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Política
13-08-2019, 7h56

Dallagnol atua como se estivesse acima da lei e da Constituição

Procurador se intrometeu em assuntos do STF e do Congresso
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

Deltan Dallagnol já passou de todos os limites, de acordo com o que saiu na Vaza Jato. Parece Deus, achando-se acima da lei e da Constituição.

Além de submeter na prática ao então juiz Sergio Moro a condução da acusação, o que é ilegal, o procurador da República da primeira instância da Justiça Federal tentou se meter nas esferas do Executivo, do Legislativo e de esferas do Judiciário fora de sua alçada funcional.

Diante da evidência de corrupção passiva do então deputado Onyx Lorenzoni, Dallagnol preferiu fechar os olhos em diálogos com colegas. Afinal, Onyx fazia lobby pelas 10 Medidas de Combate à Corrupção, que o Congresso engavetou. Seletividade pura.

Quando o ministro Teori Zavascki morreu em 2017, Dallagnol estimulou movimentos de rua a criticar a possibilidade de os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski assumirem a relatoria da Lava Jato no STF.

Tentou fazer articulação para emplacar Roberto Barroso e disse que a escolha de Edson “Fachin foi coisa de Deus”.

A permanência de Dallagnol no time da Lava Jato danifica a imagem da operação, que teve resultados benéficos e maléficos para o país. Dallagnol já deveria ter pegado seu boné e ido embora.

Pelos critérios que usou na Lava Jato contra quem queria investigar seletivamente, ele já estaria afastado da função de procurador da República e dando respostas a inquéritos ou processos.

Mas nossas autoridades públicas acham que é coisa menor investigar o conteúdo da Vaza Jato, material que tem conteúdo público. Não é não.

Houve corrupção do sistema judiciário, o que é uma ameaça a todos os cidadãos. Montou-se um estado paralelo ilegal aos olhos da nossa Constituição. Esse caminho é autoritário. Ouça esse comentário a partir dos 9 minutos e 35 segundos no áudio abaixo:

Comentários
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  1. Wellington Alves disse:

    Os mesmos que apoiam essa corrupção do Judiciários são os que apoiam milícias e a volta da ditadura. Não é de surpreender essa falta de senso do que é correto e institucional.

  2. Elisardo mathias disse:

    O kennedy é perfeito, equilibrado e imparcial.

  3. Antenor disse:

    Sobre o assunto “Força tarefa” da Lava Jato, é muito importante destacar que “Força tarefa” sugere que seja todos contra algo que vem para devastar, destruir e que tem caráter pernicioso. Assim agem as quadrilhas formadas por políticos corruptos no Brasil. Desta forma, é até aceitável a forma e a ação dos procuradores e juízes da Lava Jato, pois estão lidando com grupos criminosos fortemente articulados e que não têm qualquer preocupação com lei, com ética ou com as condições miseráveis do País. São inescrupulosos e a elas (quadrilhas) só interessa o poder e o desvio do dinheiro público.
    Dizer que os componentes da Lava Jato estão agindo como “foras da lei” é não entender o quanto é difícil desarticular ladrões, criminosos e apátridas que não estão nem aí com o bem-estar do povo que tanto sofre em filas de hospitais, filas por vaga de emprego e outras mazelas causadas por atitudes desonestas e criminosas dessas gangs que se apoderaram do poder, por muito tempo, no Brasil.

  4. walter nobre disse:

    Outra máxima Kennedy, a maioria do judiciário critica HJ em dia o supremo, e membros individuais da corte, atribuir tal fato ao Deltan, tentando incrimina lo por que?; os caminhos heterodoxo, do Tofolli, são inconstitucionais, causando descompasso a justiça no País…espero que seja publicado meu comentário, já que estou confirmando o que os meios de comunicação de forma geral já comentaram…o pedido de impedimento de membros da corte, abre precedentes para criticas sim; não se pode conceber a soltura de criminosos do colarinho branco, em tempo recorde, pelo mesmo ministro, como um protetor mor…quem age acima da LEI por exemplo, são alguns membros do supremo, desde o impedimento da dilma, uma afronta que faz mal até HJ…

  5. mariza disse:

    Kennedy, infelizmente o que se percebe é uma tentativa de estrangulamento do Ministério Público. Estes procuradores ganham um salário fixo independente do risco que correm na profissão ao incriminar e desmantelar quadrilhas. Será que a reação do MP pode passar a ser de passividade e de evitar riscos?

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