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Política
12-11-2013, 10h39

Dilma deverá iniciar reforma no recesso do Congresso

Presidente usará expectativa de nomeações para vetar bombas fiscais
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A presidente Dilma Rousseff deverá começar a reforma ministerial logo após o final dos trabalhos do Congresso, na segunda quinzena de dezembro. A mudança no time poderá ser feita em etapas, estendendo-se por janeiro.

Aguardar o recesso tem um motivo importante: usar a expectativa de nomeações para evitar que a base de apoio no Legislativo aprove projetos que prejudiquem as contas públicas em 2014, ano eleitoral.

Há uma série de bombas fiscais em tramitação no Congresso. A presidente avalia ser fundamental, numa hora em que já há dificuldade para fechar as contas públicas, impedir que deputados e senadores votem propostas que possam atrapalhar a economia no ano da campanha da reeleição.

A votação do Orçamento da União costuma se prolongar até o Natal. A presidente também quer acompanhar bem como vai ficar essa proposta para 2014.

O fortalecimento do PMDB, que deverá ganhar uma sexta pasta, é importante para conter o ímpeto do partido em aprovar projetos que ameacem a política fiscal.

O PMDB tem hoje Turismo, Agricultura, Previdência, Minas e Energia e Aviação Civil. Deverá levar a pasta da Integração Nacional. O provável novo ministro é o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), do grupo do atual presidente do Senado, Renan Calheiros (AL).

Na política, as prioridades serão usar a reforma ministerial para cimentar alianças eleitorais a fim de fortalecer a chance de reeleição de Dilma, mas tentando evitar a nomeação de ministros que não possam ser tirados da equipe em 2015 caso a presidente se reeleja.

Além de fortalecer o PMDB, a presidente deverá nomear ministros de partidos que apoiem oficialmente a sua campanha: PP, PTB, Pros e PSD terão postos desde que obedecida essa premissa.

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Peça-chave

O destino de Aloizio Mercadante (Educação) será um divisor de águas na reforma. Hoje ele é o ministro mais próximo da presidente. Se for para a Casa Civil, Mercadante entra na lista de ministros que não poderão trocar de lugar em 2015. Não faz sentido promovê-lo agora e rebaixá-lo num eventual segundo governo.

Caso Mercadante permaneça na Educação, aumenta a possibilidade de ele ser o principal coordenador da campanha da presidente. Ou seja, poderia deixar o cargo em junho do ano que vem, quando acontecerão as convenções que oficializam os candidatos. Nesse cenário, cresce a chance de uma troca mais técnica na Casa Civil, já que a titular de hoje, Gleisi Hoffmann, vai retornar ao Senado a fim de ser candidata em 2014 ao governo do Paraná.

Uma possibilidade forte é deslocar Miriam Belchior do Planejamento para a Casa Civil. Paulo Bernardo poderia trocar as Comunicações pelo Planejamento, deixando sua atual pasta na cota das composições partidárias. Bernardo também é lembrado para articulador político, no lugar de Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

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Futuros ministeriáveis

A ideia de evitar nomear ministros difíceis de serem substituídos num eventual segundo governo tem o objetivo de deixar a presidente mais livre para eventuais composições e para abrigar nomes que hoje estão em governos estaduais.

O principal exemplo é o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Amigo de Dilma, ele concluirá seu segundo mandato à frente do governo baiano. É nome certo para a equipe da presidente em 2015, caso ela vença a disputa pelo Palácio do Planalto.

Como a eleição pelo governo do Rio de Janeiro deverá ser uma briga de foice, Dilma gostaria de avaliar a possibilidade de colocar no ministério o atual vice-governador do Estado, o peemedebista Luiz Fernando Pezão. O vice de Sérgio Cabral deverá disputar o governo, mas, se ele perder, é opção para o primeiro escalão em 2015.

A folgada vitória do deputado estadual Rui Falcão (SP) para presidente nacional do PT também deverá facilitar a vida de Dilma na reforma da equipe. Há insatisfações das diversas tendências do PT, partido que tem 18 dos 39 ministros. Com a ampla maioria de Falcão, o fatiamento de pastas entre as tendências tende a ser menor.

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Mais Médicos, a vitrine

Para o lugar de Alexandre Padilha, que deixará a Saúde para concorrer ao governo paulista, é quase certa a indicação de Mozart Sales, secretário de Gestão do Trabalho e da Educação do ministério. Mozart foi um dos principais idealizadores do Mais Médicos, programa que será vitrine de Dilma e de Padilha na campanha.

A indicação de um técnico para a Saúde deixa o posto livre para a eventual volta de Padilha, caso ele perca a disputa contra Geraldo Alckmin (SP), favorito hoje para se reeleger governador de São Paulo.

Foto: Estadão Conteúdo

Foto: Estadão Conteúdo

 

Comentários
16
  1. a peça chave jamais exerceu cargo relevante dentro do partido

  2. Wagner Jatczak disse:

    Trocam de cargo como se troca de cueca todo dia , este é o governo que este povo miserável elegeu agora é só assistir os espetáculos , e esperar a moeda de troca de voto . Vamos acordar Brasil , …..

  3. Argeu disse:

    O Ministro Aloizio Mercadante é certamente o nome mais indicado para substituir a Presidenta Dilma em 2018, basta não ouvir muitos no PT,que em passado recente quase
    acabou com a carreira politica dele.

  4. Agostinho Gonçalves Moura disse:

    O sr. Mercadante, era uma pessoa por quem eu nutria um enorme respeito antes do episódio do Plano Real.

    Ele simplesmente, foi contra suas próprias palavras (de quê o Plano era bom), depois quê o PT mandou ele ficar quieto. A partir daí foi-se o respeito.

  5. MARCIO LISTA disse:

    os outros partidos que se cuidem o PT já esta em campanha.e com tanto cabo eleitoral.
    pelo amor de Deus 39 ministros isso é a maior piada
    do mundo pelo amor de Deus isto tem que acabar.

  6. Chico Sal disse:

    Que desastre,Mercadante na reforma. MeusDdeus

  7. Paulo disse:

    Deveriam é reduzir para 15 os número de ministérios, pois não aguentamos pagar tantos impostos para sustentar parasitas.

  8. oswaldo r batista disse:

    interessante que não se comenta nada sobre atitudes para acabar com a criminação evandalimos em todo o brasil os bandidos fazem o que querem so se fala em reeleição

  9. Eduardo disse:

    Ol´´a.
    Triste verificar que tudo ´´e feito pensando em 2014 e reeleiç~~ao e tudo dando errado nos ´´ultimos anos do governo Dilma.
    O pais n~~ao cresce e o risco Brasil dispara.

    Abs

  10. Eduardo disse:

    Verdade, ver o Mercadante como peça-chave numa reforma ministerial ´´e pra chorar!!!
    Foi um senadorzinho sem vergonha e pra n~~ao encher o saco na disputa do governo Paulista, ganhou um ministerio.

    Abs

  11. franciscomonteirorosafilho disse:

    O Brasileiro tem que pensar nos filhos, no futuro, um Brasil mais Ético, Moeda Política de TROCA é péssimo para a Administração Pública, Apoio político no Brasil, não visa o bem estar do Povo e sim o Interesse Pessoal

  12. zeh disse:

    …fico querendo entender o que viram neste sujeito..que vive de trocar de pasta e nada muda ou acontece..é um nada na fila do pão francês….que vive de sombra e água fresca
    ..tudo que tentou em cargos politicos refletiram no resultado, ou seja vontade do povo..mesmo assim..lá estava ele, com um cargo a sua disposição…de graça..sem força nenhuma..ninguém??, nunca??? pergunta porque?…como?

  13. Celio Jorge Lasmar disse:

    Sou totalmente contra esta ação entre amigos executada pelos partidos políticos de nomear correligionários perdedores de eleições para ministros ou qualquer outro cargo público. Ora, por pura lógica, se o cidadão se candidatou a um cargo eletivo e foi preterido pelo eleitor, que desta forma decidiu que o mesmo não era apto a ter o seu apoio ou confiança, por consequência não poderia também ocupar cargo não eletivo, aliás acho que estes cargos deveriam ser ocupados por funcionários públicos de carreira.

  14. Paulo Fernandes disse:

    Esse pessoal do PT só pensa no poder. O povo que se dane.

  15. cassio dantas disse:

    INFELIZMENTE a Dilma continua refem da base aliada. Isso e reflexo de um sistema PODRE que infelizmente deve ceder sempre aos interesses dos politicos de olho grande. Juro que pensei que a Dilma daria um jeito nessa bandalheira de troca-troca com politicos podres. Dessa forma Sra Presidenta esta cada vez mais me entristecendo e desiludido com sua postura. Logo eu que ACREDITEI TANTO numa mudanca de POSTURA desse pais. Cruz Credo!!!

  16. Francisco disse:

    Nunca é demais lembrar: como somos uma democracia, é da natureza dos partidos labutar para se eleger e, eleitos, se reeleger. Ou isso ou não é partido.

    A nós cabe a escolha e a escolha da escolha: ou vota num dos que já existe ou cria mais um. Como acredito que a maioria de nós acha que trinta e tantos partidos é demais, o que resta é… fazer política.

    Pronto: fiz política por hoje.

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