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Geral
21-01-2019, 21h08

Davos resiste à visão bolsonarista sobre agronegócio e meio ambiente

Reação ao discurso do brasileiro será termômetro
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

A reação da plateia ao discurso de Jair Bolsonaro será o melhor termômetro para medir o sucesso da viagem do presidente ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça.

Obviamente, há interesse do público na proposta econômica em geral e na reforma da Previdência em particular. Aliás, sobre essa reforma, falta clareza e sobram balões de ensaio.

Bolsonaro promete falar bem do agronegócio brasileiro. O seu governo tem ala hostil à preservação do meio ambiente, como se a proteção fosse uma trava econômica ao agronegócio _visão simplista que não é compartilhada por boa parte desse fórum que teve início em 1971 e reúne grandes figuras dos setores público e privado de todo o planeta. É recomendável que Bolsonaro adote tom cauteloso.

O presidente brasileiro discursará nesta terça. Depois, responderá a questionamentos num encontro cujo tema é “Globalização 4.0”. Esse assunto causa arrepios nos que veem um “marxismo globalista” tomando conta do mundo.

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Público amistoso

O ministro Paulo Guedes (Economia) deve apresentar propostas de agrado da plateia. A reação à fala dele, mais detalhada do que a de Bolsonaro, também será um bom termômetro do êxito ou fracasso da viagem.

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Avalista-mor

Sergio Moro (Justiça) é o ministro que avaliza moral e eticamente o governo Bolsonaro. Está em Davos cumprindo esse papel enquanto no Brasil a situação de Flávio Bolsonaro vai se complicando, sobretudo com depósitos fracionados vistos por Moro, no passado, como indicativo de lavagem de dinheiro num livro que o ex-juiz federal escreveu.

Atualmente, o ministro da Justiça tem falado pouco sobre o tema.

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Não está colando

As justificativas frágeis de Flávio Bolsonaro em duas entrevistas (Record e RedeTV!) foram temas do “Jornal da CBN – 2ª Edição” desta segunda. O caso Queiroz, que assusta Flávio Bolsonaro, tem potencial para envolver o pai numa investigação no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

Mais um trecho do acordo de delação feito entre a Polícia Federal e Antonio Palocci Filho também foi comentado. Ouça abaixo:

Comentários
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  1. Cerino de Mello disse:

    NAO ESPERE APLAUSOS…. POIS A EDUCAÇAO EUROPEIA VAI FALAR MAIS ALTO…. MAS AO FALAR DE gricultura NA SUISSA, E DE LASCAR, AGRO NEGOCIO AI ELES VAO APROVEITAR E DAR UMA BOA VAI QUE VOCE MERECE, CA PRA NOS MERECE E MUITO…….

  2. walter disse:

    Todos sabemos o quanto o Brasil, pode ser o grande negocio, aos endinheirados caro Kennedy; torcer contra, não é uma opção, já que a convulsão no mundo, não traz tranquilidade a ninguém…as possibilidades do nosso País, promove a esperança, de um mercado seguro a médio…o Bolsonaro, fará um discurso curto; deixará o especialista mor, Paulo Guedes, definir as políticas que serão adotadas; quando a Agronomia, não haverá mais do que o esperado….não há consenso neste encontro mundial para nada…visões conservadoras, não terá verão, já que os grandes interessados buscam oportunidades; a ausência do TRUMP, nos ajudará, teremos a atenção, á um novo presidente emergente…Dr Moro, se possível deverá expressar se em inglês, já que é um ministro especial…quanto ao Flavio caro, deveremos esperar, mas pelo que tudo indica, sua maior preocupação, esta com o Queiroz, este depoimento, mais encontro de fatos será positiva ou não…ninguém esta dando o destaque ao Deputado do PT, com 26 milhões.

    • Alberto disse:

      De seu texto “…ninguém esta dando destaque ao Deputado do PT,com 26 milhões.” é esquecimento ideológico de que o que dá em Chico tem de dar em Francisco.Simples assim.Cumprimento sr Walter.

    • Miguel Ângelo disse:

      Queiroz movimentou 1,2 milhões, tem jornal que apresenta Flávio Bolsonaro movimentando 7,8 milhões. 1,2 milhões a comissão de 5%, equivale Queiroz ter movimentado, sem que esteja em extratos, 24 milhões. Ou seja Walter, Queiroz para ter feito uma fortuna de 1,2 milhões vendendo carro, teria que ter um histórico de 5 anos de IRRF, ganhando 240 mil líquidos. Ou em 10 anos, o valor de R$ 120 mil líquidos. Espero que este movimento esteja dentro de 5 anos, para a Receita Federal passar a multa de 150% a 200% em cima da fortuna de Queiroz, assim, ele nem vai precisar do STF para fazer confissão. Quanto apertar ele fala para todo mundo o que tem de tão honesto com o seu Flávio Bolsonaro. E a questão de empréstimos da primeira Dama. Devem ser também declarados. O Presidente disse, mais de um. Então é só puxar os últimos 5 anos e ver se ela não cobrou ou cobrou juros. Ist é fácil CPF 123, recebeu da p 1a. Dama da 40 mil, devolveu 100 mil, receita de 60 mil. Cadê o IRRF PF ou PJ? Multa de 150%.

    • Sebastiao Canabrava disse:

      Nao ja tolo, nao adianta tentar encobrir tal Flavio.
      A vidraça agora e’ outra. Ficava facil, sendo oposicao, criticar. Agora e’ governo.

  3. Wellington Alves disse:

    Estou na expectativa de ver o presidente passar vergonha. Separei até a pipoca.
    O bolsonarismo não consegue decidir se o marxismo é um fracasso ou se á tão bem sucedido que dominou todo o mundo.

  4. […] Fonte: Davos resiste à visão bolsonarista sobre agronegócio e meio ambiente | Blog do Kennedy […]

  5. BRAGA BH disse:

    Acho incrivel como não teve um quebra pau no “AeroLula” na viagem pra Davos. Uma parte da equipe de Bolsonaro, inclusive ele, não sabe o que vai fazer por lá. Seu discurso deve ter sido escrito por alguém da equipe que pense no futuro e num mundo globalizado. Sergio Moro está naquela sinuca de bico. Não pode falar demais porque poderia esbarrar no Bolsogate e não pode falar de menos porque tem que emprestar a mascara de super herói ao governo.
    Quanto aos demais citados pelo COAF, quem teve a maior movimentação financeira entre seus assessores foi o presidente em exercicio da ALERJ e que é do PT. Cerca de 26 milhoes. Foi o unico ate agora que abriu mão de seus sigilos bancários, telefonicos e fiscais. Sua assessora é comerciante e tem empresa de construção já dando informações para a Procuradoria do Rio.

  6. Miguel Ângelo disse:

    Bolsonaro vai engasgar, vai tossir e até cair só pela pressão internacional. Este senhor gosta de platéia, mas europeus não são os bolsonaristas brasileiros. Eles refletem, já conhecem a farsa do Brasil uma sociedade justa, onde Deus e as benesses políticas sejam para todos. Agronegócio e a questão do meio ambiente, são interligados, mas não são frentes que devam seguir em todo assunto relacionadas. Meio ambiente, você protege, você cuida e você recupera. Agronegócios você investe. Meio ambiente é tão independente, que se você mesmo não fizer nada ele se reconstitui: mato, capoeira, pequena vegetação e florestas, sem necessidade nenhuma da influência do homem. Ele nem precisa existir para isto. Agronegócio é coisa a parte. Desenvolvimento Rural organizado, economia organizada é outra coisa. Para falar sobre isto, deveria dizer que o Brasil, e seu Bancos Oficiais, protelam há 4 décadas pagamentos de financiamentos rurais para políticos e latifundiários. E os pequenos Fe. Sempre assim.

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