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Geral
26-08-2013, 9h34

Crise com Bolívia é espuma


O ideal seria que o senador boliviano Roger Pinto Molina tivesse obtido um salvo conduto para vir ao Brasil. Ele estava asilado havia 15 meses na embaixada do Brasil em La Paz.

Um funcionário da embaixada decidiu facilitar sua fuga para o Brasil sem a autorização boliviana. É um problema que deve ser tratado de duas formas.

O funcionário brasileiro assumiu um risco e deve responder por isso diantes das normas do Itamaraty. Mas agora existe uma situação de fato. O razoável é manter o asilo que já foi dado pelo Brasil. É da nossa tradição.

Pesam contra o senador acusações de assassinato, dano ambiental e desacato. O governo de Evo Morales o considera um criminoso. Pelas normas brasileiras, deve ser feita uma apuração para que, no futuro, ocorra uma decisão de manter o asilo ou de eventual extradição _esta improvável.

Ao se negar a negociar o salvo conduto, o governo Morales feriu os direitos humanos de Ramon Pinto Molina. O embaixador interino, Eduardo Saboia, tomou uma decisão difícil. Mas ter levado em conta o respeito aos direitos humanos lhe dá bons argumentos para sustentar sua atitude.

Transformar esse assunto numa crise diplomática é exagero. Há temas mais importantes na relação bilateral, como a negociação de importação de gás boliviano e os investimentos econômicos do Brasil no país vizinho.

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