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Política
24-10-2013, 13h18

Dilma age para abafar rebelião no PMDB

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Aumentou o grau de preocupação da presidente Dilma Rousseff com os grupos peemedebistas que contestam a aliança nacional e falam numa pré-convenção em março do ano que vem para tratar do casamento político com o PT.

A presidente jantou na terça com o vice-presidente da República, Michel Temer, e o deputado federal Jader Barbalho (PA) para mapear os problemas regionais com o PMDB. Dilma deverá realizar encontros semelhantes com outros peemedebistas. Por exemplo: está na lista um jantar com o senador Vital do Rego (PMDB-PB). Vitalzinho, como é chamado pelos colegas do Senado, será tranquilizado com a mensagem de que será ministro.

O contexto da confusão é o seguinte: a  ruptura com o PSB elevou a dependência do PMDB numa hora em que há atritos regionais importantes. Os mais relevantes, no entender do Planalto, são os conflitos no Rio de Janeiro, no Ceará, no Maranhão e na Bahia. Esses Estados têm forte peso na composição da maioria dos convencionais peemedebistas.

A Bahia será deixada de lado. A presidente avalia que não tem como se acertar com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que já disse que sua prioridade é derrotar o PT no Estado. Mas ela tentará conter danos no Rio, Ceará e Maranhão.

Não será fácil.

No Ceará, o PMDB cobra apoio à candidatura do senador Eunício Oliveira ao governo do Estado. Mas Dilma não tem como se contrapor ao atual governador Cid Gomes, que liderou um racha no PSB e se filiou ao Pros para apoiar a reeleição da presidente. A ideia é tentar um acerto de palanque duplo presidencial no Estado, com compensações na reforma ministerial prevista para dezembro.

Também no Rio será difícil evitar a candidatura ao governo do senador petista Lindberg Farias. O grupo do governador Sergio Cabral (PMDB) foi importante aliado do governo Lula e ajudou Dilma a chegar ao Palácio do Planalto. Mas Cabral está enfraquecido, e o PT não vai barrar a candidatura de Lindberg. Ele é um aposta do partido para fortalecer uma nova geração no PT.

Cabral poderá ser ministro da presidente. Essa é uma solução aventada como compensação para que o PMDB aceite palanque duplo no Rio.

No Maranhão, o atual presidente da Embratur, Flavio Dino (PC do B), lidera as pesquisas para o governo estadual. Tem mais chance de vencer do que um candidato do grupo sarneyzista. Mas Lula e Dilma são gratos a José Sarney. Têm com ele uma relação privilegiada no PMDB, o que gera ciúme interno.

Mais uma vez a reforma ministerial deverá ser usada para tentar acomodar aliados hoje insatisfeitos.

O governo acha impossível perder o apoio do PMDB no plano nacional, mas tem ciência de que o partido, como nenhum outro, sabe cobrar alto dos presidentes de plantão. Daí a operação de Dilma e Temer para acalmar aliados.

Comentários
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  1. arlindo saraiva pereira disse:

    Caro Kennedy,
    A política é muito volátil.O que está hoje, pode mudar amanhã. Como dizia Magalhães Pinto, política é igual a nuvem. a paisagem muda de acordo com o vento.

  2. Paulo Goés disse:

    Concordo com o comentário acima. Tudo pode mudar, assim como vem acontecendo, essas previsões acabam ficando muito vazias de realidade. Porém, no caso do Rio, Cabral ainda busca conciliação com o PT em relação ao governo do Estado

  3. MANOEL disse:

    GRAÇA A “DEUS”, QUE ESTA SEMPRE A FAVOR DOS MENOS FAVORECIDO, OS VENTOS ESTÃO MUNTISSIMOS FORTE PARA O LADO DA DUPLA DILMA / TERMER, OU SEJA, DO ATUAL GOVERNO OK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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