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Política
20-06-2017, 8h23

Debate duro entre Gilmar e Janot faz bem ao país

Ministro do STF e procurador-geral trocam críticas por causa da Lava Jato
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O debate entre o ministro do STF Gilmar Mendes e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem peso enorme, porque envolve o destino da Lava Jato e de grandes políticos do país.

Os dois têm um pouco de razão nas críticas que fizeram, mas ambos exageraram na dose do ponto de vista formal. No conteúdo, realizam um debate que faz bem ao país.

Gilmar Mendes e Rodrigo Janot partiram para ataques duros ao longo do dia de ontem. De manhã, Mendes criticou o que seriam “abusos” da investigação e falou no risco de um “Estado policial”. Se há uma hipertrofia do Ministério Público e do Judiciário que interfira na vida dos cidadãos, é importante apontá-la. À noite, Janot rebateu a afirmação de que a investigação tem ingredientes de Estado policial e declarou que críticos querem “defender os amigos poderosos”.

O debate é acirrado, mas ajuda a esclarecer as posições de altas autoridades, porque muitas andam se omitindo. Nem todos os críticos da Lava Jato defendem o fim do combate à corrupção para preservar amigos. Criticar a Lava Jato não é pecado. Apontar abusos e erros ajuda a operação a se corrigir. Até hoje, apesar das previsões de fim da Lava Jato, ninguém entregou essa mercadoria, porque os fatos se impõem.

Aliás, os fatos expostos pela Lava Jato são estarrecedores e não podem ser relegados ao segundo plano porque passaram a atingir tucanos e peemedebistas que se beneficiaram politicamente quando a investigação contribuiu para desestabilizar o governo Dilma e tirar o PT do poder.

Apesar das faíscas, é importante que Janot e Mendes digam claramente o que pensam. Janot não usa os argumentos infantis de alguns procuradores da República, como Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa em Curitiba. Dallagnol vê um bicho-papão em cada crítica à Lava Jato.

Gilmar Mendes não tem se omitido como colegas do Supremo que passaram a falar e agir para ficar bem perante a opinião pública, porque pega mal brigar com a Lava Jato. Esse debate pode incomodar muita gente, mas é bom que Gilmar e Janot duelem em público.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Eugenio Barros disse:

    Os brasileiros sabem de que lado está cada um dos desafiantes. Janot em fim da mandato, mas tentando fazer o impossível que é colocar os criminosos de joelhos perante a justiça e do outro
    um “saudoso” ministro do STF querendo liberá-los do castigo. Importante dizer que esse ministro citou algo relevante em palestra/entrevista, que seria ruim sermos governados por juízes, se pensarmos nele como presidente por exemplo, o Pais estaria com os dias contados.

  2. DIRETO AO ASSUNTO: VIVA A LAVA JATO, É PRECISO PASSAR O PAÍS A LIMPO – SEM DISENTERIAS VERBAIS E DECREPITUDES MORAIS! disse:

    Atacar a Lava Jato diante dos escândalos com celebridades de governos, dos mundos político e empresarial, é um absurdo. A corrupção foi institucionalizada sim, no país. Todos os brasileiros com “vergonha na cara” enxergam a Lava Jato combatendo a corrupção, doa a quem doer: Lula, Dilma, Aécio, Temer, Cunha, Renan, Jucá etc são prova disso pois, embora sejam “farinha do mesmo saco”, são de partidos diferentes. Não haver erro, algum excesso, é não considerar que perfeito é só Deus. Erros devem ser corrigidos, mas parar a Lava Jato é impossível, inaceitável e quem quiser fazer isso vai se dar mal! Para Disenterias verbais e decrepitudes morais, ganhando alto salário pago pelos cofres públicos, com mordomias mil, com serviçal até para lhe arrumar a cadeira quando vai se sentar ou levantar, carro oficial com motorista, excelência e meritíssimo prá lá e prá cá, viagens pagas para palestrar mundo afora, é muito fácil defender “amigos” ladrões de cofres públicos!

  3. walter disse:

    Enquanto caro Kennedy, não entenderem que a lava jato veio para ficar, que este trabalho é permanente, e para o bem do País; teremos surpresas pela frente, muitos que não apareceram, vão aparecer em outras investigações; empresas e políticos, fazem do caixa dois, um motivo importante, para continuar na política…quanto ao gilmar é um descompensado, que acha que sabe o que é bom para o país…tem um EGO do tamanho de uma “melancia”…o Janot esta mostrando serviço, já que daqui a pouco, nem lembraremos dele…conheço o mercado financeiro a muito tempo, e se não aperfeiçoarmos, um controle eficiente, para crimes financeiros….sejam no âmbito político ou não..setaremos a deriva, e o maior exemplo, foi a movimentação descomunal, e ninguém viu nada; nem mesmo o COAF, por isso este movimento de investigação, deve continuar a longo prazo.

  4. ANDRE disse:

    Sim a lava-jato não é isenta de críticas e a crítica é bem vinda. O Brasil é um estado de direito e tudo aquilo que foge ao processual, que visa impedir a defesa do acusado deve ser refutada. Agora quanto a questão entre Janot e Mendes, fica difícil ouvir o que tem a dizer o último, pela perda total de credibilidade que o mesmo acumulou em toda a sua trajetória no STF. O sofismo de Gilmar é conhecido na criação de argumentos na defesa de pontos que lhe são momentaneamente convenientes, mudando rapidamente de posicionamento de acordo com seus interesses. Gostaria de ver o mesmo Mendes, defendendo de “abusos” da investigação e falando no risco de um “Estado policial”, quando a policia invade sem mandato casas nas favelas e periferias, quando consegue confissões pela tortura, quando o aparato policial mata e na questão de como são tratados os pobres pelo judiciário.

  5. David Mauricio Rodrigues disse:

    Olá Kennedy.
    Eu não consigo ver o lado bom dessa briga,o Janot a favor das investigações contra corrupção
    é o que o povo deseja e acabar com crime organizado na área politica.

    Gilmar deseja liberar geral, é totalmente contra qualquer tipo de investigação principalmente contra área politica.

    Mostra onde que o Brasil está ganhando com isso? mostra uma desunião terrível entre o STF e MPF.

  6. mano disse:

    prezado Kennedy: também não consigo enxergar lado bom nas colocações de Gilmar Mendes, aliás ele só faz desagregar, não é exemplo para democracia, não é exemplo para a justiça, e não é exemplo para vida acadêmica. Imagino como os alunos de Gilmar Mendes o enxergam numa sala de aula ensinando Direito Constitucional versus as suas atitudes, seus atos e comportamento no dia a dia, na condição de Ministro da Suprema Corte. Ou será que eu estou errado, sou ingênuo e o “Direito” é isso mesmo, afastado da moral e próximo da conveniência?

  7. Jose Antonio disse:

    É inacreditável que pessoas, em tese racionais, não vejam o perigo que a continuidade sem limites da Lava Jato ataca os direitos de qualquer cidadão. De boas intenções o inferno está cheio, e nem Moro e os procuradores do Paraná, e muito menos alguns delegados da Policia Federal, podem incorrer em crimes contra os direitos do cidadão, expressos claramente, entre os quais o direito a um julgamento imparcial com um juizo justo, baseado em provas (lembrando que a delação por si só não vale nada). Partidarizar e ideologizar o Judiciário, foi um dos maiores males que o Golpismo tramou. No exterior, Moro a cada dia mais, é desmascarado e não tenho dúvidas de que será condenado pelas Nações Unidas em Genebra. Aí os paneleiros vão berrar que a ONU é comunista.

  8. mano disse:

    prezados: depois do julgamento hoje da 1ª turma do STF acho que vou me oferecer pra ser preso por ser um cidadão honesto e que nunca cometeu nenhum delito. GOD BLESS O STF!

  9. Juarez Batista de Medeiros disse:

    Tudo que estamos vendo hoje na politica de nosso Pais, tem um responsavél chama-se SUPREMA CORTE ou melhor STF do BRASIL.
    Que cada dia envergonha os brasileiro.

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