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Política
02-10-2016, 9h20

Com voto útil, Haddad e Freixo crescem na reta final

Datafolha e Ibope captam números distintos em SP e mais afinados no Rio
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KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

Na véspera da eleição paulistana, Datafolha e Ibope apresentaram números diferentes. Um dos institutos errou ou captou uma fotografia que não existe mais.

Em São Paulo, o Datafolha trouxe Doria com 44% dos votos válidos. Russomanno e Haddad alcançaram 16%. Marta, 14%. Erundina, 5%. Já o Ibope mostrou Doria com 35% dos votos válidos. Russomanno obteve 23%. Marta, 19%. Haddad, 15%. Erundina, 5%.

O Datafolha mostrou que se manteve o empate técnico entre Celso Russomanno (PRB), Fernando Haddad (PT) e Marta Suplicy (PMDB). Mas, levando em conta pesquisas do instituto desde 8 de setembro, a curva do prefeito petista é de crescimento.

Marta passou a perder votos mais intensamente a partir de 21 de setembro. Russomanno cai desde o fim de agosto, num movimento que se intensificou, no Datafolha, de 26 de setembro para cá. Caso se mantenham essas tendências, levando em conta o Datafolha, o duelo em São Paulo seria entre João Doria (PSDB) e Haddad.

O Datafolha também apontou uma disparada do candidato tucano, algo que não foi captado pela pesquisa Ibope. Num cenário em que Marta e Russomanno continuem a cair, Doria poderia até alcançar uma vitória no primeiro turno, o que seria inédito em São Paulo desde a criação de eleições com duas fases.

Mas o Ibope não sinaliza a menor chance de vitória do candidato do PSDB no primeiro turno e aponta que a segunda fase paulistana tenderia a ser realizada entre Doria e Russomanno. Portanto, convém ser cauteloso em relação ao desfecho desse primeiro turno em São Paulo. Doria carimbou o passaporte, mas poderá haver surpresa em relação à outra vaga do primeiro turno.

Para o PT, uma ida à segunda fase seria uma vitória política em meio ao bombardeio da Lava Jato. Haddad pode se beneficiar do voto útil, tirando votos de Marta e de Luiza Erundina, do PSOL.

A surpreendente disparada de Doria reflete a força do discurso contra os políticos tradicionais e de um enorme tempo de propaganda política numa campanha mais curta do que as anteriores. É perigoso esse discurso de negação da política, que tem dado certo em algumas capitais do país, como São Paulo e Belo Horizonte.

Candidatos com métodos tradicionais, com alianças tradicionais, com propostas tradicionais fingem que são diferentes da classe política como um todo. Vender ilusão ao eleitor é arriscado. Pode funcionar para ganhar o poder, como fez Dilma Rousseff (PT) em 2014, mas, se não conseguir entregar depois o prometido, a decepção e a perda de popularidade chegam rapidamente.

*

PSOL se fortalece

No Rio, o Datafolha e o Ibope também obtiveram números diferentes, mas com tendências mais afinadas. Segundo o Datafolha, Crivella obteve 32% dos votos válidos. Freixo alcançou 16%. Pedro Paulo conseguiu 12%. No Ibope, Crivella teve 38%. Freixo, 14%. E Pedro Paulo, 11%.

Os dois institutos captaram um movimento de última hora que pode ser lido politicamente como um voto útil de esquerda, com migração de eleitores de Jandira Feghali, do PCdoB, para Marcelo Freixo, do PSOL.

Partidos de esquerda foram criticados por lançar mais de um candidato em diversas capitais, o que facilitaria a vitória de nomes conservadores. Se for confirmada a ida de Freixo para o segundo turno, será a maior façanha eleitoral da história do PSOL. A sigla poderá ganhar musculatura para disputar a hegemonia do eleitorado de esquerda com o PT, partido que vive a maior crise de sua trajetória.

Freixo também pode ter tirado votos de Pedro Paulo (PMDB), candidato do prefeito Eduardo Paes.

No Rio, as pesquisas sinalizam que Marcelo Crivella (PRB), líder no primeiro turno, não seria imbatível na segunda etapa.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Mauro disse:

    Muito embora eu note por parte da imprensa uma vontade de interpretar as pesquisas eleitorais, a favor de algum candidato, não vejo da vontade do eleitor alguma chance para o Haddad ir sequer a segundo turno.
    Pela tal margem de erro, para maior Russomano chega a 21/22 pontos e Haddad entre 18/19, o que segundo os experts se caracteriza em um empate técnico mas em termos reais essa “pequena” diferença,em uma cidade como São Paulo, são mais de centenas de milhares de votos.
    Ainda aposto que a dobradinha de segundo turno será entre Dória e Russomano, o que convenhamos não é lá grande coisa, mas pelo menos estaremos livres da ganância e corrupção petistas. Quem viver ( até umas 11 da noite de hoje!), verá!

    • walter disse:

      Caro Mauro, é isso, nossa imprensa; boa parte dela, causa confusão, na cabeça do eleitor, de forma propositada, são oportunistas; continuam tentando, levantar o “defunto”; imaginem quanto dinheiro, a “viva alma”, não disponibiliza pra tentar se impor…A Lava Jato, agora pode prende lo, não precisa ficar mais livre…
      O último pesquisador das intenções de Votos, tentou induzir os eleitores, que o haddad, esta ria empatado, com os outros candidatos, quando na verdade, ele estava em último lugar, e até esquecido…conseguiram confundir o eleitor, a ponto de provocar a disposição do eleitor, pelo voto útil…pois bem, conseguiram esvaziar as outras candidaturas, que já não eram grande coisa mesmo, com isso, ajudaram o DÓRIA, que também foi impulsionado, pelos votos úteis, esta é a grande verdade…estes institutos de pesquisas, manipulam os eleitores, e se estão comprados então…mas desta vez, vou a vez da caça; nos livramos do malddad, para sempre…aqui só com milagre brabo, graças..

  2. mano disse:

    Pesquisa é estatística, estatística utiliza matemática. Impressionante a diferença da pesquisa do Ibope e do data folha na capital paulista. Qual das duas apresenta resultado confiável? Erro de metodologia? É possível, após o resultado das eleições, a pesquisa que apresentou resultado equivocado conseguir justificar o equívoco e convencer?

  3. Pasquale disse:

    Jandira quem diria,acabou no Irajá.

  4. Pasquale disse:

    Um dia um Partido… enganou um País inteiro.

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