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Geral
14-11-2019, 0h50

Cotas contribuem para aumento de negros no ensino superior público

50,3% dos estudantes se declaram pretos ou pardos
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Kennedy Alencar
São Paulo

É boa a notícia de que, pela primeira vez, a população negra passou a representar 50,3% dos estudantes de ensino superior da rede pública.

O dado é da pesquisa Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o IBGE, os negros são a população que se declara preta ou parda.

Hoje, 55,8% da população brasileira é negra. Portanto, ainda falta 5,5% pontos percentuais para que a representação universitária espelhe a vida real. Mas, sem dúvida, houve avanços nos últimos anos com a política de cotas nas universidades públicas.

As cotas têm papel fundamental para a redução das desigualdades, apesar de disparidades de renda e escolaridade continuarem altas entre brancos e negros.

Ouça o comentário no áudio abaixo:

Comentários
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  1. mariza disse:

    O Brasil tem um ensino fundamental muito fraco e com baixo investimento por parte de todos os governos. Este é um dos principais obstáculos no combate a desigualdade e miséria.

    • walter nobre disse:

      Kennedy e Mariza, as cotas são um suplicio, aos negros que usam deste meio “parcial” para formação, já que os custos adicionais tem outros empecilhos, a quem segue por este caminho ingrime; não podemos esquecer a péssima qualidade de certos cursos “superiores”, dois anos de faculdade, para fazer publicidade arquivo e etc..dependo do candidato, acabam desenvolvendo carreiras limitadas, ou trabalhos prejudicados, diante das poucas aberturas que vão conseguir; deveríamos ter incentivos nos cursinhos, com aulas gratuitas, seria mais justo, com possibilidades iguais aos participes, de forma geral.

  2. Miguel Ângelo disse:

    Acredito que as cotas, pensada só pela questão de raça (se isto existe onde todos somos humanos e muitas das vezes desumanos), não deva ser discutida. Mariza, brasileiro, principalmente filhos daquela elite brasileira, que nós sustentamos com altos salários, tem mania de achar que pobre, negro, nordestinos são de menor inteligência. Mas não assumem que quando se dá a estes brasileiros uma boa alimentação, vitaminas para melhorar o cognitivo, bons professores e oportunidade de bom ensino. Concorrem de igual, e costumam serem até mais criativos que a maioria doa alunos de escolas privadas. Para analisar, se quiserem. A UFES, criou um programa – um cursinho, para estudantes de escolas públicas, de baixa renda, onde surfam os 4 “ps” – O PUPT. Iniciando no ano, e terminando próximo ao ENEM. Em 2010, o vestibular da UFES, tinha 70% dos colegas de classe do PUPT aprovados. No segundo semestre, 95% da turma estava dentro da UFES. A desigualdade do país, impera porque a elite financeira quer.

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