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Geral
24-06-2016, 21h37

Decisão do Reino Unido preocupa governo Temer

Há temor de que turbulência externa atrase recuperação do Brasil
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Nos bastidores, há uma avaliação do governo Michel Temer de que a decisão do Reino Unido de se separar da União Europeia criará mais turbulência econômica no cenário internacional por meses até que o divórcio seja concluído. Isso é ruim para o Brasil, que enfrenta dois anos seguidos de recessão e que ensaiava uma recuperação a partir do segundo semestre. Ou seja, pode complicar a retomada do crescimento.

Também poderá dificultar as negociações para o Mercosul fechar um acordo comercial com a União Europeia. Essas tratativas deverão ter de aguardar uma estabilização das relações entre o Reino Unido e a Europa.

*

Prós e contras

A separação do Reino Unido da União Europeia pode ter influência no debate a respeito da flexibilização de regras do Mercosul. Temer disse hoje que o Brasil avalia propor uma mudança na norma que dificulta o fechamento de acordos bilaterais.

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, é um crítico antigo do Mercosul. Ele avalia que o bloco emperra o fechamento de acordos bilaterais. Hoje, o próprio Serra admitiu a possibilidade de o Brasil se aproximar mais do Reino Unido após a decisão de separação da União Europeia.

Mas a indústria brasileira está dividida em relação ao Mercosul. Uma parte acha que o Brasil leva vantagem no atual formato. O país tem um mercado preferencial. E, no comércio entre os países do bloco, o Brasil obtém superavit na balança comercial. Ou seja, há prós e contras.

Assista aos temas de hoje no “SBT Brasil’:

Comentários
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  1. Ainda é cedo para avaliar as consequências da saída do Reino Unido do Bloco da União Europeia.
    Não dá nem para dizer se a União Europeia vai sobreviver.
    É algo tão novo que até os analistas estão meio perdidos.
    O que eu posso afirmar é que a Inglaterra vai continuar a existir.
    E que o povo das ilhas Malvinas vão continuar querendo permanecer sendo ingleses.
    A Rússia comemora baixinho o enfraquecimento do bloco.
    E ninguém lembra que o bloco dos BRICS existe.

    • walter disse:

      A ZIKA, me lembrou o “Tiririca”, pior para o Brasil não fica…Ao contrario dos analistas de plantão, para o nosso País, é a chance de negociar com governos “recentes”; quem sabe o reino unido, melhorem conosco, em investimentos e importações, temos que aguardar…
      O Reino unido, me lembrou o voto protesto na ERUNDINA, quando a elegeram Prefeita, as consequências foram desastrosas, levou pelo menos UM ano, para se organizar…
      Na época deixou varias obras do Jânio, pelo menos umas 10 Obras paralisadas com tapumes; a única que resolveu tocar, que foi o Vale do Anhangabaú, até HJ quando chove,tem atenção no local; tudo lá pode inundar, colocou motores para o escoamento, inadequados…comprou parafusos para a CMTC de ônibus, que até HJ ainda encontram em algum lugar; sinceramente, os ingleses e sua empáfia, merecerão tudo o que vier; parabéns pelas mudanças Brasil…

  2. Será que a saída do Reino Unido da União Europeia vai fazer o feijão subir mais?
    $3 Euros o Kg.
    $2,50 Libras o Kg.
    $3 Dólares o KG.
    Feijão virou artigo de luxo.

  3. Gabriel Carrara disse:

    Fico cada dia mais impressionado em saber que o Serra ocupada este ministério. Um cara que não consegue se relacionar nem dentro do seu partido. Outra erro é achar que é melhor fazer negócio com a Inglaterra que fica do outro lado do oceano do que com os países vizinhos. Isto que o Serra morou no Chile, devia saber sobre a importância do comercio regional e de seu custo baixo para industria brasileira. Para informar ao Serra que o produto mais comercializado com o Reino Unido é o Ouro, que saí como matéria bruta para ser vendida mundialmente pelo Reino Unido como joia. Já se passa 500 anos e ainda mantemos o mesmo tipo de negócio com os inglesas. Não existe futuras negociações com a Inglaterra, será a mesma que eles sempre praticaram.

    • Aldemar Cunha disse:

      Realmente vender ouro para o Reino Unido não é lá grandes coisas. Agora vender grãos para a União Européia ai sim acredito ser muito mais importante.Não estou entendendo a politica do Serra.

  4. Picasso disse:

    São prematuros os receios e as presunções otimistas. A separação ainda terá de ser aprovada pelo parlamento inglês. E a não aprovação é uma possibilidade. Contudo, caso seja aprovada, a efetivação da proposta passará por um período de adaptação, que será longo. Há contratos assinados e não ficaria admirado se optassem pela continuidade dos contratos na forma em que foram assinados até que se extinguissem as suas vigências. A única preocupação, se há, é o ‘efeito dominó’. A população europeia não aceita absorver os refugiados da Síria, esta é que é a verdade. Sabem que são uma ameaça ao seu mercado de trabalho. É isso que dará o ‘pano para manga’ e que será o maior incentivo para que outros países também queiram deixar, principalmente a Itália e a Alemanha com o pepino que criaram. O brasileiro, deveria cuidar da própria vida, limpar essa sujeira que a ‘democracia’ e o PT nos trouxeram.

  5. Temos mais contras do que prós.

  6. joao dias disse:

    Acho que a saida da Inglaterra da União Europeia, é uma sinalização bem clara de que a população mundial está clamando por reformas profundas e não somente o Brasil. A crise de governança é de todos os continentes. O Povo está insatisfeito com os seus governantes e com o gerenciamento dos recursos público. A qualidade de vida, na maioria dos países, está piorando e a carga tributária continua aumentando e o Povo começando a reagir, na defesa dos seus direitos. O índice de pobreza e de desemprego, está se alastrando, mesmo em nações do primeiro mundo. As desigualdades sociais e o desemprego cresceram muito , até nos Estados Unidos, nas duas últimas décadas. Por falta de uma severa fiscalização e planejamento, recursos foram esbanjados, sem seleção de prioridades e hoje refletem em elevado endividamento na quase inanimidade de nações ricas e pobres. E o Povo está indo às ruas, querendo ser ouvido e respeitado, cobrando prestação de contas. O Mundo está mudando.

    • juliano disse:

      Infelizmente mudando para pior. Maior concentração de renda, os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. Enquanto o mundo deveria se unir está se separando. A Humanidade só tem uma escapatória diminuir as diferenças, sociais e econômicas. O que aconteceu mostra o medo das populações interioranas da Inglaterra que temem os refugiados, mesmo eles sendo mão de obra barata e necessária. Londres que é uma metrópole mundial foi contra.

  7. joao dias disse:

    De acordo com a TRADING ECONOMICS, os paises mais ricos estão realmente super endividados, em relação percentual sobre o PIB, vejamos: Japão, 229% ; Grecia, 178% ; Italia, 132% ; Portugal, 129% ; Estados Unidos, 104%; Espanha, 99% ; França, 96%; Canadá, 91% ; Reino Unido (Inglaterra), 89% e, Brasil, 66%. Os abusos de endividamento Público, não se resume somente ao Brasil, mas se alastrou para os mais importantes países. E a culpa não é do Povo, mas dos representantes do Povo.O modelo de governança mundial está esgotado e precisa, de fato, de mudanças radicais e profundas, poís, como está, não pode ficar.

  8. joao dias disse:

    Com o endividamento elevado, do Poder Público, o sistema financeiro se destaca como o maior credor dos países ricos e pobres. Hoje, o sistema financeiro dita as regras de remuneração mensal e anual, para o capital próprio e de terceiros. E, Em função disso, passou a concentrar as suas receitas no cliente ” Estado,” relegando a um plano secundário, os financiamentos para as atividades produtivas privadas, no longo prazo, para a geração de riquezas,com a geração de novas fontes de trabalho, renda e consumo. Há uma corrente contra a taxa selic a 14,25% ao ano, mas esquecem de reclamar que o cheque especial custa 170% ao ano; o credito ao consumidor custa 250% ao ano e, o cartão de crédito, custa 450% ao ano. Sem a Caixa, sem o Banco do Brasil e sem o BNDES, a interação Capital/Trabalho seria muito dificel. Mas esses tres bancos de fomento ao desenvolvimento economico e social, precisam direcionar seus recursos para os tomadores certos e com absoluta transparência para o dinheiro do Povo.

  9. joao dias disse:

    Quando o governo brasileiro criou uma série de facilidades, para que o sistema financeiro internacional entrasse em nosso país, para concorrer com o mercado local, habituado culturalmente a cobrar taxas de juros selvagens, o resultado não foi o esperado e desejado. Mesmo acostumado a cobrar spread (lucro sobre o capital) civilizado, nos países de origem, aqui no Brasil, os bancos não se classificaram como concorrentes, mas como aliados na divisão da cesta de juros altos. Como registrava e ainda registra a imprensa, o Brasil passou a ser a maior referencia de lucros para a as suas matriz, mesmo operando com poucas agências. Hoje, a imprensa internacional e o governo americano não tem dúvidas de que a crise de 2008 está atrelada ao sistema financeiro que era auto-regulamentado. O sistema financeiro é muito importante para qualquer País, mas precisa condenar e excluir a prática do capital selvagem e ser um aliado no desenvolvimento economico e social do nosso querido brasil.

  10. Maria da Consolação disse:

    É engraçado! O PT passou por duas grandes crises MUNDIAIS durante o seu governo e praticamente ninguém invocou isso para justificar a crise econômica interna do país a partir de 2014. Parecíamos uma ilha isolada do restante do mundo, que estava um caos. Agora, o Sr. Temer começa a querer jogar a culpa na saída do Reino Unido da UE? Muito conveniente, não?!

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