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Política
12-10-2013, 13h08

Datafolha não recomenda euforia ao PT

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Se não faltasse um ano para a eleição, o PT e a presidente Dilma Rousseff poderiam mandar abrir o champanhe. Mas há uma campanha no meio do caminho.

Os resultados da pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial, a primeira após a filiação da ex-senadora Marina Silva ao PSB, são os esperados para este momento. Dilma aparece como favorita, com chance de se reeleger no primeiro turno.

No entanto, outra pesquisa do Datafolha merece mais atenção da presidente e de seus estrategistas. A recuperação da popularidade perdeu força. O governo Dilma tem hoje 38% de índice ótimo/bom. Para 42%, sua gestão é regular. E 19% julgam a administração petista ruim ou péssima.

Há dois meses, 36% consideravam o governo ótimo/bom. O índice regular era de 42%. E a taxa de ruim/péssimo, 22%. Em março, o governo Dilma teve seu pico de popularidade: ótimo/bom (65%), regular (27%) e ruim/péssimo (7%).

Se os dados de avaliação de governo se estabilizarem no atual patamar, cresce a possibilidade de segundo turno na disputa presidencial. Em todas as suas campanhas pelo Palácio do Planalto, o PT teve de enfrentar uma segunda etapa. Dilma terá de recuperar popularidade de forma mais significativa para aumentar a chance de vencer no primeiro turno.

Já a pesquisa Datafolha de intenção de voto é influenciada pela maior taxa de conhecimento de Dilma em relação aos opositores e também pela maior exposição da presidente no noticiário.

Resumindo: a pesquisa sobre a eleição é boa para Dilma, mas o levantamento que afere a popularidade do governo não recomenda euforia ao PT e à presidente.

*

Voltando à pesquisa Datafolha de intenção de voto presidencial, no cenário A, Dilma marcou 42%. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) obteve 21%. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), 15%. Os votos nulos, em branco ou nenhum candidato somaram 16%. Não souberam quem escolher 7%.

Por ora, esse cenário, sem Marina, é o mais provável.

Se a ex-senadora entra no jogo, os números ficam assim: Dilma (39%), Marina (29%) e Aécio (17%). Votos em brancos, nulos ou em nenhum postulante caem para 10%. E 5% continuam sem saber quem escolher. Esse cenário é menos provável, mas não pode ser descartado. Vai depender da performance de Campos nos próximos meses. Ele tem tempo e uma cabo eleitoral que parece disposta a brigar pela causa.

Diante da alta taxa de rejeição, a substituição de Aécio pelo ex-governador José Serra é possibilidade para lá de remota. Serra seria barrado por 36% dos pesquisados. Dilma, tão conhecida quanto, por 27%.

As taxas de rejeição de Aécio e Campos precisam ser cotejadas com o índice de conhecimento menor em relação a Dilma e Marina. O eleitor tende a rejeitar quem conhece bem, mas também quem desconhece. Aécio teve 24% de rejeição. Campos, 25%. São taxas baixas, que podem crescer ou subir ao longo da campanha. Muito conhecida, Marina teve rejeição mínima, de 17%, o que faz dela um nome competitivo e que poderá assombrar Campos.

Numa leitura geral, Dilma alcançou o resultado esperado: favorita, com possibilidade de vencer no primeiro turno. Nas simulações de eventual segunda fase, derrotaria todos os adversários.

A presidente tem vantagens. É amplamente conhecida do eleitorado. Está no centro do noticiário todos os dias. Com agenda positiva de eventos, faz viagens regionais nas quais dá entrevistas a veículos de comunicação em que aparece bem na foto. O “Mais Médicos” foi um gol a favor dos mais pobres.

Hoje, a sucessão presidencial está fora do radar da maioria das pessoas. Por isso, a taxa de conhecimento e a exposição natural no noticiário são fatores que vitaminam o desempenho da presidente nas pesquisas. São benefícios que os opositores não possuem.

Em junho, os partidos farão as convenções para oficializar as candidaturas. A partir de julho, a campanha começará a esquentar. E acontecerá mesmo em agosto e setembro, quando o eleitor ficará ligado. Então, o PSB terá decidido entre Campos e Marina. E teremos o cenário definido e o ambiente real da disputa.

 

 

Comentários
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  1. Humberto Hermeto disse:

    No 11o parágrafo, o correto seria “descer ou subir” ao invés de “crescer ou subir”. No mais, boa análise.

  2. marisa isabel da silva disse:

    ACHO esa pesquisa equivocada pois as ruas vao votar contra ela isso me leva qrer que ela a nossa presidenta não se relejera

  3. antonio gomes disse:

    Se houver segundo turno e na Copa do mundo o Brasil não for campeão, a Dilma perde a eleição! :))

  4. Diego disse:

    Excelente análise. Espero vê-lo na TV também.

  5. NILVAN VITORINO disse:

    Acredito que o PT e seus aliados renovem mandato com Dilma embora a saúde, educação, segurança pública são politicas que dependem tambem dos governos municipais ,estaduais para uma boa avaliação pois o gaverno federal pode fazer os investimentos mais é necessario fiscalizar para atingir os obejetivos.
    Acredito que o grande gargalo do governo Dilma seja a economia, que anda mal e investimentos na infraestrutura que demora contratar e executar obras importante para todos os brasileiros.

  6. Ana Iag disse:

    Kennedy, te admiro desde quando escrevia na Folha. Na minha percepção, acho que o Eduardo não cederá a presidência a Marina. E quando iniciar a propaganda na tv Dilma será vitoriosa ainda no primeiro turno. Abraços.

  7. Leonardo Miranda disse:

    Ok, Dilma tem mais visibilidade, mas essa semana, quando ocorreu a pesquisa, só se falou em Campos/Marina. Eu imaginei que Campos iria disparar nas pesquisas.
    Acho que Dilma vence, muito por conta da fraqueza de seus adversários.

  8. O resumo é que nessa pesquisa TODO mundo saiu ganhando.

  9. Pina disse:

    Muito cedo para qualquer prognóstico. Um fator importante: a situação econômica tem um peso forte na definição da eleição.

  10. Dias disse:

    O povo está cansado da propaganda enganosa e, ajudado por boa parte da classe artistica, menos aqueles que mamam na LEI ROUANET, a terceira via, através de MARINA SILVA sairá vitoriosa. EU ACREDITO.

  11. Eleonora disse:

    Dilma está estabilizada em índices bem inferiores aos do início do ano, enquanto o Eduardo Campos é muito pouco conhecido e tem bom potencial de crescimento e o Aécio tem um patamar mínimo de votos assegurado pela sigla PSDB. Como escreveu a Eliane Cantanhêde hoje, “a eleição não está decidida, tem jogo”

  12. Mesmo que o Brasil não ganhe a Copa do Mundo de 2014, nada abalará a vitória da presidente Dilma. Em 2002, FHC já havia permitido a perda da plataforma P-51 da Petrobrás ao fundo do mar, por falta de manutenção, o apagão de 8 meses já havia onerado os consumidores de energia, os reajuste aos trabalhadores foram de 1% em 1998 e 5% em 2002, a inflação média anual era de 12% ao ano, FHC já havia chamado os aposentados de vagabundos e, no entanto, ganhou a eleição.

  13. Wendel disse:

    Marina, foi muito inteligente na forma que conduziu sua “saída” da corrida eleitoral. Sem a oficialização da Rede Marina era carta fora do baralho, sua estratégia lhe dando mais tempo de “vida”! Mas no frigir dos ovos o que conta é que sem ela como candidata principal Dilma é a grande beneficiada!

    Estão valorizando demais seu passe como vice. Não há um indicador na pesquisa ou fato histórico similiar que justifique essa valorização!

    Abs.

  14. William disse:

    Li várias análises pela web e a sua me pareceu a mais ponderada, e por isso correta. Me deu até um frio na barriga ao ler, já q eu sou eleitor e torço pra Dilma.

    Mas na minha opinião quem sai perdendo mesmo é o PSDB, que corre o risco de ficar fora do segundo turno. E ainda tem as desavenças internas para ver se Serra vai ou não vai, pq aquele ali não larga o osso, apesar da enorme taxa de rejeição.

    Acho que o tempo de tv vai ser determinante, e também o fator Lula. E também quando Eduardo e Marina forem confrontados com a pergunta “vão fazer o quê?” e tiverem que mostrar programas de governo, propostas. Pq ficar de picuinhas na mídia atacando o governo, e cheios de frases bonitas e vazias é muito fácil, encanta os mais desatentos, mas não sei se se sustenta numa campanha como essa parece que vai ser pra todos: difícil.

  15. Daniel disse:

    Eduardo e Marina tiveram uma enorme exposição na mídia, apareceram todos os dias na televisão, no rádio, nos noticiários e etc. Natural que subissem. Assim como é natural que a partir de agora, evaporem até a campanha eleitoral propriamente dita. A não ser, é claro, que a imprensa continue alimentando os dois.

    Eu queria saber porque o Datafolha fez o seu trabalho de campo SOMENTE no dia 11 de Outubro, um dia após a propaganda eleitoral no rádio e televisão do PSB, que mostrou inclusive Marina e Campos juntos? Normalmente o trabalho de campo do Datafolha é em dois dias……Seria para pegar um recall quentinho quentinho quentinho da dupla?

    A rejeição da Dilma (baixa-27%) para quem é conhecida por 100% do eleitorado é a melhor notícia para ela no Datafolha. Campos é rejeitado pelo mesmo percentual (25%), mas tem a metade de conhecimento da presidente. Porque então os analistas políticos da mídia tem insistido que Campos tem grande espaço para crescer e Dilma não. Gostaria de saber.

    Por último: Aécio ultrapassou os 20% mesmo fora do noticiário.

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