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Economia
12-08-2013, 13h20

Dilma adia leilão do trem-bala

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Atualização: Foi confirmado agora o que você leu aqui na quarta-passada. O motivo principal do cancelamento do leilão do trem-bala não foi falta de interessados ou porque havia apenas um grupo disposto a dar lance. Na avaliação do governo, era inconveniente seguir adiante com um projeto dessa magnitude ainda no clima das manifestações. Pesou a falta de condição política e econômica. O governo fala em adiamento por um ano. Dificilmente, será feita uma concorrência desse tipo em pleno debate eleitoral. Se Dilma for reeleita, ela pretende desengavetar o projeto no segundo mandato. Se a oposição ganhar, é improvável que saia do papel.

A seguir, a notícia da última quarta, dia 07/08.

Crédito: Dorivan Marinho/AE

Crédito: Dorivan Marinho/AE

A presidente Dilma Rousseff decidiu adiar o leilão do trem-bala entre as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. Dificilmente o projeto sairá do papel no próximo ano, em que haverá eleição.

Dilma ainda acredita na viabilidade técnica do projeto, mas o mais provável é que tente emplacá-lo num eventual segundo mandato. A presidente avaliou que o cenário econômico e político era desfavorável, neste momento, à realização da concorrência do trem-bala.

A prioridade na área de mobilidade é investir em projetos nas grandes cidades que ajudem a dar uma resposta à demanda das manifestações de junho e julho. Além de São Paulo, a presidente deverá anunciar recursos em mobilidade urbana para outras capitais Ou seja, mais metrô subterrâneo ou de superfície, mais  corredores de ônibus e mais VLTs.

O leilão do trem-bala estava previsto para a semana que vem.

PS – Este post deveria ter ficado para a estreia do blog, mas, em tempos de internet, não deu para segurar. A informação estava quente demais. Publiquei no Twitter, no @Kennedy Alencar, ontem às 20h06.

Comentários
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  1. Kennedy
    acho que o governo deveria dar atenção também a corredores e VLTs intermunicipais. No ritmo que as cidades crescem, em especial as que recebem ou já possuem investimentos produtivos como fábricas, é natural que as manchas urbanas cresçam e as fronteiras entre elas se tornem ruas e avenidas. A região das cidades de Sumaré, Americana e Nova Odessa mostram bem isso: ainda não estão como o ABC mas o destino é esse.
    abs
    Fernando Neves

  2. RENATA NOGUEIRA disse:

    Amigo querido,
    Parabéns pelo blog! Sei que vai ser um sucesso,assim como todas as suas empreitadas.
    Já adicionei aos favoritos e pode ter certeza que vou passar por aqui todos os dias.
    Beijos e boa sorte!!
    …só lamento estar comentando justamente nesse post…

  3. Foi muito bom esta iniciativa sua de criar o blog, e para mostrar que fiquei satisfeito é que estou me escrevendo.

  4. Luciane Costa disse:

    Olá Kennedy!!!
    O governo deveria melhorar o transporte ferroviário , colocando mais unidades para atender a população que é transportada como gado, em composições lotadas e em estado precário.Um total desrespeito. Transporte caro e ineficiente.E expandir a malha ferroviária para escoamento da produção agrícola.Trem bala é uma ‘alternativa’ cara demais.

  5. Kelly Bento disse:

    Kennedy,

    Estou de acordo com o que já disseram aqui. Será que o Brasil precisa ou está preparado pra receber um trem bala agora? Para cobrir o investimento pesadíssimo que vai ser feito, a passagem certamente terá um custo elevado que a maioria não poderá pagar! Salvo melhor juízo, isso me parece mais algo para inglês ver.

    Abraços e parabéns pelo blog!

  6. Evaldo Gomes disse:

    A base fundamental para o crescimento de um país começa com o investimento em infra estrutura. A partir de então, cria- se as condições favoráveis para o desenvolvimento econômico e social. Neste sentido, no que tange à infra estrutura, não me refiro à investimentos gigantescos em estádios e sim à melhoria e ampliação da malha rodoviária, ferroviária, dos portos e a busca constante da modernização e eficiência, como o trem- bala.

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