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Economia
09-09-2015, 20h47

Decisão da S&P surpreende governo e deve reforçar Levy

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Postado por: Daniela Martins

A perda do grau de investimento na S&P (Standard & Poor’s) surpreendeu o governo e deverá reforçar as posições do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no embate com os colegas Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Nelson Barbosa (Planejamento).

Na semana passada, em reunião com Dilma, Mercadante e Barbosa, Levy fez um alerta sobre o risco de perder o grau de investimento, que é o selo internacional de bom pagador.

Hoje, a agência internacional de avaliação de risco e classificação S&P reduziu a nota de crédito do país. Retirou a recomendação de grau de investimento e colocou o Brasil no grau especulativo, no qual haveria risco de calote. A gota d’água foi o envio ao Congresso de um Orçamento Geral da União para 2016 com previsão de deficit primário (R$ 30,5 bilhões).

A retirada do grau de investimento na S&P é a maior derrota econômica da presidente Dilma Rousseff no segundo mandato. O governo perde margem de manobra política e vê a crise econômica se agravar. A solução, diz um ministro, é reforçar, de fato, uma política fiscal dura, como tem pregado Levy.

A S&P é a mais importante e mais respeitada agência de avaliação de risco. Se for seguida pelas demais, como parece ser a tendência, isso agravará a situação econômica do Brasil ainda mais. Alguns fundos de investimentos, chamados de passivos, têm no estatuto regra que prevê que sigam a nota de crédito de duas agências para colocar ou tirar dinheiro de um país. Outros fundos não têm essa amarra e podem agir com base na avaliação de uma única agência.

Integrantes do mercado financeiro também se disseram surpresos com a decisão da S&P. Não esperavam que fosse tão repentina. Há previsão de estresse na Bolsa brasileira amanhã.

*

Partidos da oposição prometem lançar amanhã uma campanha a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Erros do governo na última semana, sobretudo na condução da economia, incentivaram a oposição a insistir no assunto. A decisão da S&P deverá dar mais munição aos oposicionistas.

A tese de impeachment havia perdido força em agosto. Há duas semanas, o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, admitiu em entrevista ao SBT que ainda faltaria um motivo jurídico para o impeachment.

Integrantes da oposição avaliam que está crescendo novamente uma onda política contra o governo. No mínimo, o tema desgasta mais a presidente Dilma.

Já o PMDB, que hoje se colocou contra a possibilidade de criar impostos, poderá ser obrigado a rever essa posição. Além de corte de gastos, talvez seja necessário elevar tributos para fortalecer a política fiscal.

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Confira os temas de hoje no “SBT Brasil”:

Comentários
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  1. Cristiano Davis disse:

    Na verdade ainda não chegamos ao fundo do poço quando a bolha imobiliária da China estourar vai ser o nosso fim muito me admira ninguém comentar isso que é um fato real quando estourar rico pobre todos iremos passar fome um período negro aguarda o Brasil ainda vai ficar bem pior com a nossa economia fraca moeda fraca e políticos incompetentes e corruptos não escaparemos isso é uma realidade se você tiver a chance de deixar o Brasil faça isso porque oque vem por ai vai nos destruir.

    • FRANCISCO N SANTOS disse:

      Cristiano, você anda lendo muito as análises da Empiricus. Veja bem. Se acontecer esse fim de mundo a que você se refere e se a China realmente quebrar geral, para onde você acha que daria para fugir? Toda a Europa e os EUA são devedores e dependentes da China, iguais ou mais que o Brasil. A China é o maior credor do governo americano. O mercado chinês é a fonte de produtos baratos para o mundo todo e é o destino de todas as commodities e investimentos do mundo. Economias europeias e os EUA são intensamente dependentes do comércio externo. Nesse ponto, o Brasil está até em melhores condições, pois não temos um comércio exterior tão representativo em nossa economia, ou seja, nosso mercado interno ainda é mais relevante do que o externo para a imensa maioria da população brasileira. De onde você tirou a noticia de “passar fome”? Não temos nenhuma perspectiva de quebra de safra ou desastre agrícola ou logístico iminente. A empresa brasileira mais atingida no momento, a saber, a Petrobrás, continua produzindo basicamente no mesmo patamar. O seu valor caiu em Bolsa de Valores, mas não em termos de capacidade produtiva. Para quem viveu a década de 1980 e inicio dos anos 1990, com níveis de desemprego nas alturas, hiperinflação, planos econômicos a cada semestre, o Brasil não tendo nenhum tostão em reservas internacionais (hoje temos US$370 bilhões, dez vezes mais do que tínhamos em 2002, ultimo ano de FHC) e vivíamos indo ao FMI pedir socorro (desde o segundo governo Lula, nós pagamos o FMI e nunca mais voltamos a pedir penico a eles). Mesmo assim, você ainda acredita em analises de catástrofes no patamar que você relata? Peço que estude a história econômica brasileira dos últimos 30 anos, com ênfase dos últimos 20 anos. Compare com o que temos hoje em termos numéricos (PIB, PIB per capital, endividamento externo, reservas cambiais, divida do governo em relação ao PIB, deficit/superavit do orçamento, inflação, taxas cambiais, etc.), aí você verá como é tendenciosa essa análise que prega a catástrofe.

    • Edmir disse:

      Pois é, estão descobrindo que o não é o fundo do poço. Descobriram que o poço, tem um porão !

  2. Fernando Etchevarry Glohma disse:

    Reforçar Levy? Como é que quem não tem força vai reforçar alguém? O Levy foi humilhado pelo mercado: foi à reunião do G20, foi a Paris e na volta a S&P deu um voto de desconfiança à chefe dele.

    Uma presidente que encaminha ao Congresso um orçamento c/ um rombo de TRINTA BILHÕES DE REAIS após ter governado o Brasil por 4 anos e meio não reune absolutamente nenhuma condição de confiabilidade junto aos agentes econômicos ou políticos. A base dela no Congresso dá às costas as medidas que ela encaminha. O partido dela fez no sábado um seminário criticando a política econômica dela. A Dilma não é só a causa do problema: ela agrava o problema e impede uma solução p/ ele.

  3. antonio brandeleiro disse:

    governo atrapalhado sem ação não entende nada ! alias como foi o governo do brahma, ficaram de boca aberta sem fazer nada enganaNdo o povão, agora esta ai a conta, roubaram gastaram a rodo, arrumaram a vida dos puxa-saco, E CONTA ? FICOU PARA O POVÃO TROUXA!

  4. Francisco Santos disse:

    Ok. Isso é algo relevante. Muito bem. Porém, é importante que se lembre de duas informações. A primeira é que as outras duas grandes agências (Moods e Fitch) mantiveram a nota de investimento d Brasil. Há risco de contágio, mas isso não é uma regra. A segunda informação é que o Brasil nunca, repito, NUNCA teve grau de investimento até 2008. Isso mesmo, somente em 2008, durante o segundo governo Lula, é que o Brasil passou a ter grau de investimento, coisa mantida até ontem nas três grandes agências. Assim, perder a nota por uma agência, ou mesmo pelas três, está longe de ser o fim do mundo para nós, afinal sobrevivemos durante todo o governo FHC (e antes de FHC também) sem ter a nota de grau de investimento. A maioria dos países latino-americanos não tem essa nota. Uma terceira informação adicional e importante é a desconfiança que todos deveriam ter com essas agências de rating. Vejam que, até a deflagração da crise de 2007/2008 (que todos julgam pior que a crise de 1929), essas mesmas agencias de risco davam excelentes notas para empresas, bancos e países que, durante a crise, mostraram a verdadeira situação de quebrados. Ou seja, tudo bem, o mercado se orienta muito por essas notas. Mas, sua confiabilidade, depois da quebradeira de 2008, ficou muito desgastada.

  5. Elaine disse:

    Continuo defendendo o Governo Dilma, mesmo com todas as dificuldades que temos hoje, pois não consigo imaginar o Brasil nas mãos de pessoas irresponsáveis, sem compromisso nenhum com o povo, com a classe trabalhadora.
    São cínicos e hipócritas. Deus nos livre desses abutres.

  6. João Marques disse:

    Olha com o país afundando cada vez mais, os problemas vem em cascata. Nas grandes cidades aumenta o desemprego sem consumo, cai a produção, cai o emprego. Para o interior, a arrecadação cai e o governo federal repassa cada vez menos as prefeituras, que só estão pagando em dia por um milagre.
    Pais vai enfrentar crise grave em breve, uma renúncia cairia bem antes que a cosia piore.

  7. Cati Simone disse:

    Será que a D. Dilma tem algum problema mental pra deixar isso acontecer.Vários especialistas falando, alertando e ela nada. E agora???? Oque faremos??? Tem alguma luz no fim do poço???

  8. César disse:

    Quem acha que a inflação está alta? Se prepare! O pior ainda está por vir.
    Quem acha que o desemprego está elevado? Se prepare para fortes emoções! E se ainda tem emprego, cuide muito bem dele.
    Quem é novinho e ainda não viu o país em recessão? Agora vão conhecer o pesadelo, que assombrou os mais velhos! O país, mergulhado em recessão, com inflação elevada, juros na estratosfera, e o pior de tudo, o desemprego.
    Parabéns, aos eleitores da Presidente Dilma Rousseff! Parabéns, aos apoiadores deste desgoverno! Parabéns, ao criador desta aberração! O Presidento Lula!

  9. César disse:

    Gastem mais Lula! Gastem mais em projetos sociais. Afrouxem o ajuste fiscal! Sigam os passos da Venezuela de Nicolás Maduro. Façam mais PPPS, populismo para o povo!

  10. Reinon disse:

    Nota de rebaixamento como LIXO é triste … Foi rebaixado primeiro que o Vasco .

  11. Reinon disse:

    Mas todas as artes do crime,contabilidades criativas que o PT colocou em praticas deu nisso ai .

  12. Trabuco disse:

    Não concordo em absoluto com a tese do fortalecimento.

    A interpretação da nota da agência revela falta de confiabilidade, na política e na condução da economia.

    Em sua participação, aliás desastrosa, no jornal da Globo Levy não demonstra a mínima firmeza em suas convicções e repete o diálogo petista: seremos, teremos, faremos, somos, precisamos, estamos, etc. Absolutamente nada de concreto foi dito. Isto transparece, além de uma imensa falta de carisma, também a nítida sensação de que está ministro mas que não define absolutamente nada.

    Tudo depende de apoios, aprovações, discussões, acordos, conchavos, interesses políticos e votações camerais. Em suma, uma pizza a ser preparada. E é justamente isto que os estrangeiros não toleram, essa brasilidade escorregadia.

    Fica claro para todos que Levy não apita nada. E divaga, incessantemente. Sonha, delira, sem expor nada, absolutamente nada de conclusivo.

    Antes do jornal da Globo, às 21hs, assisti uma entrevista de Mailson da Nóbrega no jornal da Cultura. Note-se que, apesar do governo Sarney ter sido um completo desastre para a economia do país, Mailson faz uma análise fria, apartidária e exata do momento. Segundo ele, a recessão brasileira já teria tido início no 1o trimestre de 2013, e foi-se agravando durante o ano, culminando com o clima eleitoreiro e desembocou em 2014 para acumular pioras. Ele está correto. Foi isso mesmo que aconteceu.

    Então não é só na escolha de seu ministério e de seu estilo de governo no 2o mandato que Dilma está errando. Ela vem errando já a bastante tempo, inclusive reproduzindo mal e porcamente o estilo errôneo dos governos de Lula. Nisto sim, acredito.

    Apenas não entendi porque a mídia me parece estar agitada, quase em pânico, com a nota de rebaixamento. Eu não entendo. Primeiro que este resultado me parece como sendo a materialização do óbvio, em outras palavras, uma consequência dos fatos tão enfaticamente noticiados. Segundo, não acredito que seja possível um investidor esperando até agora para decidir, com base em uma nota de agência, se deve ou não investir no país. Depois do escândalo da Petrobrás, se havia bom nome, já era.

    Quem investe em um país no qual se coloca altos dirigentes de empresas que trabalham para o governo na cadeia, algemados, transportados em camburão da PF? Portanto, nem vejo porque o agito. O bom nome do país já foi para o brejo a meses atrás. Uma nota de agência só oficializa.

    Quanto ao Levy, objeto do post, só está lá, e talvez fique, porque é pau mandado do principal banco de varejo do país. Nada além disso. Sua força é dada por seu patrão, não por agências internacionais.

  13. Marco Túlio Castro disse:

    O governo tem é que diminuir os gastos e não aumentar as receitas. Dilma é uma incompetente. mas vocês votaram nela, agora que morram a fome.

  14. Gustavo disse:

    Caro kennedy,
    é impressionante como a mentira e a cara-de-pau estão se tornando a marca registrada deste desgoverno: na última propaganda política da presidente, ela revelou que temos, nós, os brasileiros, que nos posicionar acima dos interesses pessoais, particulares, partidários e culturais para superarmos a crise econômica. Engraçado, os MILHARES de cargos comissionados que o PT mantém não entram neste cálculo. Os 39 ministérios-cabides também não entram neste cálculo. Ou seja, cortar a própria carne o PT não quer. Gostaria de perguntar para presidente se ela, por causa destes cabides, governa para o Brasil ou para o PT. Só falta agora ela fazer como o Sarney: vai sair em viagens internacionais para convencer que a dívida do Brasil é política… Francamente!!!!

  15. Cláudio Antônio disse:

    A pergunta principal é: vc, cidadão comum, que vive com juros estratosféricos, impostos sem retorno, políticos corruptos, partidos comprados e corruptos, inflação em alta, desemprego, vc vai pagar a conta? Vcs vão aceitar aumentos no IR, R$ 0,60 na gasolina, aumento nas passagens de ônibus, volta da CPMF (com outro nome)? Eu não.

  16. Fabio Meirelles disse:

    Com Levy no governo a tendencia é piorar mais ainda.
    O que essas agencias abutres querem?
    Dinheiro e mais dinheiro aos bancos e bada alem disso.
    O que a Dilminha fará, nada, porque essa senhora é um poste e quem manda hoje no desgoverno dela é o Levy banqueiro.

  17. Alberto disse:

    Mesmo na xepa de feira há os que sabem,os que não sabem e os que pensam que sabem.O pior cego é aquele que não aprendeu braile.

  18. julio disse:

    se o mundo quebrar, menos pior é para o Brasil, tudo para, mas parar de comer não tem como.

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