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Economia
07-12-2013, 13h11

Dilma precisa arrumar equipe econômica

Clima de guerra se soma a descrédito fiscal e erros de condução
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Não bastassem a falta de credibilidade na área fiscal e os erros na tolerância com uma inflação alta, há um novo problema econômico para a presidente Dilma Rousseff: o ambiente de guerra entre o Ministério da Fazenda e a Secretaria do Tesouro.

O titular da Fazenda, Guido Mantega, é um mensageiro sem credibilidade. Erra quase todas as previsões econômicas. Foi o responsável por informar a presidente de que o PIB (Produto Interno Bruto) de 2012 seria revisado de 0,9% para 1,5%.

Dilma assumiu o número em entrevista ao site brasileiro do jornal espanhol “El País”. Deu um vexame. A revisão ficou em 1%. Debate-se no governo se foi mais uma incompetência da Fazenda ou um boicote do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) dado o clima de tocaia na equipe econômica. Qualquer uma das hipóteses é preocupante.

O secretário do Tesouro, Arno Augustin, virou uma figura folclórica no governo e no mercado. Em três anos, conseguiu dinamitar o que o PT demorou oito anos para construir: credibilidade fiscal doméstica e internacional.

A combinação Mantega-Arno tem feito mal ao país e à presidente, centralizadora e com cabeça semelhante à dos dois. Faltam contraponto e equilíbrio de ideias na equipe econômica. O manejo da Petrobras para deixar a inflação abaixo de 6% ao ano vai custar caro ao país no médio e longo prazo.

Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, quase não aparece. Não tem voz para cobrar do governo uma política fiscal que o ajude a combater a inflação e a evitar alta dos juros. Falta a Tombini o poder de Henrique Meirelles.

Nos dois primeiros anos, Tombini tinha medo da presidente. Quando caiu a ficha neste ano de que a inflação estouraria o teto da meta, ganhou autorização para subir os juros. Ganhou. Não conquistou.

O desemprego baixo, a renda em alta e o consumo num patamar elevado são heranças do governo Lula. Na administração Dilma, houve maior leniência com a inflação e um inacreditável esforço para minar a confiança fiscal no Brasil. Atualmente, é necessário repetir o discurso de que o Brasil honra contratos e de que não é hostil ao capital, mas parceiro dele.

Dá para tocar a vida assim ao longo de 2014 e se reeleger?

Dá.

Há algum risco, porque a retirada de estímulos à economia dos EUA poderá criar uma onda internacional de dólar alto. Pode haver turbulência pesada. Mas o cenário mais provável é ir administrando as dificuldades ao longo do ano eleitoral. Em 2015, seria inadiável um ajuste duro.

No governo, há um debate para que seja estipulada uma meta de superávit primário de 1,7% do PIB para 2013 e outra de 1,9% do Produto Interno Bruto para 2014. Na média, 1,8%. Seria uma forma de amenizar a má condução dessa questão, garantindo uma economia suficiente para manter a dívida pública sob controle sem precisar recorrer a maquiagens. Uma medida desse tipo seria alentadora no cenário atual de metas de superávit que encolhem uma depois da outra.

Mas Arno Augustin acha que fazer isso seria dar o braço a torcer. Por incrível que pareça, ele acredita que sua contabilidade criativa está correta.

Passou da hora de a presidente Dilma dar uma arrumada na equipe econômica. Falta de credibilidade fiscal, inflação elevada e ambiente de guerra parecem ser uma combinação explosiva.

Comentários
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  1. Embora a presidente da República tenha formação econômica, o seu governo tem muito pouco da sua orientação, ficando à mercê da instabilidade comportamental do ministro da Fazenda os destinos da economia brasileira. Os fatos mostram claramente as oscilações de estratégias do titular da Fazenda, que não consegue se harmonizar com os principais tocadores das políticas econômicas do governo. Pior para a presidente, que depende sumamente que os tripulantes da sua nave estejam sintonizados e devidamente instrumentalizados com os ensinamentos da comandante-mor, sob pena de as avarias de percurso interferirem diretamente no seu principal projeto político, que é a reeleição e a perenidade no poder, a ser conquistado a qualquer custo, embora não tenha sido fácil encontrar o xis da questão pela qual o governo se encontra debatendo já há algum tempo. Na verdade, falta capacidade gerencial para a solução dos graves problemas que afetam, em especial, a política fiscal, que tende a refletir na inflação e, esta, por sua vez, pode influenciar a credibilidade do eleitorado, na hora de decidir pela continuidade da presidente no comando do país. O certo é que o país não merece padecer em razão da falta de capacidade administrativa, no que diz respeito à correta condução das políticas econômicas, porquanto as incertezas e os conflitos de ideias são altamente prejudiciais aos interesses nacionais e ao desenvolvimento do país. Acorda, Brasil!

    • Márcio disse:

      Antonio Adalmir, desculpe-me com todo o respeito, mas o problema indicado pelo Kennedy é justamente o contrário de parte do que você argumentou.

      Tomando emprestada a expressão do Kennedy, o fato é que a Presidenta possui uma formação econômica “leniente” e – talvez por isso – fortemente influenciada por um sistema de crenças muito pessoal.

      A Presidenta possui uma ideia simplista da realidade econômica contemporânea, uma visão “desenvolvimentista” (típica de gestores da política econômica de países latino-americanos das décadas de 1950 a 1970). Fazendo uso de uma triste expressão [às avessas], a Dilma é uma Presidenta “aquém do seu tempo”. Somado a isto, é uma mandatária de personalidade extremamente forte e centralizadora.

      O resultado final destas observações é – em minha opinião – justamente o contrário do que você propõe: a equipe econômica possui “a cara” da Presidenta. É ela a gestora direta da política econômica, diminuindo o peso de seus auxiliares imediatos também pelo fato de alguns deles não possuírem luz própria ou trajetórias pessoais consolidadas (Tombini é o caso mais claro desta constatação).

      Em minha opinião, é este um dos problemas da gestão da política econômica no atual Governo Federal.

  2. Daniel M. Pimentel disse:

    E uma guerra onde todos perdemos face incompetência e gestão mentirosa desse PT. Precisamos de alternativa. Acorda Brasil !!!!

  3. Kennedy, ela precisa arrumar tanta coisa que acho que não tem mais condição de fazê-lo, perdeu o que já nunca teve que foi o controle do governo.

    • Muito bem, Jose Silvestre!..

      Você esta 100% correto no seu comentário, este governo nunca fez e nunca fara algo de concreto para nosso povo, que tanto precisamos do escencial que é educação saude e segurança. Vamos neste ano 2014 botar o bloco mais uma vez na rua, e alertar a maioria do nosso povo para que desta vez votemos corretamente.

  4. Luiz Carlos Iafelix disse:

    O que Mantega diz ou pensa em fazer não tem nenhuma credibilidade ou melhor nunca teve.

  5. Jonas Moreira disse:

    Ouço coisas como essa todos os dias no mercado financeiro.
    Mas a história não é bem essa… e o Ministro Mantega deve em março se tornar o ministro da Fazenda mais longevo de nossa história democrática e carregará consigo os melhores indicadores econômicos (inclusive inflação e questão fiscal) de qualquer outro Ministro da Fazenda.
    E isso apesar das dificuldades enfrentadas pela economia desde 2008, quando explodiu a crise internacional, até os dias de hoje.
    O resto é conversa rentista…

  6. otahir borges de macedo jr disse:

    a presidente está totalmente perdida.
    como solucionar? trocando o partido que está aí
    há 12 anos. O difícil que não temos partido e
    nem candidato preparado. Logo o país, mais do
    que nunca, está falido. Isto aqui, NÃO TEM
    SOLUÇÃO.ESQUEÇAM!!!!!

  7. Paulo Cesar disse:

    Kennedy, eu queria tanto que o problema fosse só esse!

  8. Ernesto Gesimael Jorge disse:

    Acho que o Brasil está crescendo para trás e para baixo,igual rabo de cavalo.Estão perdidos na mata sem alimento e não conhecem a sobrevivência na selva.

  9. Nilson disse:

    O legado do governo FHC foi a estabilidade economica desfrutada pelo governo Lula e em rota de destruicao pelo governo Dilma e sua incompetente equipe economica com a volta da inflacao.

  10. Elvis disse:

    Falta de combate a inflação? Então a resposta que todo queremos : Qual é o percentual de inflação correto ou desejável para o Brasil? Ainda pergunto quais os ganhos concretos se tal índice for atingido? Na verdade depois de ler muito hoje , eu creio muito mais na falta de alguma qualidade jornalismo.

  11. Geraldo disse:

    A PRESIDENTA TEM É QUE RESTITUIR O QUE TEM TIRADO DOS APOSENTADOS ,AO LONGO DESTE DESGOVERNO ,E TAMBÉM RESTABELECER PARA APOSENTADOS O QUE FORAM ROUBADOS EM GOVERNOS PASSADOS ,ISTO SIM FARIA JUSTIÇA AQUELAS MILHARES DE PESSOAS ,QUE CONTRIBUIRÃO PARA OBTER UMA APOSENTADORIA DIGNA ,MAS ESTÃO SENDO SURRUFIADOS MÊS A MÊS NOS SEUS BENEFÍCIOS ,NESTES ANOS DE PT ,FOMOS ROUBADOS EM NADA NADA 49% E ESTAMOS COMO QUASE INDIGENTES .ÍSTO É UMA ENORME VERGONHA NACIONAL.

  12. douglas disse:

    No Japão houve deflação e o governo pedindo para o povo gastar mais, aqui no Brasil o inverso não é verdadeiro, é culpa do governo? não entendo mais nada, a inflação é um monstro criado por nós consumidores e nos cabe doma-lo, simples assim.

  13. Renato disse:

    A realidade é que aonde o PT entra boa coisa coisa não sai. O poder corrompe e é difícil resistir a isso. Como disse Delfim dar doce para criança, ela vai se lambuzar.

  14. joao costa disse:

    O Guido Mantega é um bossal para estar lidando com assuntos da mais alta importância para a sociedade brasileira que devido a sua incompetência vai sofrer demais durante o ano de 2014, pelo amor de Deus tragam de volta o mais rápido possível o Sr. Henrique Meireles que é um profissional verdadeiro e de nível Internacional para salvar a nossa economia enquanto é possível, o Guido Mantega só serve no máximo para auxiliar de contador de uma empresa familiar de uma pequena cidade do interior.

  15. Renato disse:

    Tudo que disse está certo, mas mais certo está quando diz que o Tobini é praticamente desconhecido!

  16. Edivelton Tadeu Mendes disse:

    A bem da verdade a equipe econômica está perdida desde Lula, o qual sempre falou mentiras e agora fica metendo seu dedo sujo no (des)Governo Dilma!E a carga tributária não irá ser alterada para diminuir o que o brasileiro paga para nada receber?

  17. Thiago disse:

    Guido Mantega teve anos a frente do ministério e não fez nada. Era para fazer uma reforma fiscal e não faz. Era para reduzir os impostos e não faz. Um exemplo, para que vai aumentar o IPI dos veículos se pagamos o carro mais cara do mundo?

  18. Hildebrando Dias Santos disse:

    Dá para ver que tem alguém reamando contra. Dilma troque o Arno Augustin. Por outro lado, ninguém seria suicida a ponto de mudar em ano de eleição, uma política, que vem dando certo, pois existem muitos efeitos colaterais, caso adote política Liberal convencional. Com certeza a inflação estouraria.

  19. HÁ MUITO TEMPO, SABEMOS QUE O ATUAL MINISTRO DA FAZENDA E SEU COMPARSA NA DIREÇÃO DO TESOURO NACIONAL VÃO LEVAR ESTE PAIS A UM ESTADO ABSOLUTO DE CAOS. SE O PRESIDENTE LULA NÃO INTERVIR JUNTO A NOSSA PRESIDENTA SERÁ O FIM. ESTE PAIS PAUTA PELO TRIPÉ QUE MANTÉM A ECONOMIA EM SEU ESTADO DE CONFIABILIDADE JUNTO A TUDO E A TODOS. ESTES PROFETAS QUE SÓ PROFETIZAM ESTÓRIAS PRA IDIOTAS ACREDITAREM ESTÃO FAZENDO E ACABANDO COM ANOS DE TRABALHO. PREZADA PRESIDENTA ATÉ EDITAIS PARA PRIVATIZAÇÃO VOLTAM POR ERROS IDIOTAS. ATÉ QUANDO SUA PESSOA FECHARA OS OLHOS PARA TAMANHA ANARQUIA QUE SEUS AUXILIARES COMETEM. ESPERO QUE SUA PESSOA LEIA JORNAIS

  20. Denis Ferraz disse:

    Dilma se mostra uma pessoa centralizadora, Mentega eh um abduzido, enquanto Arno um Asno ,,, Essa receita explosiva tem uma unica mae, Dilma Roussef … Nao votrm nela, o Brasil nao merece mais 4 anos com essa infeliz.

  21. Renato Machado disse:

    Este governo so sabe gastar dinheiro sem controle para os amigos, criar bolsas a vontade, so invetiga o que e conveniente e corrupcao a vontade.
    Gracas a homem do ano, ministro Barbosa e a imprensa este pais ainda nao virou uma Venezuela ou Cuba.
    Barbosa o Brasil esta com voce. Pau neles.
    Ministro necessita endurecer mais o controle nos pilantras da papuda.

  22. Fabricio Moreira disse:

    Lula surfou na onda do bom momento internacional e fez a sucessora, Dilma.

    Dilma herdou as idiossincrasias e contradições do lulismo e não fez o dever de casa.

    O esgotamento do ciclo lulopetista está às portas e é notório e gritante.

    Até mesmo o grande oponente do projeto lulopetista, José Serra, já é figura do passado.

    De fato, o governo Dilma é uma promessa lulista que não se cumpriu: não dialoga, é centralizador, não tem traquejo político, perdeu a interlocução com o empresariado e é mal visto pelos sindicalistas (exceto os cooptados por cargos comissionados…).

    Creio que um segundo mandato de Dilma faria muito mal ao pais, é necessário mudar para se reoxigenar a economia, as práticas políticas e a visão de país.

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