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Economia
19-08-2013, 15h30

Dilma avalia ter pouco a fazer contra alta do dólar

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Preocupar preocupa, mas o governo pode fazer pouco. Essa é a avaliação da presidente Dilma Rousseff a respeito da alta valorização do dólar em relação ao real.

No Palácio do Planalto, já é dado como certo que o patamar de R$ 2,50 para um dólar é uma realidade com a qual o país terá de conviver até o final deste ano. E tem gente no governo que acha que o dólar ainda poderá subir para perto dos R$ 2,70. Ruim se isso acontecer rápido demais.

O Brasil possui cerca de US$ 370 bilhões em reservas cambiais. Tem um colchão para amenizar o processo de desvalorização do real. Essa é a única arma efetiva. Tentar que esse processo, que acontece no mundo inteiro, mas é forte no Brasil, ocorra com menos intensidade, velocidade e volatilidade.

Mas não é missão fácil, essa do Banco Central, quando, na sexta-feira (16/08), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a falar mais do que o recomendável. Ele gerou incertezas quando deveria fornecer segurança. Na mesma entrevista, Mantega disse que o dólar passou para um outro patamar, mas que ele não sabe aonde a moeda americana vai chegar. Depois, afirmou que o governo tem armas para usar. Ora, tem reservas.

Esse tipo de declaração dificulta a estratégia do BC de suavizar o processo de alta do dólar, porque já entrega ao mercado a expectativa do governo de que a moeda americana vai subir muito e, ao mesmo tempo, sinaliza que a queima de reservas continuará. Ou seja, os especuladores foram avisados de que poderão contar com rações bem fornidas das nossas reservas. O BC precisa ter margem de manobra para surpreender o mercado.

Permitir, por exemplo, que num dia especuladores entrem forte e desvalorizem o real para, no dia seguinte, tomarem um tombo com alguma intervenção mais incisiva. É preciso deixar a mesa de câmbio do BC assustar quem quer especular. É necessário que o BC faça essa turma perder algum dinheiro. Resumindo: antecipar uma estratégia torna mais fácil o mercado receber com maior lucro as nossas reservas.

Ao tratar de câmbio, o melhor é falar menos, agir com inteligência para defender o real e derrotar especuladores. Só assim, será transmitida segurança ao mercado para tentar minimizar efeitos perversos do dólar alta na inflação e no endividamento de empresas.

Um agravante já dificulta bastante a missão do Banco Central: uma política econômica com a credibilidade arranhada não faz do Brasil o país mais atraente para entrada de dólares numa hora em que o tesouro dos EUA parece porto mais seguro. Seria prudente e produtivo parar de falar bobagem em demasia.

Crédito: Rafael Neddemermeyer/AE

Crédito: Rafael Neddemermeyer/AE

Comentários
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  1. Carlos luis Nogueira disse:

    Parabens Kennedy, dificil ultimamente ler comentarios tao realistas e pertinentes, realmente este ministro alem de ter muitos amigos a quem acolhe com grandes benecias é um grande incompetente..So fala bobagens e o pior em horas tao delicadas para a economia do pais….Que saudades do Pedro Malan e , a pesar dos pesares, o ex ministro Palocci….

  2. Carlos luis Nogueira disse:

    perfeito o comentario este ministro ja deveria estar bem longe da onde esta, é incopetente e de muitos “amigos”, mais um futuro milionario quando sair do governo. Que saudades do Pedro Malan e, a pesar dos pesares, do ex ministro Palocci……

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