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Geral
23-09-2019, 19h12

Congresso deve rejeitar ideia de Moro que cria espécie de pena de morte

Witzel tem reação lamentável à morte da menina Ágatha
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está certo ao questionar a ampliação de excludentes de ilicitudes para policiais pedida pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. A tendência hoje no Congresso é rejeitar a proposta de Moro.

Se aprovada, a ideia estimularia a letalidade policial e criaria uma espécie de pena de morte no Brasil. Já há na lei elementos suficientes para proteger policiais. O projeto de Moro sobre segurança pública, conhecido como pacote anticrime, só pioraria uma situação que já é ruim. A maioria dos especialistas discorda das propostas do ministro da Justiça.

Em artigo, escrevi sobre o tema: “Caso Ágatha mostra que bárbaros estão vencendo no Brasil”.

*

Paz dos cemitérios

Foi absurda a manifestação pública do governador Wilson Witzel (PSC) a respeito da morte da menina Ágatha, assassinada no Rio de Janeiro na sexta. Ele culpou o crime organizado e usuários de droga. Falou em “palanque eleitoral” _justo ele que celebrou com soco no ar a morte de um sequestrador.

Ora, pelo que se sabe até agora, e é bom que se apure, foi um tiro que partiu da polícia numa situação em que não havia confronto. Portanto, foram levianas e lamentáveis as declarações de Witzel, que tem comportamento autoritário e bárbaro. Moro e o presidente Jair Bolsonaro são atrasados em matéria de segurança pública. Witzel é atrasadíssimo, digamos assim.

A morte de Ágatha não foi um caso isolado. Não foi um efeito colateral. Foi resultado de uma política de extermínio. Witzel, Moro e Bolsonaro oferecem ao país a paz dos cemitérios como se fosse política pública. Isso ameaça toda a população, mas especialmente atinge pobre e negros de comunidades carentes, como demonstram as estatísticas.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. walter nobre disse:

    Kennedy, os parlamentares capitaneados pelo Maia não podem, ignorar a importância histórica nas alternativas de forma geral a favor da sociedade; estão usando a pobre menina Ágatha como massa de manobras para procrastinar ao extremo, depenando tudo o que há de novo e positivo no pacote; não vi nenhuma menção aos polícias mortos em serviço, a intenção em aliviar aos criminosos, permanece em evidencia, isto não é ideal ao povo violentado todos os dias…a situação do Rio é alarmante, concordo que o governador tenta se promover diante das mortes, como bandeira de campanha, isto não agrega valores a causa, no combate a criminosos diariamente.

  2. Boyfriend disse:

    O Juiz Wilson Witzel, que foi eleito governador do Estado do Rio bem como; o presidente Jair Bolsonaro, querem implantar a pena de morte no Brasil, fazendo valer o slogan criado por Bolsonaro “bandido bom é bandido morto”. Ora; bandido é bandido em qualquer nível da sociedade, incluindo os parlamentares, governadores e prefeitos, que desviam dinheiro público das áreas da saúde e educação, levando cidadãos à morte e, discriminando os que sonham ter futuro melhor através da educação. O confronto defendido pelo governador Witzel, tem apresentado terror para a população das Favelas e, resultados pífios para a Segurança Pública. Porque não usa o Serviço de Inteligência, se é que existe, para identificar quem abastece as Favelas Cariocas com drogas e armas e, procura fazer interceptação da entrada destes produtos nas Favelas? A resposta é clara: Não dá IBOPE e, talvez; pode interferir nos interesses dos poderosos que estão envolvidos com o Narcotráfico na Cidade do Rio de Janeiro.

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