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Política
15-08-2018, 13h00

Com programa, Bolsonaro disputa empresariado com Alckmin

Mourão reflete mentalidade atrasada de militares
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KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

Ao apresentar seu programa de governo, o candidato do PSL, o deputado federal Jair Bolsonaro, procurou disputar o apoio do mercado financeiro e do empresariado com o postulante do PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin.

Bolsonaro faz um aceno claríssimo nesse sentido ao apresentar um programa liberal em contraste com seus votos estatizantes como deputado federal. A parte econômica, toda ela terceirizada para Paulo Guedes, é uma forma de Bolsonaro tentar dizer ao empresariado e ao mercado financeiro que pode ser a alternativa a Alckmin, hoje o candidato mais querido desses setores.

A parte em que Bolsonaro se mostra mais autêntico é na apresentação de propostas rasas e erradas na Segurança Pública, mas o grosso do empresariado e do mercado não se importa com isso.

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Atraso militar

O pior da frase preconceituosa sobre negros e índios dita pelo vice de Bolsonaro, o general da reserva Hamílton Mourão, é que ela reflete a mentalidade atrasada das Forçar Armadas, sobretudo o incômodo com a Comissão da Verdade criada no governo Dilma. Mourão estava na ativa até pouco tempo atrás.

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Retrocesso em andamento

A pesquisa da Unicef que mostra que 6 de cada 10 crianças brasileiras vivem na pobreza. Foi feita em 2015, antes da regra do teto que cria um limite para o crescimento das despesas públicas. É sinal de que o que já é ruim pode piorar.

Além dos temas acima, o estilo midiático de Luiz Fux, que fala muito de fake news e fica quieto sobre liminar do auxílio-moradia, a assunção de Rosa Weber ao comando do TSE, com perfil mais discreto do que o do antecessor, e o tempo curto de campanha também foram comentados ontem no “Jornal da CBN – 2ª Edição” no áudio:

Comentários
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  1. Caio Teixeira de Freitas Junior disse:

    É verdade que o empresariado e o mercado não se importam com as propostas erradas de Bolsonaro para a Segurança Pública. Sabe quem se importa? Quase ninguém. Já vimos que a dita esquerda não se importa, ou o Nordeste, governado pela esquerda não apresentaram os piores índices nacionais na área. O próprio PT governou o país por 14 anos e não foi capaz sequer de compilar indicadores unificados e reconhecidos para o tema. A direita tampouco prioriza a questão, ou o RJ, vitrine internacional do país, não seria um descalabro que se inicia exatamente na segurança e termina sabe-se lá onde.
    Um dos poucos que tem uma ação mais consistente nessa área é Alckmin. Mesmo assim, o próprio PSDB não entende a questão como prioridade, haja visto que quando Alckmin foi substituído por Serra em 2007, a política de segurança de Alckmin, que dava resultados, foi mudada para a ineficiência costumeira de outras unidades.

    • Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

      … é que o endurecimento da lei penal é tiro no pé ! Pode atingir a famigerada classe política. É como aprendiz de feiticeiro, uma vez deflagrada a lei pode “contemplar” seus próprios autores !

    • walter disse:

      São fatos, caro Fabio Teixeira e Kennedy; considerando a desordem organizada, com a tolerância ao crime, já que as facilidades do sistema, beneficia os criminosos; com mais direitos absurdos; como a remuneração mensal, visitas intimas, celulares, além das drogas que correm soltas, em todo o País; bandidos com recursos, conseguem habeas, com muita facilidade; nosso STF é o maior exemplo de tolerância aos criminosos…Em SP, a policia militar tem sido razoavelmente positiva, já que os criminosos migram de outros estados; falta absolutamente tudo; quando poucos recebem, com muito pouca qualidade de vida, e desemprego nas alturas; esta ineficiência em todo o País, com crimes hediondos diários; nosso exercito não atua com veemência nas fronteiras, com isso as drogas invadem, e saem com muita facilidade…este desenho confirmará o Bolsonaro no segundo turno…nossos últimos governos, foram hipócritas, subestimando o POVO, com pouca esperança a anos, não aguentamos mais contos de fada…

  2. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Bolsonaro em contraste com Alckmin é de longe o mais autêntico, legítimo e verdadeiro representante da livre economia de mercado.
    Alckmin é apenas um consagrado burocrata já testado e reprovado.

    • FABIO T. GUERREIRO disse:

      Excluindo-se o discurso preconceituoso e tosco de Bolsonaro, a parte prática do programa de governo dos dois é muito parecida: neoliberalismo e entreguismo puro, ou seja, tudo para o capital e nada para a população, simples assim.

  3. walter disse:

    Caro Kennedy, se o Empresariado ligasse para pessimismos, o lula jamais teria sido eleito; neste ponto, o Bolsonaro foi rapido, diante do desespero, em todos os setores da sociedade, seus VOTOS vem dos desenganados; “nunca antes”, tivemos uma campanha tão diferente e curta; se o Alkimin, que tem um tempo de TV excepcional, com relação aos outros, tentar agredir, principalmente o Jair, vai perder votos, já que não há passado em gestão do mesmo; este tempo maior, pode sim contribuir a favor dos outros, precisa lembrar da marina, que quietinha, vai receber intenções de votos, até dos eleitores do lula; seu eleitorado sempre se aproximou dos 20%, corre o risco de chegar ao segundo turno…Quanto ao Vice Mourão, já se justificou até demais…quanto a pesquisa da Unicef retrata a irresponsabilidade destes últimos 15 anos…A rosa Weber vai cumprir a Lei do ficha limpa, expurgando o lula; condenando o haddad; seus poucos votos transferidos, não vão leva lo ao segundo turno; game over…

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