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Economia
28-11-2014, 9h44

Com mudança significativa, Dilma ganha trégua na economia

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Postado por: Daniela Martins

A escolha da nova equipe econômica sinaliza uma mudança significativa, que desenha uma face diferente para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Ela conseguiu uma trégua na economia e poderá direcionar sua energia para arrumar o governo do ponto de vista político.

O primeiro efeito político da nova equipe econômica é dar um sinal claro ao mercado financeiro e aos investidores estrangeiros de que o Brasil vai retomar uma política confiável em relação aos gastos públicos. Ou seja, uma política fiscal transparente.

A consequência deverá ser a manutenção do grau de investimento. Essa nota avalia, aos olhos dos investidores estrangeiros, a saúde fiscal do Brasil. A nova equipe fez um discurso que afasta o risco de rebaixamento da nota e de perda do grau de investimento.

Outro sinal político é uma mensagem de confiança aos empresários. A repercussão das palavras de Levy e de Nelson Barbosa, novo ministro do Planejamento, foi positiva. Há uma mudança de clima que pode ajudar a destravar investimentos privados. Levy disse que não há crise. Acalmou ânimos.

Com a indicação de Joaquim Levy, o Brasil volta a ter um ministro da Fazenda de verdade, como foram Pedro Malan no governo Fernando Henrique Cardoso e Antonio Palocci Filho na administração Lula.

Simbolicamente, Dilma deixa de ser a ministra da Fazenda. Deixa também de ser a ministra do Planejamento e até a presidente do Banco Central. Foi marcante a presidente não ter participado do anúncio de ontem, deixando todos os holofotes para a nova equipe.

O discurso do trio que foi oficializado mostrou que todos receberam maior grau de autonomia. Até mesmo Alexandre Tombini disse que as intervenções para impedir a desvalorização excessiva do real terão limites diferentes. Joaquim Levy já chegou desautorizando o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, que havia falado num superávit primário de 2% a 2,5% do Produto Interno Bruto em 2015.

Levy optou por uma meta menor, mas factível e dura, para a realidade econômica do ano que vem. Prometeu que a economia de todo o setor público para manter a sua dívida sob controle será de 1,2% do PIB. E deixou claro que em 2016 e 2017 essa meta será de pelo menos 2%, podendo aumentar a depender do crescimento da economia. Acabou a era da maquiagem fiscal.

Com a trégua na economia, Dilma tem agora uma reforma ministerial a fazer. Precisa se entender com o PMDB e com aliados importantes, como o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e o governador do Ceará, Cid Gomes.

Ela vai participar hoje de uma reunião do Diretório Nacional do PT em Fortaleza, onde pretende defender a equipe econômica e evitar fogo amigo. Deverá deixar claro para o PT que ouvirá mais o partido no segundo mandato, mas que a legenda deverá abrir espaço no ministério para acomodar aliados.

Um sinal importante de Dilma foi mostrar que o ex-presidente Lula teve peso na formação da nova equipe econômica e terá influência na estratégia política do segundo mandato. Há possibilidade de a presidente fazer um segundo governo melhor do que o primeiro. Resta agora aguardar as medidas na economia e na política para ver se essa possibilidade se materializa.

*

A divulgação do PIB do terceiro trimestre tem um efeito psicológico positivo, pois tira o país da recessão técnica em que se encontrava nos dois trimestres anteriores.

No entanto, o crescimento de 0,1% é muito baixo. Os novos ministros deixaram claro, ontem, que a manutenção e o avanço de políticas sociais depende do crescimento da economia. O Brasil tem condições de crescer mais do que isso.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Nilo Siefert disse:

    Configura-se o estelionato da campanha eleitoral. Viva a mentira! Nunca ante “nestepaiz” se mentiu tanto em uma campanha. Viva a MENTIRA

  2. Pasquale disse:

    Realmente, o texto resume quais as funções que a Dilma exercia.
    Batia o escanteio e corria para cabeçear.
    Agora ela pode se dedicar a negociar com terrorista rsrs

  3. Daniel disse:

    Essas mudanças aconteceram por influencia(para não dizer diretriz) do Lula.
    Foi a contra gosto.
    Veja que nem apareceu publicamente para anunciar….

    • Pior ainda a nossa situação do povo brasileiro se a presidente tem que fazer algo que desaprova,porem acredito que a ausência e mais de vergonha,falta de coragem de mentir antes do que desacordo e lembrem que ou fazem a recuperação da economia ou não reelegem o PT em 2018.E necessária uma inconsistência ideológica agora para ter uma consistência maior,com o objetivo maior em 2018-eleiçao,reeleiçao do PT

  4. Nei Bastos disse:

    Ótimo que o mercado tenha recebido bem os nomes dos novos ministros. Ma um governo não pode se pautar somente pela saúde do mercado. Em passado recente esta receita foi colocada em pratica. E que reservo-me o direito ao engano.O resultado não foi nada bom para os trabalhadores e a parte mais vulnerável da Nação. É preciso agir para o exito de todos os setores da economia, sobre tudo aquele que se refere ao bem estar do cidadão. Mesmo que o mercado sai um pouco descontente, ele nunca perde.Sempre acha uma forma de se proteger. Seja criando uma nova saída seja fomentando uma grande crise global ou uma “marolinha” local. A outra parte os trabalhadores nada pode fazer. A não ser se enganar com greves pelegas. Outra é apelar pela fé. Tenha fé povo brasileiro, tenha fé!!!

    • roberto disse:

      Foi sim. Só que quem colheu os frutos foi o Sr Lula da Silva. FHC ajustou, Lula desfrutou. É só olhar a história.

    • E necessário sim ouvir o capitalismo e os investidores pois sem eles nos já estamos vendo em 2014 o que acontece no pais,portanto o governo para crescer o pais,os benefícios sociais do povo,enfim fazer desenvolvimento econômico precisa do mercado-capitalismo e investidores-ou nada acontece.A economia para crescer e poder pagar as contas precisa desta cumplicidade.

    • Antonio Carlos disse:

      Prezado,você nunca vai entender críticos alucinados.
      É como eu disse num comentário passado, a crítica é como uma droga, eles ficam dependentes e falam um monte de bobagens.
      Você pode perceber que eles detestam números e comparações com o governo do PSDB, porque perdem em tudo, até na corrupção na época do PSDB era muito pior, aliás, os ladrões que estão aí foram plantados por eles. Sem falar no Metrô de SP, Privataria Tucana, etc.
      Vou dar só dois exemplos: o Marcos Valério foi criado no mensalão do PDSB mineiro e depois foi usado no mensalão do PT e o Paulo Roberto Costa foi nomeado Diretor da Petrobras em 1995 pelo FHC.
      Se falarmos de dívida externa, aí é covardia. Eles deviam U$250 bilhões e hoje existe um saldo de U$300 bilhões. A diferença é só de U$550 bilhões.
      Quando começamos a mostrar estes números, como não têm argumentos, eles dizem que a eleição já acabou, mas o que é mais engraçado é que eles estão no terceiro turno e ainda não se convenceram que são os derrotados.
      Querem interferir na escolha dos ministros e no momento em que os mesmos devem ser nomeados.
      Criticam o desempenho da economia como se houvesse o “Planeta Brasil”, como se não fizéssemos parte do Mundo e nem fossemos afetados por ele.
      A Alemanha teve um crescimento do PIB, no terceiro trimestre, de 0,1%, exatamente igual ao Brasil, só que lá foi uma festa, já que demonstra que o País não está em recessão, enquanto aqui é uma tragédia, uma desgraça.
      Mas tudo isso tem uma explicação. Temos uma Mídia Golpista, que conduz a “manada” de acordo com os seus interesses. Uma Mídia que transforma bandidos em heróis e vice e versa, dependendo do que lhe convém, afinal é o empresa que visa lucro e o coloca em primeiro lugar.
      Associado a isto existem aqueles que acreditam repetem o que escutam e não têm o menor interesse em buscar a verdade em fontes alternativas. O cara acredita piamente naquele apresentador de telejornal elegante e na sua bonita companheira. Acreditam mais ainda quando a notícia vem de NY. Como duvidar de notícias de NY, expostas com sorrisos debochados e arrogantes pelos integrantes do Manhattan Connection. Olhem o preconceituoso fugitivo Diogo Mainardi, que belo exemplar da elite brasileira.
      Pois é meus amigos, estão todos drogados pelas notícias mentirosas ou no mínimo tendenciosas.

      • Paulo Cesar Diderot disse:

        Prezado Antonio Carlos, o crítico alucinado é, de fato, assim.
        Além da influência catastrófica da Mídia Golpista, muito bem colocado por você, existe um fator psicológico de peso relevante. Quem critica se coloca numa posição de superioridade, afinal, o crítico se julga melhor do que o criticado, criticar é fácil. Elogiar é difícil, já que o sentimento se inverte e aí o critico se sente inferiorizado.
        Estas atitudes e sentimento estão associados à insegurança do critico.
        É necessário provar que é melhor, aparecer como tal é fundamental e a critica faz o indivíduo se mostrar melhor do que é, normalmente. Se o cara melhorou financeiramente, um pouquinho na vida, esse comportamento aflora com mais força e ele logo compra um carro novo, para que o vizinho veja, mas não troca aquela geladeira que está caindo aos pedaços, essa ninguém vê.
        Por isso eles são assíduos do “Face” e criticam tudo, num campeonato onde aquele que mais critica se acha melhor do que os outros da patota.
        Então, repetem e aumentam tudo que leem e escutam, sem procurar saber se é verdade, isso não importa.
        É extremamente ridículo, mas é assim que funciona numa sociedade como a nossa, com uma classe média totalmente despolitizada, na sua maioria.

  5. Paulo Chacon disse:

    A diferença é que a presidenta é DILMA e não fhc (minúsculo mesmo).

  6. Bello Tavares disse:

    Não existe economista por mais qualificado que seja que dê conta de descascar esse abacaxi verde que se tornou o Brasil.

  7. Robson disse:

    Dilma é truculenta e intervencionista e centralizadora. Seu mestre Lula colocou uma “coleira” em sua cria pensando em 2018. Vamos ver por quanto tempo ela irá permitir que esta equipe trabalhe sem dar palpites ou ordens. Até o presente momento ela provou não ser capaz de gerir a economia de um pais como o Brasil, sua incompetência comprometeu os planos de hegemonia do PT .

  8. Luciana Rodrigues disse:

    Boa sorte para essa equipe econômica, que consigam colocar em prática o que é bom para o povo. Que a Dilma não deixe em segundo plano os programas sociais e a valorização dos servidores públicos.

    • Pasquale disse:

      E o mais importante, os servidores públicos aprenderem a respeitar e valorizar o cidadão brasileiro.
      Coisa que não sabem fazer e não querem aprender(TRABALHAR)

    • Leonardo disse:

      Ao longo da história nenhum governo valorizou servidores, tudo que foi conquistado foi na base da negociação dura e até de greves. Mas salário de servidores é o que menos pesa no orçamento da união. Logo de cara são 27,5% de IR e 11% de PSSS, qualquer coisa que se compre ou invista é tributado. Um aumento para servidores volta para os cofres públicos quase que integralmente.
      Os governos preferem investir em obras, afinal empreiteiras financiam suas campanhas servidores públicos não.

  9. CBarros disse:

    Depois de ver a entrevista de Joaquim Levy, fiquei com uma pulga atrás da orelha. Como pode um ministro escolhido pela presidente responder que ACHA que terá liberdade para decidir livremente no ministério? Das duas uma, ou ele é um oportunista ou no mínimo está colocando em dúvida a palavra da presidente da república. Não senti firmeza nesse moço. Cuidado Dilma!

  10. Pasquale disse:

    Acho que o estilo de des governo(na base do chicote,aqui quem manda sou eu).
    Vai ser difícil ela perder,é arrogante por natureza.
    Dilma Gabriela…Eu nasci assim,eu cresci assim,eu sou mesmo assim hehehe

  11. Mario Moraes disse:

    Abracadabra!
    Enfim entenderam, que sem credibilidade econômica, não existe futuro para os programas sociais e crescimento do país.
    Agora só falta a credibilidade política e administrativa. Alerto: Existem bons nomes na situação, na oposição e também fora do quadro político. Atenção e boa escolha!
    Cordialmente.

  12. Jose Maria disse:

    Porém, não acredito na neutrlidade de Dilma. A coisa saerá feia. Quem pagará o pato por isso?

  13. Ronaldo disse:

    Gostei muito do “curriculum” do trio. Todos doutores, com ótima formação em excelentes universidades, ou seja, pessoas altamente qualificadas. Só espero que nossa simpática presidente reconheça que nada tem a contribuir sobre organização e métodos, com pessoas de tamanha competência e deixe os ministros trabalharem, passando agora a cuidar das relações com o Congresso Nacional e com o povo brasileiro e pare de querer dirigir essa grande carreta que é a economia nacional usando sua carteirinha de motorista de fusca.

  14. Edivelton Tadeu Mendes disse:

    Ainda bem, pois se estivesse mais para Mantega, nós estaríamos na roça – verdadeira!

  15. Leonardo disse:

    Faltou completar a frase “Acabou a era da maquiagem fiscal, aquilo era só pra ganhar a eleição”.

  16. serg disse:

    Quadrilha Geller – Que a “quadrilha Geller” de roubo de terras públicas a serem direcionadas à reforma agrária deve ser mesmo investigada a fundo, e punida exemplarmente se for definitivamente provado a sua culpa. A Policia Federal está de Parabéns. O Juiz está de Parabéns. Agora falta o STF se mostrar à altura da posição e também analisar o caso a fundo e punir todos culpaods. Inclusive e Principalmente o sr. ministro da Agricultura, que teria se aproveitado do cargo para fazer mal feitos. Junto com seus irmãos. Ele parece ser a Raposa cuidando do galinheiro. O xerife que era na realidade amigo dos ladrões de terra e gado (lembra dos filmes de cowboy?). O poderoso ministro que teria as mãos sujas com a corrupção, etc. Que a administração Dilma se livre o mais rápido possível deste altamente suspeito ministro. Que se coloque no seu lugar uma pessoa minimamente digna.

  17. Sérgio disse:

    Política confiável???? Tá de brincadeira né irmão. Como pode ser confiável um governo em que os números são maquiados? Um governo que paga, abertamente, um parlamentar para aprovar leis e se livrar ou se eximir de qualquer responsabilidade e etc, etc, etc e tal. Tá brincando falar de “política confiável”. Parei aqui.

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