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Entrevistas
06-02-2019, 15h53

Dallagnol nega tratar Bolsonaro com tom mais ameno que Lula, Dilma e Temer

Ele diz que, "hoje", não pretende concorrer à chefia do MP

Kennedy Alencar
BRASÍLIA

Coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o procurador da República Deltan Dallagnol negou adotar tom ameno em relação a casos de corrupção envolvendo o governo Bolsonaro e parentes e aliados do atual presidente da República, quando questionado se a intensidade de suas críticas não eram maiores em relação aos governos Lula, Dilma e Temer.

Dallagnol afirmou que considera “grave” o caso de Fabrício Queiroz, suspeito de ser laranja de repasse de salários ao então deputado estadual do Rio Flávio Bolsonaro e de ter ligações com milicianos. “Claro que é um caso grave, que merece uma resposta forte do Ministério Público e do Judiciário.”

No entanto, ele disse que só poderia opinar detalhadamente sobre processos sob os seus cuidados. Afirmou que “não pode descer a fundo” sem conhecer detalhes de investigações fora de sua alçada e que não considera que trata o governo Bolsonaro de modo diferente dos anteriores.

Mas declarou ver na atual administração, sobre a qual não faria juízo completo, uma intenção real de combate à corrupção. Ele defendeu o pacote de medidas apresentado pelo ministro da Justiça, o ex-juiz federal Sergio Moro.

“Eu, hoje, não tenho intenção de me candidatar à lista tríplice. (…) Eu não tenho intenção, hoje, de ser procurador-geral da República”, afirmou ontem, terça, em entrevista ao “Jornal da CBN – 2ª Edição”.

Ele negou bastidores de que poderia ser indicado para o lugar da atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, seja via lista tríplice apresentada ao presidente, seja por designação de Bolsonaro que não leve em conta a eleição da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).

Dallagnol também não descartou entrar para a política no futuro, mas afirmou que considera que atualmente ainda “tenha uma contribuiçào a oferecer aqui em Curitiba”. Ou seja, ele diz que prefere permanecer na atual posição na Lava Jato. Também afirmou que a operação está longe do fim e “não está diminuindo”.

Ouça a entrevista a partir dos 9 minutos e 5 segundos no áudio abaixo:

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