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Política
03-11-2015, 20h58

Crise de Cunha atrasa votação de agenda econômica

Instituições financeiras aumentam pessimismo em relação a 2016
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O governo Dilma está tentando colocar em votação no Congresso a sua agenda econômica, mas tem enfrentado dificuldade, sobretudo na Câmara, presidida por Eduardo Cunha. Na prática, a crise de Cunha atrasa a votação dessa agenda econômica.

Mais uma vez, foi adiada a votação do projeto que anistia dólares ilegais no exterior em troca de multa e do pagamento de impostos. Há previsão de que a proposta seja votada nesta quarta, mas pode haver mudança novamente.

O governo sabe que, se não aprovar medidas importantes do ajuste fiscal, o pessimismo vai continuar. Isso é ruim, porque a previsão negativa acaba se transformando em realidade.

Nos últimos dias, instituições financeiras voltaram a aumentar o pessimismo em relação ao Brasil, avaliando que poderá haver queda em torno de 3% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano que vem.

*

Bolsa de apostas

Até o começo da noite desta terça, o petista Zé Geraldo, do Pará, era o mais cotado dos três sorteados. Os outros dois, Vinicius Gurgel, do PR do Amapá, e Fausto Pinato, do PRB de São Paulo, são apontados como aliados de Eduardo Cunha. O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), escolherá um dos três nesta quarta.

A estratégia do presidente da Câmara será tentar esticar ao máximo a discussão no Conselho de Ética da Casa, a fim de ganhar tempo enquanto continua a barganhar com governo e oposição se dará ou não um pontapé inicial num pedido de impeachment da presidente Dilma.

O governo quer evitar uma votação sobre impeachment, mas se prepara para enfrentá-la se necessário.

Vejas os temas do “SBT Brasil” desta terça:

Comentários
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  1. Jarrão disse:

    O pessimismo dos bancos é uma estratégia para encobrir o aumento de lucros que projetam para 2015. Todos os bancos estão projetando os maiores lucros desde 2006.

  2. Djalma Camacam Bomfim disse:

    Tenho muita preocupação com a condução da política econômica, num mar de incertezas como essa que está levando o Brasil à deriva. Parece uma tragédia, ainda não escrita mas, a história e pelo menos um cientista político há de se posicionar no futuro como o que está acontecendo agora em nosso País, não tem par na história do mundo; não se pode esperar de alguém que mentiu para se proteger de embaraço, que aprove algo com credibilidade para o povo que o escolheu; não é moralmente conveniente acreditar que exista má-fé das autoridades suíças, quando disseram ao Brasil, – “olha, o abacaxi está descascado é doce e se chama Eduardo Cunha, pertence à família das bromeliáceas, é monocotiledôneo, de clima tropical e adapta-se bem em qualquer região.
    Dada essa informação, ninguém mais tem dúvida, todos os homens do sertão, do agreste, das matas, do recôncavo, cidades, metrópoles conhecem pelo cheiro inconfundível, pela casca grossa, espinhosa, de difícil manejo com seus espinhos discretos mas, agressivos. É difícil de se acomodar num saco de estopa, não tem rama nem lisura. Isso é um abacaxi e, Cid Gomes já o descrevera quase do mesmo modo.

  3. fabio disse:

    Não que Cunha seja um exemplo de honestidade e coerência, mas muitíssimo longe de ser responsável pela péssima gestão econômica da era Dilma. O que se colhe hoje foi plantado a anos atrás. Por tanto além da hiper falta de competência na área econômica houve grave falha na gestão política.

    Resumindo, um governo medíocre que está levando o país inteiro para a falência, e não temos a curto prazo solução para isso, a tendência é piorar muito ainda.

  4. Pasquale disse:

    Mas a um ano o Brasil não tinha problemas,o que aconteceu?
    A Maria Antonieta mentiu?
    Na minha opinião,foi porque tiraram o Mantega.
    Era conhecido internacionalmente,por sua competencia.
    O que aconteceu? De quem é a culpa?

    • Joaquim disse:

      Pasquale a resposta a sua pergunta é elementar, meu caro!!!
      Qualquer petista e assemelhados sabem: A custa é sempre do FHC e da crise internacional.

  5. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Essa história de anistia dos dólares no exterior é de um senso de humor duvidoso. Ninguém quer atirar no próprio pé … Precisa explicar ?

  6. Pasquale disse:

    Dois anos seguidos de recessão,para se conseguir tem que ter competencia.
    O PT já mostrou sua competencia,fato único na história do Brasil.
    Nunca antes……

  7. Alberto disse:

    A anistia da grana no exterior do jeito que está sendo relatada,não será,somente,um tiro no pé de quem aprová-la,como comentou a sra(srta) Ramos Tinhorão,mas também,uma imagem muito negativa da terra brasilis perante a comunidade internacional.Quanto ao cidadão Cunha,tudo como antes no quartel de Abrantes,portanto,simples assim.

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