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Kennedy Alencar

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Economia
18-02-2014, 16h46

Corte de gastos opõe Fazenda à Casa Civil e Planejamento

Mantega quer meta alta de superávit primário; Mercadante e Miriam, factível e sem truques
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O debate no governo Dilma sobre o corte de gastos de 2014 está emperrado numa disputa da Fazenda contra a Casa Civil e o Planejamento.

Da parte da Fazenda, a ideia é anunciar o número mais alto possível. Mas a Casa Civil e o Planejamento são contra. Argumentam que deve ser anunciado agora o número que será cumprido.

A presidente Dilma Rousseff está mais inclinada a seguir a lógica da Casa Civil e do Planejamento. Ela vai arbitrar essa disputa de hoje para amanhã.

O contexto é o seguinte: o governo avalia que sofrerá crítica ao divulgar o valor do corte de gastos. Qualquer valor _alto, médio ou baixo. Diante da falta de credibilidade gerada por maquiagens e metas irrealistas, haverá, de imediato, a suspeita de que será mais um número que mudará lá na frente.

A Fazenda gostaria de fixar um superávit primário de 2,2% do PIB (Produto Interno Bruto). A meta oficial é de 3,1%, mas ela é uma ficção. Vale a meta ajustada.

Em 2013, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, jurou que entregaria um superávit primário de 2,3%. Ficou em 1,9% depois de turbinar o resultado com receitas extraordinárias e adiamento de algumas despesas.

Para a Casa Civil e o Planejamento, dos ministros Aloizio Mercadante e Miriam Belchior, uma meta real entre 1,8% e 2% do PIB seria suficiente. Mas ela teria de ser real mesmo. Nada de truques. E precisaria ser muito bem explicado ao mercado e à imprensa como o número seria atingido num ano eleitoral.

Foto: Lula Marques

Foto: Lula Marques

Comentários
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  1. O ministro Mantega não tem mais credibilidade, não adianta ele anunciar superávit para ser cumprido, pois o mercado não acredita nele e ainda tem um time de ministros políticos gastadores que irão pressionar para liberação de verbas para seu curral eleitoral.
    A presidente disse que irão fazer o diabo para ganhar as eleições e ele já está na sala.
    Agora resta a oposição espantar o diabo ou engoli-lo pois de qualquer maneira 2015 vai ser mais difícil.
    Não soubemos remar com vento à favor, imaginem com vento contra.

  2. Essa celeuma entre as equipes de governo, principalmente da área econômica, somente confirma a sua falta de coesão, de coordenação e de comando, aumentando ainda mais a falta de credibilidade nas políticas econômicas, que não sabem exatamente para que rumo devem seguir e pior é que, depois de decidido, o resultado é sempre desastroso e prejudicial aos interesses nacionais. O certo é que as decisões na área econômica e, por via de regra, nos demais segmentos da administração pública, são adotadas ao sabor das conveniências políticas, a exemplo desse imbróglio, em que as equipes discutem e batem cabeças preocupados com a repercussão que o corte dos gastos poderá resultar nas próximas eleições presidenciais, quando deveriam adotar medidas que melhor atendessem o interesse do país e da sociedade, sem a menor preocupação com o seu reflexo no pleito eleitoral, diante do fato de que se tratam de situações completamente distintas, sendo que uma diz respeito, a uma, à competência e à credibilidade na correta política de austeridade nos gastos do governo, que não é mais nenhuma novidade sobre seus dispêndios perdulários, e, a duas, à reeleição da presidente, que não se cansa de envolver a administração pública no processo pessoal de reeleição, quando o correto seria o afastamento dos candidatos dos seus cargos, como forma de exercer democraticamente o direito de disputar o cargo de presidente da República em igualdade de condições dos demais candidatos, que não podem usufruir das benesses da máquina pública e muito menos dos recursos públicos, que normalmente são disponibilizados por força da ocupação do cargo em disputa. Nesse contexto, compete aos órgãos de fiscalização e controle o redobramento dos cuidados quanto ao possível uso da máquina pública e dos recursos públicos, de modo que seja possível responsabilizar aqueles que se beneficiarem indevidamente das benesses do Estado em proveito pessoal. Convém que os princípios republicanos sejam fielmente observados na campanha eleitoral, para que somente a nação seja beneficiada com a lisura e a correção dos procedimentos empregados igualmente pelos candidatos. Acorda, Brasil!

  3. Marcirio disse:

    Este governo não tem nenhuma credibilidade. não tem planejamento, trabalha no improviso, é mentiroso e sobretudo corrupto. O povo deve dar um basta a essa Orcrim.

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