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Política
27-06-2016, 9h12

Contra danos da Lava Jato, Temer busca escudo na economia

Governo pressiona Câmara a trabalhar e debate sucessão de Cunha
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O governo Temer quer manter a agenda econômica em destaque e evitar que a Lava Jata domine o debate público. Para tanto, pressionou o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), a cancelar a decisão de suspender os trabalhos nesta semana por causa dos festejos juninos. O Palácio do Planalto também pretende evitar o tradicional recesso parlamentar de julho.

Se o Congresso interrompe suas atividades, aumenta a chance de a Lava Jato tomar conta do noticiário. O presidente interino, Michel Temer, tenta evitar a imagem de um governo paralisado à espera da votação em definitivo do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. A votação no plenário do Senado está prevista para acontecer na segunda quinzena de agosto, provavelmente mais para o final do mês.

A estratégia de Temer para obter os dois terços necessários no Senado a fim de confirmar o impeachment de Dilma é clara: jogar todas as fichas no conserto da economia e ganhar gordura política para enfrentar a turbulência da Lava Jato e de outras operações que são desdobramentos dela. Ou seja, avalia que a economia possa ser um escudo eficiente.

No meio político, há uma certa agonia em relação às negociações das delações de executivos da Odebrecht e da OAS. Nas últimas semanas, reportagens mostraram possibilidade de dano a políticos do PT, PMDB, Rede, PSDB e diversos outros partidos. Ou seja, chance alta dessas delações arrasarem boa parte da classe política. Enquanto não houver confirmações oficiais, as incertezas permanecerão.

Nesse contexto, só resta a Temer apostar no conserto da economia. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), está em sintonia com Temer nesse sentido. Já Waldir Maranhão é um político de comportamento errático e, portanto, um problema a mais num momento de instabilidade.

*

Abacaxi federal

A sucessão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e a queda de Waldir Maranhão viraram assunto cotidiano da Câmara. O governo Temer está preocupado com esses assuntos.

São remotas as chances de salvação de Cunha. Só isso já gera preocupação em relação à reação que ele terá se perder mesmo o mandato, como é a tendência hoje. Diante de tudo o que se sabe sobre Cunha e das acusações que ele já responde no Supremo Tribunal Federal, o governo Temer não tem margem para salvá-lo. No máximo, tenta não aprofundar as dificuldades de Cunha.

Com o cenário de cassação, o presidente interino, Michel Temer, busca evitar uma disputa interna na sua base de apoio. Tem procurado fechar um acordo entre os partidos do centrão de um lado e o PSDB e o DEM de outro.

Hoje, o nome mais cotado é o do deputado federal Rogério Rosso, que é líder do PSD na Câmara e foi o presidente da comissão especial do impeachment na Casa. Há outros nomes, mas Rosso é o mais bem visto pelo Palácio do Planalto para tentar costurar um entendimento entre os partidos da base de apoio de Temer.

Existem resistências dos cotados a suceder Cunha e Maranhão a aceitar um mandato tampão, que terminará em fevereiro do ano que vem. Mas há possibilidade de reeleição no meio da legislatura. No entanto, o relator do impeachment na Câmara, Jovair Arantes, líder do bloco PTB, PP e PSC quer garantia de suceder Rosso. No meio dessa confusão, o PT acena para o PSDB, a fim de tentar articular um outro nome.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Pergunte ao Chile se quer fazer parte do Mercosul… NUNCA !!
    O Brasil deveria seguir seu exemplo vitorioso e fazer mais acordos bilaterais e sepultar de vez essa farsa ideológica bolivariana que não tem nada em comum conosco, nem o idioma.

    • walter disse:

      Muito Bem cara Maria Aparecida; lembro-me de um tempo remoto, QUE CORREMOS O RISCO, DE TER UMA MOEDA ÚNICA…foi extremamente positivo, para Países emergentes,(decadentes) no momento; como o Brasil; esta separação da Inglaterra, criou-se a oportunidade de Ouro, no comercio internacional…este Mercosul, esta infestado de “oportunista capengas”; ninguém ali, tem muito para oferecer, quem abre as pernas é o Brasil; acredito que o Serra vai questionar tal fato, no momento apropriado;Se não mudarem os moldes, para que continuar numa parceria inútil…

  2. joao dias disse:

    É muito elevado o custo para a sociedade brasileira, a administração do País com mais de 30 partidos políticos se julgando importantes e querendo cargos. Sem loteamento de cargos, medidas importantes para o desenvolvimento e cobradas pela sociedade, para soluções urgentes, não andam. Alguns parlamentares não entenderam ainda ou se fazem de desentendidos da necessidade do congresso nacional se unir e aprovar as medidas neceessárias para eliminar as barreiras que entravam e retardam o Brasil de entrar nos trilhos certos do desenvolvimento. E a mensagem do Povo para os congressistas e por ele delegado, é priorizar o Brasil e não os interesses pessoais.

  3. Willian T. Rodrigues disse:

    Prezado kennedy,você tem acesso a classe política. Infelizmente político não ouve pessoas comuns como eu que sou do povo.Diga, a eles que se a economia não melhorar não vamos sair desta crise.Só conseguiremos sair rápido desta crise se produzirmos mercadorias, produtos e serviços mais baratos.Pra produzir comida,tvs, celulares, veículos e tudo mais que nossa sociedade consome, precisamos de três itens básicos pro sucesso econômico de qualquer país do mundo. Água, energia elétrica e combustível pra transporte.O governo Dilma dobrou o preço de cada um desses itens,gerando um aumento de custo enorme pro setor produtivo.O governo evitou um colapso energético,pois não tínhamos agua sobrando energia também não. Refinarias que dão conta da demanda de petróleo é outro problema e isso detonou o setor produtivo, que teve que demitir e repassar aumentos expressivos a todos os cidadãos. A saída é aumentar a oferta de eletricidade e combustíveis, através da energia eólica ou solar e do biodisel.

  4. Joaquim José da Silva Xavier disse:

    escudo só se for na economia mesmo, pq na moralidade, o Governo Temer tá mais podre do que os Petistas e Tucanos . . . apesar do silêncio das panelas!!!

  5. Paulo Henrique disse:

    Se ‘escudar’ na economia enquanto o PGR da república, Ricardo Janot pede a prisão de Temer por envolvimento no lava-jato, é como avalizar mais um político sem ética, probidade e sem voto,,,será que não merecemos alguém melhor?…

  6. Abrre o Olho Meireles disse:

    Será difícil o domínio da economia com abordagens semelhantes a que fez recentemente Meireles em sua reunião com os empresários. Era possível ver os maiores empreendedores do país mudando de posição na cadeira centenas de vezes, com os braços cruzados e o semblante contrariado. Funcionários públicos continuam não entendendo o que o setor produtivo da economia deseja. E desta vez, quer mesmo, para valer. Chega de filosofia, de promessas, de delírios casuais. Ou vai ter o que o empresário quer ou não vai ter nada. Este é o pacto.

  7. Foro privilegiado é proteção a político sem vergonha na cara! disse:

    Num momento em que os políticos envolvidos com corrupção ainda não estão na cadeia (até agora só quem não tem o maldito foro privilegiado), simplesmente porque estão sendo blindados pelo STF, através do vergonhoso foro privilegiado, é um absurdo ainda fecharem o Congresso para farrearem nas festas juninas!
    Acho que o presidente Temer tenta evitar é que a nação se conscientize mais ainda de que o principal problema no país é a “FALTA DE VERGONHA NA CARA DE GOVERNANTES E POLÍTICOS”, totalmente fora de sintonia com a nação!

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