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Geral
07-05-2020, 18h44

Covid-19 chega literalmente à Casa Branca; Trump fará testes diários

Bolsonaro e Toffoli dão mau exemplo com reunião-relâmpago
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Kennedy Alencar
WASHINGTON

O coronavírus chegou, literalmente, à Casa Branca. Um ajudante-de-ordens do presidente Donald Trump contraiu a covid-19. O protocolo demandaria uma quarentena de duas semanas das pessoas que tiveram contato com o auxiliar.

Mas Trump não fará quarentena. Ele disse nesta quinta-feira que teve pouco contato com o assessor e passará a fazer testes diários de coronavírus. Mas esse auxiliar, um militar da Marinha, teve contato com familiares do presidente e com outras pessoas na Casa Branca.

Como é um trabalhador essencial, por presidir o país, Trump terá os testes diários que faltam para outros trabalhadores essenciais em particular e a população em geral.

O caso de Trump é ilustrativo da importância de testar em larga escala. Só com esses exames será possível liberar a volta das pessoas ao trabalho com menos risco e obter um mapa de eventuais surtos e repiques de casos de covid-19. Os testes dão o mapa. Eles são os instrumentos para evitar um voo no escuro, digamos assim.

Os testes em série de Trump acontecem um dia depois de a porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, dizer que não faz sentido testar o país inteiro. Ora, em última instância, será preciso e fará sentido, sim, testar um país inteiro se a vacina demorar a ser descoberta.

De modo geral, Trump tem sido um mau exemplo em regras de distanciamento social. Visitou uma fábrica de máscaras na terça-feira no Arizona sem usar máscaras. Faz reuniões sem cumprir o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas.

O que importa para Trump é reabrir a economia, mesmo que isso seja uma aposta arriscada do ponto de vista sanitário. Ele tem estimulado governadores a liberar a volta de determinadas atividades comerciais e serviços públicos.

A Casa Branca mandou o Centro de Controle de Doenças, o CDC, mudar diretrizes para reabertura de escolas, restaurantes e igrejas. Julgou draconianas e específicas demais. O debate sobre como reabrir com segurança tem sido atropelado.

Até o fim de semana, 44 dos 50 Estados americanos terão tomado, em maior ou menor grau, medidas para afrouxar o distanciamento social. Obviamente, o número de casos e de mortes vai aumentar com mais gente em circulação. Mas o grau de aumento é que interessa. Claro que não dá para não reabrir a economia, mas é preciso saber como fazer tal reabertura.

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Grande Depressão

Em uma semana, mais 3,2 milhões de americanos pediram seguro-desemprego. No total, já solicitaram o benefício 33,5 milhões de trabalhadores.

Empregos em restaurantes, agências de viagem, hotelaria e confecções foram os mais cortados. Os EUA vivem uma situação de desemprego que só pode ser comparada à da Grande Depressão dos anos 30 do século passado.

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Bolsonaro e Toffoli dão mau exemplo

A pressão pela reabertura econômica nos EUA é parecida com a feita no Brasil. Houve na manhã desta quinta-feira essa absurda audiência de última hora, com dois presidentes de Poderes sem distanciamento social em aglomeração com empresários e ministros numa sala.

O presidente Jair Bolsonaro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, empresários e ministros deram um baita mau exemplo com essa reunião-relâmpago. Bolsonaro fez pior, porque marchou até o Supremo para uma audiência marcada de última hora. Foi um claro jogo de pressão e de divisão de responsabilidades. Foi um gesto autoritário. Há uma liturgia no relacionamento entre os poderes. Você não marca audiência com o presidente do STF como quem pede pizza.

Durante toda a pandemia, Bolsonaro dinamitou o distanciamento social, enfraquecendo a quarentena de modo irresponsável. O Brasil não usou o tempo da quarentena para se preparar, como aconteceu aqui nos Estados Unidos. Apesar de Trump também ter sido omisso e cometido erros, houve mais avanços aqui nos EUA do que aí no Brasil.

O Brasil, com Bolsonaro, ficou no pior dos mundos. Teve quarentena e não a usou para se preparar melhor. Houve troca de ministro no meio da pandemia. Nelson Teich parece perdido no governo. Não tem capacidade de liderança nem mostrou um plano ao país. Comporta-se com extrema submissão a um presidente genocida e irresponsável. O comportamento de Bolsonaro na pandemia é simplesmente criminoso. Isso reflete negativamente na imagem do Brasil.

A conduta de Bolsonaro na crise tem sido criticada pela imprensa internacional. Ontem, o presidente apareceu negativamente em duas TVs americanas, a CNN e a MSNBC. A imagem internacional do Brasil é a de que a covid-19 está fora de controle no país.

Ouça abaixo o comentário no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. Walter Nobre disse:

    O EUA não foram exemplo neste episódio da historia Kennedy, desde o primeiro momento, as ações foram pífias, não podem fraquejar, veja a situação até os dias atuais de Nova York, não há exemplo a ser seguido pelos gestores. O Presidente deve se preocupar, tem idade não pode se dar o luxo, deve providenciar protocolos, algo que deveria ser feito n inicio. A diferença dos EUA com Brasil é o tamanho das liberações, enquanto falamos na liberação de Um Tri de reais, eles liberam DOIS Tri de dólares, diferença abissal. O desemprego é um problema a mais em ano de eleição. No Brasil caro, o encontro dos presidentes do executivo, com o do supremo foi surpreendente, solicitado por tabela, no discurso um dia antes do Toffoli; foi simbólico, principalmente na companhia dos empresários, elevou a importância a todos, pode ser progressivo , daqui para a frente, talvez seja a postura ideal para a união dos poderes. A pandemia tem sido cuidada com esmero no Brasil, não podemos deixar de lado.

  2. Miguelim disse:

    A visão que quem tem mais dinheiro pode se ajeitar mais. Para qualquer economista, ou analista de economia doméstica, tem várias respostas. Os EUA tem mais recursos sim. Contudo, diante fome imperialista, tem mais gastos. A cegueira das virtudes no Brasil, criou certos gênios que dizem aos gritos que o país não tem dinheiro. Uma inverdade, aja vista, ele ocupar o posto de 8ª economia do mundo. Ora, então o pensamento devia ser focado aos “gastos”. O Brasil gasta superfaturado o salário, penduricalhos e mordomias dos 3 poderes (onde incluso está a mentira das FFAAs – já que não somos soberanos em nosso território). Evidências que esse governo nada faz para mudar isso. É sempre ter fake news tirando a atenção dessa realidade. Os valores injetados na economia vão ser desviados do propósito. E esse aporte tem data de encerramento antes das melhores previsões de contaminação. A pandemia tem sido tratado como aposta no Brasil. Onde negros e pobres estão perdendo as vidas. O resto é teatro.

  3. Brasília uma farça política - falta igualdade representativa disse:

    Se formos examinar exemplos pelo Mundo. Os EUA, apontam que, como nós, pouco se tem de liderança política. E, numa crítica mais profunda, haveríamos de falar que seu sistema de eleição é pior do que o nosso. O nosso poderia ser melhorado, se os estados tivessem representação em igual número de representantes em Brasília. Na atual composição, onde cabeça é igual a votos para emendas, leis e divisão administrativa. Manter SP, RJ, MG, BA, PR, RS,SC com mais votos que a maioria. É impor um crescimento desigual. O que fere a Constituição Federal, no que diz que os Estados devem se desenvolver via Governo Federal igualmente. É surreal onde se gera mais corrupção. Que seja de lá que saia o futuro das verbas para um país melhor com desenvolvimento que alcance a população uniformemente. Então um Brasil melhor se iniciará nas mudanças quantitativas da representação no Congresso. Do jeito que está é só matemática. Nenhuma análise do contexto leis e ideias para um país único. Vivemos uma mentira.

  4. Verdade - Com esse governo voltaremos a exploração do pau brasil disse:

    A ideia do cidadão tende a ser consumada pela ideia de consenso da sociedade. Para que o ideal do que já se tem, e o que já tínhamos na ditadura militar seja vendido como um ideal para a sociedade de hoje. Necessita-se de ações midiáticas. Hoje, entenda as fake news e ataques contra o Congresso, contra políticos que viveram apanhando na ditadura. Para favorecer aqueles políticos e famílias que surfavam e surfam ainda infiltrados nos governos dessas últimas décadas. Dizer que os que gritam contra o que tínhamos. São novas mentes pensantes. É um erro do cidadão brasileiro que não tem memória. O Brasil não iria melhorar economicamente. Tudo caminha para virarmos refém e quintal americano. Onde Bolsonaro e Generais da ditadura (gentalha de militares da época). Nos dão hoje subordinação territorial, econômica aos EUA que entrará em crise financeira por curto prazo. Nos prejudicando dois anos. As opções são corte de gastos com 3 poderes. Aumento da renda do povo. Não farão. É o fim!

  5. Um governo que vive de mentiras. Que não sabe e não quer mudar a economia e saúde disse:

    Quando vivíamos a ditadura éramos 60 milhões de brasileiros ou um pouco mais. Tendemos hoje ser 3 a 4 vezes mais pessoas. Enquanto os EUA mantiveram o crescimento da população e avançaram como economia. O Brasil na mãos de governos militares e de transição para ditadura civil militar. Resolveu a economia feito gordura de boi para abate. Onde o que se tem e ainda garante o país como 8ª economia do mundo. Está mais voltado ao crescimento populacional que realmente ao crescimento econômico. Para mudança do quadro e nos posicionarmos como a 4ª economia basta, bastava, corte nos salários dos 3 poderes acima do teto, fim das mordomias, e dos penduricalhos. Injeção desses recursos em salários na menores rendas. Não irá inflacionar. Pois, já sinalizamos deflação pelo Mundo e aqui não será diferente. A saída é aumentar o consumo interno. Até erradicar a doença e ondas de contaminação. No geral ninguém está fazendo nada para mudar a economia ou saúde. E irá aparecer muitos casos de corrupção.

  6. O Brasil por ter menos brasileiro nascendo e mais despesas com os 3 poderes vai falir disse:

    Bem, se você considerar o valor da multiplicação da moeda para uma unidade de dólar ou reais (ou a moeda brasileira que foi). Você perceberá realmente que a ocupação do país sendo a 8ª economia do Mundo. Pensando, os demais países de 1ª a 7ª posição. Não pode ser mensurada simplesmente pela distribuição do PIB. Ou renda por cabeça. Oras, se mais um brasileiro a 1 real rendesse 4 reais. A manutenção de um americano só colocaria o país com a mesma riqueza que antes. Já que populacionalmente cresceram muito menos que o Brasil. Se um brasileiro a 1 real não rende 4 reais. É porque tem 1 brasileiro comendo os 4 reais. Foco nos gastos. Temos mais gastos que podemos criar de multiplicação das riquezas. Onde fica claro que o Brasil paga uma Brasília e Estados mais caro que o próprio país e seu crescimento econômico. A realidade é que Brasília tem que ser mais barata a economia do Brasil. Senão só vamos crescer menos. Já que a população está crescendo menos. E os gastos só sobem. Acorde Brasil!

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