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Política
14-11-2019, 20h03

Congresso deve derrubar pedágio de desempregados para gerar empregos

Governo tem ideia injusta para financiar programa para jovens
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

O Congresso Nacional pretende derrubar a cobrança de contribuição previdenciária de 7,5% de trabalhadores que recebem o seguro-desemprego. Essa previsão consta da MP (Medida Provisória) 905, editada pelo presidente Jair Bolsonaro a fim de criar o programa “Emprego Verde e Amarelo” para jovens entre 18 e 29 anos.

Há no Congresso o sentimento de que é injusto cobrar de desempregados a cobertura da desoneração (redução de tributos) de empresas para que elas gerem empregos. Não faz sentido criar emprego cobrando um pedágio dos mais pobres e dando benefícios aos mais ricos.

Essa é a cabeça do ministro Paulo Guedes (Economia). Até hoje o país não tem ideia de qual reforma tributária o ministro da Economia quer aprovar no Congresso. O correto seria apresentar um projeto que cobrasse mais imposto da renda e menos do consumo, taxasse mais os ricos e menos os pobres.

No caso da MP 905, o governo esperava obter R$ 12 bilhões no prazo de cinco anos. Prevê gastar cerca de R$ 10 bilhões em desonerações no mesmo período. Logo, haveria troco no pedágio cobrado dos desempregados.

Obviamente, é uma ideia injusta. O Congresso acertará ao derrubar essa cobrança previdenciária, mas terá de encontrar alguma fonte de recurso para bancar o programa de geração de empregos para jovens.

Ouça o comentário a partir dos 7 minutos e 13 segundos no áudio abaixo:

Comentários
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  1. walter nobre disse:

    O desemprego não pode ser custeado artificialmente Kennedy, a herança da dilma não vai se dissipar com meios custeados por mais sacrifícios ao trabalhador; pode demorar mais, o que fará este encaminhamento, devem ser incentivos a produção, melhor preparação da mão de obra; qualquer especialização técnica, custa muito caro, deve ser um caminho semelhante ao Senai em larga escala. A possibilidade pode se avolumar, com a reforma da tributação, não basta aumentar credito, já que todos os custos Brasil, é alto até para quem tem recursos em Dólar; neste quesito o Paulo Guedes, deve se debruçar um pouco mais, para agregar valores na economia prática…

  2. ANDRE disse:

    O Guedes “Chicagão” tem muitas idéias, na maioria das vezes elas estão em um museu de novidades, quando não beiram a insanidade, que é o caso da ideia de livre comércio com a China. Agora esta, de os desempregados pagarem a conta do plano que reduz o emprego do jovem a um mero estagio é o fim da picada. Guedes é um Robin Hood as avessas que tira dos pobres para dar aos mais ricos.

  3. Antonio disse:

    É um descalabro. Só pode ter surgido de alguma cabeça doentia de algum assessor deste ministro da economia cobrar IR de desempregado. Aliás toda uma série de medidas destrutivas de benefícios sociais conquistados a duras penas pela população brasileira, não pode ter surgido somente de ideias deste senhor. Tudo leva a acreditar que existe uma assessoria deste ministro desprovida de qualquer senso de responsabilidade social e humanitária. O ser humano não tem o menor valor para esta gente. Passados quase 11 meses, não vimos uma só medida que beneficiasse o cidadão comum. O que se vê é desemprego, desesperança, falta de perspectiva, criminalidade, ameaças. E mais uma vez estamos assistindo o predomínio do poder econômico explorador. E esta piada de geração de empregos para jovens, uma falácia, sem garantias ao empregado e sacrificando mais uma vez o INSS (7,5% ?). E já se fala em alterações na COFINS, liquidando de vez com a Seguridade Social.

  4. Antonio disse:

    A respeito de meu comentário, favor considerar contribuição previdenciária ao invés de IR. Agradecemos.

  5. Miguel Ângelo disse:

    Kennedy, o pedágio dos desempregados é a prova que o governo não entende a capitalização do erário e descapitalização. E também, falta a equipe econômica ler sobre o percentual sonegado em tributos pelos empresários no Brasil. Como já foi feito no governo Temer, liberar de carga tributária as empresas, para dizer que se criará empregos é uma tolice. Não funciona. Não existe sequer indicadores, índice com base estatística que comprove que o número de contratações, após alívio tributários das empresas, não é de ordem natural. Se já não aconteceriam. Que é provável para a virada de ano, por causa do Natal. Tio Miguel ensina a não se ter migué empresarial. Primeiro não alivie de imediato a tributação sobre a folha. Cobre-as feito IRRF. Entra dinheiro no erário. Depois equipe econômica, aplicam medidores por indicadores de contratação pós anuncio do programa. Não cumprida as metas, ou desrespeitada fica-se com os recursos. Só devolvendo o valor se realmente acontecerem novos contratos.

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