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Política
23-11-2016, 21h25

Congresso reage com anistia às delações da Odebrecht

Lava Jato muda de patamar e gera mais incertezas política e econômica
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

No dia em que a Lava Jato começou a assinar acordos de delações premiadas dos executivos da Odebrecht, o Congresso reagiu com uma articulação rápida a fim de aprovar anistia para casos de caixa 2 que possam ser denunciados como propina pelos investigadores.

As delações da Odebrecht gerarão mais turbulência para o governo. O presidente Michel Temer terá maior dificuldade para navegar na política e na economia.

O PT será fortemente atingido, mas, como o partido perdeu o poder, parte do dano já foi assimilado. Há expectativa de novas revelações sobre a relação da Odebrecht com o ex-presidente Lula.

Mas outras forças políticas, como o PMDB e o PSDB, também sofrerão com essas delações. Elas poderão derrubar ministros de Temer e enterrar projetos presidenciais de tucanos como Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra.

Na Câmara, houve articulação ao longo desta quarta-feira a fim de tentar votar uma anistia que não se aplique apenas aos casos clássicos de caixa 2 eleitoral. O objetivo é incluir práticas que possam vir a ser denunciadas pelo Ministério Público como corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

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História da corrupção

As delações da Odebrecht mudarão a Lava Jato de patamar, porque serão as maiores colaborações premiadas feitas na história do país. A empresa teve relações com as principais forças políticas nas últimas décadas. A maior empreiteira nacional revelará os esquemas de financiamento político e da corrupção no Brasil.

No médio e longo prazo, poderá deixar como legado empresas menos corruptas e mais transparentes na relação com o poder público. Mas, no curto prazo, agravará os problemas da economia, porque não se sabe quais políticos sobreviverão a essa rodada de delações. E incertezas assustam investidores e empresários, porque ainda há um longo caminho pela frente.

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, precisa homologar as delações para que elas tenham validade jurídica em processos. Isso deve acontecer entre fevereiro e março. As revelações deverão reabrir colaborações feitas pela Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, que fecharam colaborações e podem ter omitido informações, de acordo com investigadores.

Ou seja, se depender da Lava Jato, 2017 será um ano tenso na política, com reflexos na economia.

Veja a participação no “SBT Brasil”:

Comentários
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  1. LUGAR DE CORRUPTO É NA CADEIA! disse:

    Quem é o maior responsável pela ação de um bandido? Quem não o combate, não o coloca na cadeia.
    Quem tem mantido fora da cadeia alguém com 12 inquéritos, alguns há anos, numa verdadeira blindagem?
    Como pode um cidadão que já renunciou em 2007 do cargo de Presidente do Congresso Nacional, para não ser cassado e perder os direitos políticos, novamente ser levado ao cargo, acumular 12 inquéritos na mais alta Corte Judicial do país, e continuar solto e articulando contra a ação da Polícia Federal, Ministério Público Federal, Judiciário? O STF é o culpado, sem dúvida, porque tem deixado esse vergonhoso foro privilegiado cumprir função de proteção de bandidos.
    As consequências da impunidade de criminosos são sempre ruins para todos, mas quando se trata da impunidade de criminoso de altíssima periculosidade, como é o caso de Renan Calheiros, Lula, Romero Jucá, Geddel Vieira e tantos outros semelhantes, é o caos!
    Viva a Lava Jato, cadeia nos corruptos!

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