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Geral
20-03-2019, 11h34

Destino da “Folha de S.Paulo” é de interesse público

Disputa societária no jornal importa para democracia
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

O destino da “Folha de S.Paulo” é de interesse público e jornalístico. Por isso, é importante acompanhar os desdobramentos da disputa societária que está em curso entre Maria Cristina e Luís Frias.

Há duas visões em jogo. Uma prioriza a equação financeira e deixa a liberdade editorial em segundo plano, condicionada aos interesses estratégicos da primeira. A outra coloca no topo a liberdade editorial, ciente de que a viabilidade financeira é fundamental para manter a independência, mas não para guiar as decisões sobre todas as notícias que merecem ser publicadas.

Em 18 anos de trabalho na Folha, ouvi um mantra de Octavio Frias de Oliveira ser replicado pelo seu filho Otavio, o de que um jornal no vermelho perde a sua independência editorial. Otavio era adepto da segunda visão hoje em disputa na Folha. Priorizava o editorial, mas levava em conta a sustentabilidade econômica.

Com ele no leme, o jornal atravessou momentos difíceis nessa tormenta de quase duas décadas a respeito do modelo de negócios da imprensa tradicional, enfraquecido pela expansão da internet. Jornalismo de qualidade custa caro e demanda investimentos. Não pode ser uma operação meramente econômica.

Toda uma geração de jornalistas formada na “escola Folha” deve acompanhar com atenção os desdobramentos dessa disputa societária e torcer para que o legado do seu Frias e do Otavio seja assegurado, mantendo o jornal forte, inquieto, plural e combativo.

Veículos de imprensa realmente independentes são elementos que compõem o oxigênio da democracia. A imprensa livre é uma das engrenagens do melhor sistema de freios e contrapesos de uma sociedade civilizada. No atual momento político do Brasil, o destino da Folha importa muito. Ele se confunde com o interesse público.

Comentários
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  1. walter disse:

    Tem toda a razão, a imprensa livre, sem viés caro Kennedy, é um bastião da Democracia, vale salientar as dificuldades que o futuro trará cada vez mais, aos noticiários impressos, pelo custo cada vez mais alto do papel, pela mecanização antiga, com custo astronomico, a modernização; considerando, com ênfase, as mídias eletrônicas, com isso é cada vez mais positiva, a profissionalização, e a total isenção destes veículos…nada é por acaso, tudo mudou no mundo; diante desta disputa anunciada, é sugestão que haja um terceiro caminho, onde envolvam profissionais isentos nesta disputa, certamente vai gerar maior conforto nesta decisão…

  2. Deusimar Rodrigues disse:

    A medida que uma sociedade evolui, ela agrega novas prática e descarta outras.

  3. jose disse:

    “Os militares se diferenciam porque defendem a pátria com a vida”. Defendem? Nos gabinetes? Entregaram Alcântara, o pré-sal e a cocaina entra aqui à vontade. Com a vida? Qual militar morreu defendendo o Brasil ou seus soldos? Brumadinho é recente. Chamaram os israelenses. Deveriam aproveitar essa tal de reforma para acabar com essas marmotas. Conheço uma viúva de militar que nunca trabalhou e nem estudou. Está velha e ociosa vivendo às custas do contribuinte. Todos, professores, médicos, policiais, garis, etc mostram seus resultados diariamente. Qual é o resultado desses militares?

    • Francisco disse:

      Vá buscar mais informação sobre a necessidade das forças armadas. Apontar e criticar os privilégios deles eu apoio. Mas sua visão parece ser a mesma de alguns sem noção que acham que não deveria existir forças armadas e polícia militar. Me diga um país tenha feito isso?? O país mais neutro da Europa (Suíça) tem um dos exércitos mais respeitados do mundo. Papo de maluco!

  4. Carlos Cano disse:

    Já fui assinante da folha, tempo que era um jornal imparcial e de jornalistas sérios.
    O que vemos atualmente é um jornal com partido político, talvez por interesses financeiros, que perseguiu e continua perseguindo o Presidente da República, distorcendo notícias e fatos ocorridos.
    É uma pena eu hoje aos 68 anos de idade, presenciar a que se presta a Folha de São Paulo, tanto escrita como na internet.

    • Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

      Gostaria de escrever algo mais mas o Sr. Carlos Cano já disse tudo !
      Há anos se percebe claramente na FOLHA um jornal tendencioso, parcial e voltado a desconstruir lideranças legítimas como a atual. Esqueceram que tivemos eleições livres e democráticas !

      • Tiago disse:

        A Folha perdeu parte da credibilidade quando apoiou o golpe contra a Dilma, uma presidente legítima e eleita numa eleição livre e democrática. Hoje a Folha tenta se limpar denunciando a incapacidade, o autoritarismo e a corrupção que cercam o atual “presidente”, que foi eleito através de fraudes; a maior delas foi o impedimento fraudulento daquele que iria vencer a eleição com um projeto popular: Lula.

  5. Tiago disse:

    A trajetória da Folha é marcada por altos e baixos, desde o apoio a ditadura militar até o protagonismo na campanha das diretas. É um jornal que se esforça para ser isento, embora não seja; possui (e possuiu) os melhores colunistas brasileiros para todos os gostos. É o principal jornal brasileiro. Triste que esse status esteja ameaçado. É importante que personalidades diversas – jornalistas, políticos, leitores, líderes da sociedade civil – somem-se ao apoio a Maria Cristina, pois só a união e mobilização das pessoas é capaz de deter a sanha dos interesses financeiros, que age como um trator passando por cima de qualquer principio ou valor.

  6. Nando disse:

    O fato de ler entre esses comentários pessoas desmerecendo o trabalho da Folha, ora porque “foi contra o PT”, ou por outro que afirma que o jornal “não respeita o presidente eleito”(sic),prova a sua imparcialidade. Se por um lado ela consegue se viabilizar com o UOL e o PayPal, tendo encontrado uma forma de não depender de financiamentos que comprometessem sua linha editorial,o PayPal pode torna-la refém de regulamentações do guru da economia de ocasião, comprometendo sua linha editorial a exemplo de outros grupos de mídia. Estamos de olho.

  7. Rogério Godinho disse:

    O jornal denunciou o governo anterior e o anterior a ele. Hoje, denuncia novamente, cumprindo sua função.
    É excelente perceber que defensores de todos eles reclamam e se incomodam, hoje como ontem.
    Faço votos que a FSP mantenha seu curso.

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