Presidente Dilma, vou dar-lhe um conselho. Primeiro feche a meta(gol), se não, será 14X2 da próxima vez.

    • Castro disse:

      O Cesar faz um texto longo, até parece fazer uma análise independente do assunto, depois desembesta a a criticar o ex presidente Lula e a Dilma, para denunciar de vez a desfaçatez da análise, culpa a Dilma até pelo aumento da água, seria mais fácil culpar São Pedro. Água é questão de estado, São Paulo por exemplo, recebeu mais de 735 milhões do governo federal para solucionar o problema, cerca de 90% das necessidades apontada no projeto do governo estadual, uma boa quantia, foi gasta na construção de uma estação de captação de água, que ao ser concluída, o rio estava seco.
      O Michel Temer não é articulador politico, é mesmo um politiqueiro, um dos erros necessário do PT e de outros partidos, por conta do voto, é ter de se aliar ao PMDB.
      O PSDB que critica o PT em Brasilia pela coalizão, e se abraçam em SP, enterrando mais de 100 CPIs envolvendo escândalos com o metrô, pedágios, esse último envolve as mesmas empresas da Lava-Jato, além de outros tantos escândalos não investigados, por força da aliança com o PMDB paulista, no qual o Michel Temer tem sua base plantada.
      Acusar o Lula/Dilma de ter gastos e que o brasileiro está empobrecido, é de um desconhecimento absurdo, nosso PIB, de pouco mais de R$ 1,4 tri, hoje está em quase R$ 5 tri, isso depois da maior distribuição de renda de todos os tempo. O amigo peca contra a matemática.
      Achar que as medidas do governo estão uma maravilha, são satisfatória ou que existe uma saída a altura das nossa expectativas, seria errado, dado ao vicioso modelo capitalista, que tem como único fator de crescimento econômico, o consumo, em algum momento o modelo provoca um conflito e um decréscimo na economia, basta ver o o resultado disso nos EU, que hoje não só, não consegue fazer um dólar de superavit, mas como gasta cerca de 20% além do que arrecada, cabe ainda tomar como exemplo da Itália, a Grécia, Portugal, Espanha, a própria Inglaterra e outros tantos países, em situação até pior que a nossa.
      Formula econômica capaz de solucionar todos os problemas não existe, existe teses, mas essa nem sempre é praticável.

  3. Pasquale disse:

    Muito bem Cesar,realidade nua e crua.

  4. Alberto disse:

    Acreditavam em coisa diferente? Nada que não possa ficar ainda pior.O bi-presidencialismo parlamentarista agonizando.Ciclo econômico e político em default.

  5. valter disse:

    quero ver agora o janot vai dizer que não pode investigar dilma , ministro Gilmar mendes obrigou a investigação na campanha do PT e a Dilma . pelo jeito o PT vai ser excluído do meio político …dilma e PT acabou ….

  6. Pasquale disse:

    Em conversas reservadas, Jaques Wagner tem dito que, dada a gravidade da situação, é preciso escolher: salvar o PT ou o governo. Os dois não se salvam.

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