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Política
17-09-2015, 9h08

Destino de Mercadante será decisão mais importante de Dilma

Permanência ou saída da Casa Civil ditará estratégia contra impeachment
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Manter Aloizio Mercadante na Casa Civil ou deslocá-lo para outra pasta será a decisão mais importante que a presidente Dilma Rousseff tomará na reforma ministerial que prometeu anunciar até a próxima quarta-feira. No futuro, a presidente vai colher os resultados da sua escolha, porque ela estabelecerá a estratégia política para enfrentar as novas pressões pela saída da petista do poder.

Hoje, está prevista reunião entre Dilma e o ex-presidente Lula. A presidente quer ouvir a opinião do antecessor sobre a reforma ministerial e o novo pacote econômico. Lula não pressiona a favor da saída de Joaquim Levy da Fazenda, mas pela troca de Mercadante pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner.

Dilma resiste porque Mercadante é o ministro mais fiel a ela. No entanto, a pressão pela saída do atual ministro da Casa Civil cresceu no PT e ganhou forte adesão do PMDB.

*

Hoje, ainda são baixas as chances de Levy deixar a Fazenda. Obviamente, há um cansaço do ministro da Fazenda em fazer alertas ao governo e ver profecias negativas se realizarem, como no caso da perda do grau de investimento na avaliação da Standard & Poor’s.

Mas Levy ainda continua com desejo de aplicar uma política econômica que resolva a questão fiscal. Ou seja, que faça o país voltar a ter o controle do fechamento da suas contas públicas.

Os rumores de saída de Levy são recorrentes, mas ainda falta disposição real dele para dar esse passo. Pesa também a avaliação da presidente de que depende de Levy. A saída dele agravaria a crise econômica.

O ex-presidente Lula sabe disso. O problema de Lula não são Levy nem o ajuste fiscal. Mas a falta de outras políticas que possam ajudar na recuperação da economia, como tirar do papel um plano de concessões ou viabilizar crédito para pequenas e médias empresas, que geram muito emprego e estão no sufoco.

Lula aplicou um ajuste fiscal duro quando governou. Na sua gestão, Henrique Meirelles teve um papel fundamental no Banco Central. Dar uma guinada na política econômica seria pular no abismo.

*

Oficialmente, o governo continua a dizer que não tem “Plano B”, porque não pode desistir do pacote econômico três dias depois de tê-lo anunciado. Mas, nos bastidores, já sabe que vai ter de tentar aprovar medidas alternativas que possam reduzir gastos e aumentar receitas. Ou seja, vai precisar de “Plano B”.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já começou conversas nesse sentido, que buscam voltar a tentar aprovar medidas que não constam do pacote, mas que estão em debate. Por exemplo: uma reforma da cobrança dos tributos PIS e Cofins.

Levy tratou disso ontem com o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e com o senador Romero Jucá (RR), outro peemedebista que sempre relata projetos importantes no Congresso. Levy também voltou a falar com o presidente do Senado sobre medidas de reforma da Previdência que constam daquela série de propostas feitas por Renan em agosto e que a presidente depois deixou em segundo plano, a chamada “Agenda Brasil”.

No Senado, é feita a seguinte análise, em tom de brincadeira: não adianta jogar boia para a presidente, porque ela se enrola na corda.

Ontem, o governo viu que o caminho político para viabilizar a nova CPMF é bem mais árduo do que imaginado. Tentou fazer pressão por meio dos governadores, mas não houve êxito. Agora, vai apostar na opinião de alguns empresários, como a do banqueiro Roberto Setúbal, do Itaú. No entanto, terá de partir para um “Plano B” sem assumir que está fazendo isso.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Mercadante é apenas a parte visível do problema. Existem muitas outras pessoas em todos os níveis dos três poderes comprometidas até o cabelo. É fundamental um pacto nacional comprometido com o país. Mas isso só é possível com renúncia coletiva …que sonho !!

    • pedro disse:

      Gostei do seu comentário. Acima de tudo, equilibrado. Também acredito que a solução seria um pacto nacional entre os três podres, já que os mesmos se completam. Vou além, temos que incluir aí a sociedade como um todo. A manipulação política de uma situação econômica em nada ajuda, ao contrário, acirra ânimos e soa como um: quanto pior, melhor. De igual, também acho que uma renúncia podia ser o ideal, desde que, nos três poderes, fossem retiradas as ovelhas más, que conta minam o rebanho. Mas, aqui para nós seria uma renúncia total e sem peça de reposição. Está tudo e todos contaminados. Teria que surgir um novo Messias. Mas … Quem seria?

    • walter disse:

      Tem razão Maria Aparecida Ramos Tinhorão, a frente de soluções pactuadas, com os partidos de oposição de fato, já estão sendo trabalhada…Quem sabe com Temer, e Aécio…Serra na fazenda; pretendem criar um bloco para a regularização do País.
      O mercadante, será destituído, porque o lula não o quer lá, a dilma ficará mais isolada com isso; NÃO TEM CONDIÇÕES MAIS…
      Kennedy, eles não tem mais, figuras de peso como o Meirelles; perderam a oportunidade para traze-los…quanto ao LEVY, precisa pedir para SAIR, sua atuação, NÃO É SERIA…

  2. Jorge Ortiz disse:

    Acreditava nesse “Ministro da Fazenda”, mas depois de apresentar como solução (re)criação de Imposto….

    Qualquer um faz isso, minha vó faria isso.

    Não precisa de alguém com muito estudo para essa solução.

    Ridiculo.

    E ainda fala em imposto “pequenininho”, tenha dó!

    • Carlos A. Barcelos disse:

      Jorge Ortiz, você está coberto de razão. Não precisamos de um ministro com a cultura que ele tem e, nem com o salário e mordomias inerentes aos ministros do rico pais que é o nosso Brasil. O inesquecível ministro Mário Henrique Simonsem citava um ministro inglês que dizia: “A melhor coisa do mundo é gastar o dinheiro dos outros.” O que ele pretende qualquer um faz. Cria-se impostos e paga-se as contas. Simples assim.

      • Joaquim disse:

        A cerca de dois meses atrás eu disse aqui que o Joaquim Levy passaria para a história como ministro da fazenda que perderia o grau de investimento. Agora vou fazer outra previsão: o governo vai emitir dinheiro, uma vez que para rolar os títulos o tesouro já esta pagando mais que selic, conforme declaração do Tombini na CAE do senado. Por tanto se preparem para inflação de 30% e começo da argentinização da economia.

  3. Fabio Meirelles disse:

    Tire o Mercadante e leve junto esse maldito Levy.

  4. Renato disse:

    Tenho a solução, basta renunciar que todos os problemas serão resolvidos, inclusive para o País.

  5. Um pior que o outro. A incompetência é a principal marca dos cumpanheiros. O Mercadante já passou por diversos ministérios e NUNCA fez nada de positivo. Só vexames, lembram do Enem? Aliás, do PT esperar o quê?

  6. PAULO CESAR CAVALARO disse:

    REDUÇÃO DE MINISTÉRIOS, REDUÇÃO DE CARGOS COMISSIONADOS, REDUÇÃO DO GOVERNO, Somente com isso tenho certeza que os mais de 30 bilhões de déficit já seriam alcançados.
    Não sou Petista e muito menos Tucano, sou um brasileiro que paga seus impostos a duras penas e acredito no País, mas não acredito nesse governo, que na verdade se transformou em um verdadeiro trem fantasma desgovernado.

  7. antonio barbosa disse:

    Sugestão para o jabuti do planalto: “Manda Mercadante para o PDT e junto leva o Serra. Vão fazer um trio de arrebentar a boca do balão: “Ciro Gomes; Mercadante e Serra”, mais conhecido como o “TRIO PARADA DURA”. O PDT vai ganhar três figuras memoráveis: “O complicado; O Melindroso e O Papai Sabe Tudo”.

  8. César disse:

    A reforma ministerial da Presidente da República Dilma Rousseff, será feita de forma bem articulada e pensada de forma técnica. Começa com a arrumação de 38 cadeiras, dispostas em um circulo com o lado dos apoios de costas, estando na parte interna do circulo. Põem-se os 39 Ministros ao redor das cadeiras. Começa a música! Os ministros caminham ao redor das cadeiras. Interrompe-se a música. Cada ministro deve sentar-se em uma cadeira, e o ministro que não conseguiu sentar-se, está fora. Ganha uma mandioca, leva uma cadeira de lembrança e entra para o mais novo programa social do governo. O “Vou para a minha casa, Vou cuidar da minha vida”. Repete-se o processo, quantas vezes forem necessárias. A Presidente Dilma Rousseff, está de brincadeira! Hoje noticiam que ela já estuda voltar atrás com muitas das medidas adotadas no ajuste fiscal. Como podemos levar à sério este desgoverno! Falta credibilidade!!!!!!!!

  9. Fernando disse:

    Manda para Curitiba que o Sergio Moro resolve!!!

  10. Sandra jose disse:

    Um país como o Brasil, com tantos ministérios e 4 cargos comissionados, Tantops prejuizos, dinheiro jogado pelo ralo, obras superfaturadas, projetos com gasto em milhões, sem sair do papel, precisa da CPMF?
    Pense bem???

  11. César disse:

    Muitos já estão pulando desta canoa furada sozinhos. Está semana já saltaram do barco, Mangabeira Unger, agora ex-Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos e Murilo Ferreira, agora ex-integrante do conselho da Petrobrás, que também desertou.

  12. César disse:

    A Presidente Dilma Rousseff, nunca teve nem o plano “A”. Quem diria, o plano B. Quem se lembra da eleição passada, sabe que ela não apresentou o seu plano de governo. O único plano existente, era ganhar as eleições a qualquer custo, mesmo que tivesse que fazer o diabo. Fizeram o diabo para ganhar as eleições e ganharam. Só que transformaram o Brasil neste inferno!

    • Joaquim disse:

      Cesar, ainda não estamos no inferno. O processo de argentinização esta só começando, após nos tornarmos uma Argentina, podemos virar uma Venezuela, então não ache que estamos no fundo do poço. É triste constatar que nós os “pessimistas” dos últimos anos, viramos apenas realista.

  13. César disse:

    Opinião de quem? Roberto Setúbal do Itaú? Eu pensava que Marina Silva, tinha perdido as eleições!

  14. César disse:

    Estou começando a entender a lógica das coisas. O apoio da Febraban não é atoa! A Presidente Dilma e Bra de Brasil, ela é Bra de Bradesco, de onde trouxe o Ministro Levy! Mas ela também é Itaú e recebe conselhos de Roberto Setúbal, para melhor administrar o país. Logo, para pagar as contas do governo, coloca você sempre a frente!

  15. Gerson Lobo Silva disse:

    O que fazer com o Mercadante? Ora, mande-o de volta pela mesma porta que ele entrou, simples assim. Ou nem isso você sabe fazer, Dilma?

  16. Gente precisa a Nossa querida presidenta diminuir da Parte do Governo para sobrar dinheiro, é preciso enxugar nos Salários exagerados dos seus Governantes e seus ministros e seus Deputados e Senadores, para que tanto Ministério que não funciona? pra que tantos Políticos que não tem qualificação nenhuma para solucionar a Crise?? pra que gente incompetente que quer aumentar a Carga tributária em cima do Povo e mais ainda em cima do POBRE que sempre acaba pagando a Conta.
    Excelentíssima Sra. Presidenta por favor pense bem, pense um pouco no POVO BRASILEIRO!

    • Francisco Miranda disse:

      Por falar em imposto, Tiradentes morreu por causa de 1/5. Imagine agora que são mais de 2/5.
      Somos frouxo sim. Temos que reconhecer. Fechar o País e começar de novo. Ou conhecem alguém que pode nos salvar ??

  17. Alvaro Souza disse:

    República de bananas!!!

  18. zeh disse:

    …porque a Dilma protege tanto esse sujeito????…ele tentou cargos publicos em São Paulo e nunca conseguiu nada…mas no Governo Lula e Dilma ele viajou em várias pastas de minitério…agora está na casa cívil…..custa caro e não faz NADA….

  19. francisco disse:

    Planos furados que não resolvem nada muito pelo contrario travam mais o pais.
    Para no futuro virem com impostos que nada adiantaram no passado e nada ajudarão
    no futuro pois não são levados a serio.Para que servem mais de 30 ministérios antigamente
    eram bem menos e o pais andava .

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