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Política
13-02-2015, 9h32

Com pedidos ao STF, Janot filtrará investigação de Moro

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fará o primeiro filtro na investigação conduzida pelo juiz federal Sergio Moro na operação Lava Jato.

Todo o trabalho de apuração está muito centrado na figura do juiz Moro. A manifestação do procurador-geral será um filtro importante de tudo o que veio a público até agora e de boa parte do que permanece em sigilo e pode atingir figuras ainda preservadas publicamente.

Janot poderá pedir a abertura de inquérito no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal) nos casos em que achar que serão necessárias mais investigações para obtenção de provas. Também poderá solicitar a abertura de um processo, por meio da denúncia.

Tanto os inquéritos quanto as denúncias de Janot precisam ser aceitos pelo STF. Haverá aí outro filtro, o do ministro Teori Zavascki e dos demais membros do Supremo que vão analisar as solicitações da Procuradoria Geral da República.

Até hoje, houve vazamentos da investigação e a publicação, autorizada por Moro, de algumas delações premiadas e depoimentos.

No caso de vazamentos, sempre há possibilidade de um direcionamento. Um advogado de defesa, por exemplo, vaza parte da investigação porque isso pode beneficiar seu cliente. Um policial federal ou um procurador federal envolvido na investigação pode julgar que vale vazar uma informação e guardar outra. E o juiz Moro, de vez em quando, torna públicos depoimentos dados há meses ou semanas. A divulgação dessas informações gera uma enorme repercussão na imprensa, diante da gravidade do que tem sido descoberto e revelado.

A tendência agora é que haja mais clareza sobre quais acusações teriam consistência, em termos de provas e evidências, contra políticos graúdos com mandato.

Se algum governador com mandato estiver na lista de Janot, há possibilidade de um inquérito ou processo no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O STJ é o tribunal superior que julga governadores de Estado.

Políticos sem mandato não ficarão a cargo do Janot, mas certamente ele irá conversar com os colegas do Ministério Público federal sobre ex-parlamentares e ex-governadores.

Ontem, tornou-se pública, por exemplo, uma acusação de Alberto Youssef sobre o ex-ministro José Dirceu, condenado no mensalão. O doleiro diz que Dirceu recebia propina do esquema em nome do PT. Ao mesmo tempo, Youssef não apresentou prova documental contra o ex-ministro.

Será preciso ver o peso que o Ministério Público dará a esse tipo de menção. Youssef apontou Dirceu como amigo de um empresário que também fez delação.

Janot não vai tratar da acusação contra Dirceu, porque o ex-ministro não tem mais mandato. Mas, no caso dos políticos com mandato, o procurador-geral vai fazer um primeiro juízo sobre onde tem fogo mesmo ou onde só pode haver fumaça. E aí pode haver muita novidade.

Ouça o Comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. José Carlos Damaceno disse:

    é preciso dar nome aos políticos envolvidos sem fazer vazamentos seletivos do jeito que tem sido feito porque fica parecendo que o juiz está protegendo alguns e ferrando outros por isso o mais importante nesta fase é mesmo o Janot fazer tudo com bastante transparência sem proteger ninguem.

  2. valtoniro dickmann disse:

    espero que não tentem esconder os politicos corruptos do alto escalão. Dizer que Lula não tem participaçao e uma grande mentira e que Dilma não sabia de nada e outra mentira.

  3. Daniel disse:

    Já passou de hora de começar a caçada aos politicos safados.
    Esteja ele atuando ou não, tem que ir em cana.
    E tem que tornar publico aos poucos mesmo. Não podemos deixar cair no esquecimento do povo.

  4. gesiel disse:

    Se o procurador mineiro Rodrigo Janot, que AVALIOU que o Aecioporto não se enquadrava em objeto da area criminal e sim da area civel, e assim devolveu o processo contra o senador Aecio Neves para a justiça mineira, para que fosse REINICIADO O PROCESSO na area civel; e o juiz paranaense Sergio Moro, que deixou vazar ALGUMAS PARTES do depoimento do delator Paulo Roberto Costa; FIZEREM APENAS AS SUAS FUNÇÕES de representantes da Justiça, que consiste no principio de que TODOS OS CIDADÃOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, “””O BRASIL JA VAI SE DAR POR SATISFEITO”””. Não cabe a procuradores gerais da republica, dizerem AINDA MAIS EM PUBLICO, o que os governantes devem fazer em relação a administrações de empresas estatais, afinal eles são procuradores da republica e não conselheiros; bem como não cabe aos juizes, decidirem apenas investigar PARTE DA DENUNCIA, feita pelo mesmo delator Pedro Baruso, no mesmo local, na mesma hora, sobre a mesma empresa Petrobras e contido na MESMA PAGINA de depoimento; pois a prioridade É A PUNIÇÃO DE TODOS QUE COMETERAM CRIME. “””NÃO EXISTE DENUNCIA, MAIS IMPORTANTE DO QUE A OUTRA”””.

  5. No Brasil a nossa peneira funciona ao contrário, passam os peixes grandes e ficam os peixes pequenos. Na peneira da injustiça brasileira há tantos furos para escapar, (brechas na lei) pelo qual os advogados pagos pelos poderosos, sabem todos os atalhos.
    Infelizmente, para nós o povo, brigamos por partidos, brigamos por $0,20 centavos na passagem do ônibus, brigamos por futebol, mas, por leis mais rígidas que venham a coibir a corrupção como por exemplo o fim de celas especiais para quem possui nível superior, transformar em crime hediondo o crime de corrupção, não permitir redução de pena ou regime aberto ou semiaberto para corruptos, exigindo o cumprimento total da pena em regime fechado, exigência de que penas de crime de corrupção sejam as mais longas do código penal brasileiro,com multas pesadas que tenham o patrimônio do envolvido em corrupção como alvo, para que corrupção deixe de ser um bom negocio, e passe a ser algo visto como de alto risco. Enquanto valer a pena ser corrupto, casos como o da Petrobras se repetiram sempre. A reforma política é necessária mas é só mais um paliativo do que uma solução definitiva, sem leis que endureçam o código penal para crimes de corrupção. Estes gananciosos só sentem dor no bolso e só respeitarão a lei quando tiverem medo real, de serem pegos por ela.

  6. Edy disse:

    Interessante. Vamos aguardar!

  7. VERGONHA NA CARA X PIZZA! disse:

    CHEGOU A HORA:
    1 – PROVA DE QUE AINDA HÁ GENTE COM “VERGONHA NA CARA”, NO PAÍS;
    2 – PIZZA, PIZZA E MAIS PIZZA!

  8. Leitora disse:

    E o Procurador-Geral da República vai ficar omisso diante do fato de que aparentemente Procuradores da República e Delegados Federais teriam deixado de fazer perguntas sobre a corrupção que começou em 1997 e passou pelos anos eleitorais de 1998 e 2002??? Como operava, quem pagava, quem recebia, se algum partido ou político era beneficiado, quem, quanto foi etc.? E ainda com denúncias públicas do falecido Paulo Francis, na própria Globonews??? E a parte das delações, que dizem respeito à CEMIG? A justiça não vai aprofundar essa parte da investigação??? Existe alguma lei no Brasil que proíba a investigação de avançar no “governo anterior ao do PT”, ou seja, o do PSDB, DEM e FHC? O que eu sei é que existe lei criminalizando a prevaricação, inclusive por fins político-partidários, isso sim. Contra investigação de crimes anteriores não, até porque alguns podem ser crimes continuados. Nesse caso, toda a transparência e imparcialidade de juiz, procurador e delegado são essenciais. Com a palavra o Procurador-Geral da República para assumir seus deveres funcionais, em benefício da sociedade.

  9. osvaldo disse:

    amigos será que o procurador da republica terá coragem de denunciar um presidente que por ele foi indicado a esse cargo, não que esteja duvidando da capacidade e honestidade dele, apenas tenho duvidas.

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