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Política
19-11-2015, 21h15

Contestado, Cunha se enfraquece um pouco mais

Deputados deixam plenário e fazem crítica mais dura ao peemedebista
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou ter feito manobra para suspender a sessão de hoje do Conselho de Ética, mas ela foi evidente. Houve um jogo ensaiado com aliados.

Cunha usou o cargo para tentar adiar o andamento do seu processo no Conselho de Ética. Cometeu um erro, porque, pela primeira vez, houve um contestação efetiva ao comando do peemedebista sobre os trabalhos da Câmara. Deputados se retiraram do plenário.

Foi a mais dura contestação ao presidente da Câmara desde a revelação de que ele possui contas secretas na Suíça. Eduardo Cunha se enfraqueceu um pouco mais hoje.

*

A divulgação de indicadores econômicos ruins mostra a dureza do desafio do governo. A prévia da inflação de novembro sinaliza que o índice oficial superou os 10% no acumulado nos últimos doze meses. E a taxa de desemprego de outubro foi a pior desde 2007.

O governo ganhou fôlego ao enterrar projetos da chamada “pauta-bomba” nesta semana. Mas sabe que precisa ter boas notícias na economia para superar a crise.

A presidente Dilma Rousseff deverá aumentar as cobranças para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fazer mudanças na política econômica. Está em estudo, por exemplo, a ampliação do crédito para o consumo e para empresas, como sugeriu o ex-presidente Lula.

Com o enfraquecimento da tese de impeachment, melhorar a economia é a maior preocupação de Dilma.

Assista aos temas do “SBT Brasil”:

 

Comentários
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  1. Vitor Carvalho disse:

    Não tenho procuração para defender Cunha, mas acho que toda essas manobras para se manter no cargo são legítimas politicamente…Pelo menos é o que acha Dilma Roussef que usa as mesmas artimanhas para não ser cassada…!

  2. César disse:

    Cadê o PT? Quem não compareceu ao Plenário para dar quórum a seção, foram os aliados do Presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e os deputados do PT. Será o acordo para não abrir o processo de impeachment da Presidente da República Dilma Rousseff?

  3. mario machado disse:

    OS ACORDOS EM DESACORDOS

    Pronto! O Circo está armado e bem armado em plena Praça do Congresso e estendido para os lados do Palácio do Planalto.
    Do lado de cá, o fisiologismo barato que já deveria, há muito, estar alijado dos meios políticos por ser abjeto. Do lado de lá, a ocupante do Palácio do Planalto aplaude as manobras capciosas de outro presidente, esse da Câmara: Deputado Eduardo Cunha, cujo sobrenome significa entrar para rachar ou para ajustar certas peças e ferramentas. Ambas as presidências se acham unidas por uma única camisa de força, também essa fisiológica, sob a anuência e os aplausos de senhora Dilma que “enxerga” nesse apoio o mesmo apoio que compra preferindo continue presidente da Câmara o seu titular. E, em lugar de se fazer uma “faxina” completa, joga-se o lixo à lata dos acordos a fim de que a sujeira sobeja não se espalhe pelos principais redutos da governança. Assim, o Brasil vê projetado internacionalmente, graças às ingerências, seu perfil avacalhado.

  4. wilson disse:

    O Brasil estaria hoje em uma situação bem melhor se Cunha, Renan, Dilma não tivessem sido Eleitos, mas ainda podem renunciar para o bem do Povo Brasileiro.
    Porém, como não tem hombridade (Nobreza da alma) para tal, o jeito é esperar.
    A esperança que eles não vão durar muito no poder só por mais algum tempo, os mandatos terminaram algum dia.

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