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Geral
03-01-2019, 21h04

Damares confirma despreparo; Araújo é irrealista

Na largada, ministros expõem ideias estapafúrdias
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Kennedy Alencar
São Paulo

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, confirmou seu despreparo para tratar das questões da sua pasta. Ela disse que sua ascensão ao posto significava uma “nova era”, na qual “menino veste azul, menina veste rosa”.

A indicação de Damares é um retrocesso. Ela defende ideais atrasadas, como essa de que fatores externos (cor da roupa ou tipo de brinquedo) possam definir a sexualidade de uma pessoa.

A ministra não tem preparo para dirigir um órgão de governo responsável por políticas de inclusão social e de educação para combater preconceitos. Aliás, ideias sem fundamento, como a cor de preferência, acabam por propagar esteriótipos danosos, gerando conflitos sociais, dramas familiares, bullying em escolas e até mesmo violência.

É nociva a mistura de religião com assuntos de Estado. Damares age com fanatismo político-religioso.

*

Danos internacionais

No discurso de posse do novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a falsa erudição foi um aspecto secundário. A visão irrealista do mundo e da política externa pode isolar o Brasil ainda mais no planeta e causar dano comercial concreto às nossas exportações.

Dono de uma visão ideológica de extrema-direita que luta contra a globalização, o ministro Araújo estimula preconceito em relação a migrantes num país de migrantes. Esse tipo de discurso funciona para animar uma plateia conservadora cultivando fantasmas e inimigos imaginários.

A fala de ontem do ministro Araújo pegou mal no corpo diplomático do Itamaraty e de missões estrangeiras em Brasília.

*

Tá estranho

A primeira reunião ministerial do governo Bolsonaro decidiu rever atos da gestão Temer. O ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, disse que houve movimentação financeira incomum nos últimos 30 dias do governo anterior.

Parece que alguém comeu mosca na equipe de transição ou os novos dirigentes desconhecem movimentos orçamentários típicos de prefeituras, Estados e da União no último mês do ano. A conferir.

*

Parada dura

Com Damares e Araújo, Lorenzoni compõe um trio que tem defendido ideias estapafúrdias. O chefe da Casa Civil se vê cercado de socialistas e comunistas por todos os lados. Ministros desse governo têm uma cabeça que já seria considerada velha no século passado.

Ouça os comentários no áudio abaixo a partir dos 13 minutos e 15 segundos:

Comentários
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  1. BRAGA-BH disse:

    Não sei se fico triste ou alegre. Alegre por ter em KA uma referencia no jornalismo brasileiro com posicionamentos fora da ‘normalidade’ que hoje vemos na maioria dos veículos de comunicação. Triste por ver, dia após dia, que os sucessivos avisos foram infrutíferos e que o buraco, por incrível que pareça, ainda é mais profundo!!

  2. Júlio Antunes disse:

    Kennedy, parabéns pelo seu trabalho. Acho interessante registrar uma questão sobre termos. O Ministro das Relações Exteriores não é contra a Globalização, ele é contra o “Globalismo”, uma teoria da conspiração estapafúrdia entre lunáticos que se acreditam ser de direita. Isso importa? Possivelmente não. Mas esse termo é importante e central para eles, está registrada em toda “videografia” que esses lunáticos adoram.

  3. walter disse:

    O que impressiona caro Kennedy, o que a ministra Damaris disse depois não importa; fica a impressão, que tudo esta errado, demonstrando preconceito, por não levarem em consideração, que ela tem direito ao beneficio da duvida…quanto ao ministro Ernesto Araújo, demonstra paixão pelas alternativas, que possa explorar; deverá cometer equívocos, que não serão como os anteriores, que tinham preconceitos latentes…terão que fazer a lição de casa; teremos que aguarda lo, pelo menos, depois da primeira entrevista, vamos julga los, pelos seus feitos…rever as movimentações do governo temer, foi causada, por grandes alterações de recursos, sem qualquer critério, teremos que aguardar, deve ter muito a ser observado e mudado; podemos ter processos jurídicos, se fugiram as regras do jogo…Quanto a ideologia adotada, aconteceu em campanha, por isto o capitão foi eleito; condena los, nesta linha de raciocínio, acho um tanto exagerado neste primeiro momento, aguardemos atitudes antes…

  4. Fabio disse:

    Kennedy, o Bolsonaro fez uma campanha de ódio e contra o comunismo, comunismo esse que nunca existiu no Brasil e quem votou nele, sendo a maioria dos votos validos, votou porque era a favor do ódio de todo tipo e a favor de um Brazil do seculo XV.
    Bolsonaro não enganou ninguem, elegeu-se com uma plataforma que ele agora começa a implantar.
    ódio e retrocessos.

  5. Wellington Alves disse:

    Religião é o ópio mais devastador que existe. Era das trevas.

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