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Economia
21-05-2018, 20h29

Contra Padilha e Moreira, Guardia enfrenta 1ª grande batalha

Área política quer mudar reajuste de preço da gasolina
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O novo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, enfrenta hoje a sua primeira grande batalha contra a área política do governo. O debate sobre o preço dos combustíveis deixa Guardia em posição de confronto com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia).

O presidente Michel Temer marcou reunião hoje à noite com os três ministros para debater o reajuste do preço dos combustíveis. À primeira vista, só haveria espaço para baixar tributos que incidem sobre esse preço.

A área política tem dito que as despesas públicas não vão crescer mais neste ano e que arrecadação de tributos está dando sinais positivos. Acontece que a meta fiscal do ano é deficitária em R$ 159 bilhões. Se a arrecadação melhorar, significará deficit menor. O problema fiscal continuará gigante.

Há um acordo de Temer com Pedro Parente para evitar interferência política na Petrobras. O presidente da estatal tem dado sinais de que não toparia mexer na política de preços. Seria desastroso para a imagem da Petrobras e para o discurso do governo de que está recuperando a companhia.

Se mexer nos tributos, isso afetaria arrecadação federal. É pequena a margem de manobra para fazer bondade, acrescida do risco de aumentar a crise fiscal.

Mas, com a popularidade do governo baixa, marqueteiros e assessores políticos surgem com soluções mágicas e slogans simplistas. Aí dá errado.

Ouça o comentário sobre o preço dos combustíveis e a greve dos camioneiros no início do áudio abaixo e a partir dos 9 minutos e 30 segundos, quando o assunto foi retomado no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. walter disse:

    Oras caro Kennedy, na época da dilma, criou se um comite, para avaliar reajustes dos combustíveis, e nada foi a frente, não há critérios positivos; quando por senso, deveriam fazer concessões a produtividade; podemos até considerar por justiça, que a dilma por tabela, de forma abrupta, tentou forçar custos, para baixo, desistiu; sua maior catastrofe, foi a contas de LUZ com redução, pagamos até HJ; país engessado de forma irremediável; todas as propostas, que possam beneficiar o TRABALHADOR, são rechaçadas a politica mais conveniente; só dizem respeito aos beneficiários do governo, enquanto representantes com poder; somos uma democracia das bananas…ainda mais nas mãos desta corja, que compõe o governo do rabo preso, herança maldita…não mudarão nada, não há qualquer consideração no viés de baixa…ninguém explica, o combustível que se vendem no Uruguai e Paraguai, se não me engano; não produzem nada lá, custa metade do preço do nosso…tristes acordos p/ apadrinhados corruptos…

  2. Antonio disse:

    O governo alega que aumenta os preços dos combustíveis em razão dos preços internacionais do petróleo e da variação cambial. Ora, cada país tem sua política macroeconômica e regula sua economia de acordo com seus interesses e de sua população. Se o país já é quase auto suficiente em produção, desconfio que o aumento dos preços (e do lucro) é exigência de acionistas, principalmente externos (fundos abutres?). Lembra o cálculo da inflação pela FGV há muitos anos, quando o índice da construção civil (só do RJ) compunha o cálculo. Toda vez que havia dissídio coletivo da construção civil e os índices eram altos, o Brasil inteiro pagava por ele (perguntava-se o que outros estados (principalmente os do Nordeste) tinham a ver com a construção civil do RJ.

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