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Economia
25-05-2015, 9h17

Dilma precisa dar sinal público de força de Levy

Presidente e ministro erraram ao criar ruído econômico
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Postado por: Daniela Martins

O pior erro que a presidente Dilma Rousseff pode cometer neste momento é enfraquecer o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. É importante que a presidente faça algum gesto público de apoio a Levy hoje ou amanhã, antes que o Congresso volte a apreciar medidas do ajuste fiscal, que está apenas no seu início. Em economia, as expectativas são muito importantes. Ruídos agora só vão prejudicar o governo.

Dilma e Levy erraram na semana passada ao anunciar o corte de gastos no Orçamento de 2015. A ausência do ministro da Fazenda foi entendida como um recado de insatisfação.

Dilma errou ao permitir que o ministro saísse enfraquecido do maior corte de gastos já feito em seu governo. Levy havia dito publicamente que o corte ficaria entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões. Não tem sentido político a presidente pedir um corte de R$ 69, 9 bilhões apenas para demonstrar autoridade.

A presidente destruiu a credibilidade fiscal do país no primeiro mandato com um política econômica marcada pela arrogância e pela falta de humildade. Determinar um valor de R$ 69,9 bilhões parece birra para mostrar quem manda. Foi um ato desnecessário, que só serviu para desgastar Levy. Poderia ter fechado em R$ 70 bilhões de uma vez.

Já o ministro da Fazenda errou porque transmitiu a imagem de que perdeu uma disputa interna no governo. Na verdade, ele obteve um corte de gastos bem relevante, elevou a tributação sobre o lucro dos bancos e está no meio de uma negociação com o Congresso para aprovar o ajuste. Ao usar uma gripe como desculpa para não aparecer na entrevista em que deveria explicar o corte de gastos que elaborou, Levy deu a impressão de que saiu derrotado.

Neste momento, uma imagem de fraqueza do ministro da Fazenda reforçará a oposição de setores do PT às medidas do ajuste fiscal. Dificultará a articulação do governo para convencer os partidos aliados.

A principal insatisfação do ministro Levy é justamente a falta de apoio incisivo da presidente ao ajuste fiscal.

Há no governo e no PT quem ache que o pior já passou e que a economia para o cumprimento da meta fiscal do ano poderia ser menor. Acuado pela Operação Lava Jato, o PT está preocupado com o efeito político do crescimento do desemprego e da recessão econômica em curso. Fraquejar agora, no meio de uma travessia dura, poderá produzir um resultado pior ainda.

Convém lembrar que a atual situação econômica ruim é resultado da política aplicada pelo PT e por Dilma. A principal responsável foi a nova matriz macroeconômica _o desenvolvimentismo que não desenvolveu, mas legou inflação alta, juros na Lua e crescimento negativo neste ano. Recuperar a credibilidade fiscal é o básico, mas exige sacrifício.

Levy também está contrariado com o setor privado, que faz lobby contra o projeto que diminui o impacto da redução da desoneração da folha de pagamento das empresas. Levy tem se queixado de que o setor privado não está apoiando o ajuste como deveria. O PT, a Fiesp e a CNI são pedras no sapato do ministro da Fazenda.

Joaquim Levy pretendia ficar calado ao chegar a Brasília nesta segunda, mas agiu com responsabilidade ao deixar a birra de lado e acalmar os mercados. Cabe, agora, à presidente Dilma dar um sinal público de que ele tem força. Do contrário, vai atirar, mais uma vez, no próprio pé.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Qualquer atitude desse desgoverno sempre será vista com desconfiança… É a falência múltipla de órgãos. É tanta incompetência e desonestidade, que um setor contamina a outros.

  2. Jr disse:

    A ausência do Levi no anúncio dos cortes pode ser interpretada de várias formas.
    Para mim, ele está mostrando que não está para brincadeira e,se achar que o corte não for suficiente para a obtenção do superávit pretendido, ele cai fora do barco.
    O Levi não precisa ficar de quatros para preservar o cargo, pois ele não é do mundo político. E não deve estar lá por dinheiro também (com toda a certeza, ele deveria ganhar muito mais no Bradesco do que no governo).
    Então pra mim, o recado é esse: “Não brinquem comigo, pois não estou para isso. Se vocês melarem tudo, eu caio fora!”

    (espero que meu comentário seja publicado dessa vez)

    • KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK…..eles não ficam mas o povo fica. Que democracia. Não vão cortar nenhum ministerio? Aumento de 53 a 79% é justo ? Aumento até na loteria de mais de 30% ? Onde vai essa grana toda ?

  3. Geraldo disse:

    Snr. Levy cai fora dessa canoa furada, enquanto é tempo. Quem embalou o Matheus que cuida dos seus. O Snr. não tem nada haver, com esse governo, portanto não queira tirar leite de pedras.

  4. Patriota disse:

    Parabéns, Kennedy, pela firmeza e lucidez analítica. Dilma II é um desastre anunciado, é “terra arrasada” após eleições que pareciam perdidas (ao PSDB caberia a árdua tarefa de responder pelo ajuste, mas o PT “levou”). A Dilma cabe apoiar irrestritamente Levy, e torcer que o Ajuste Levy dê certo. É necessário afastar Barbosa e Mercadante com urgência. São figuras arrogantes, egoístas e dominadas por idealismos cegos. O país é uma potência, falta ao governo (Executivo, Legislativo, Judiciário) perturbarem menos, custarem menos, cobrarem menos do povo!

  5. gesiel disse:

    Tanto a presidente Dilma e o ministro Levy, SÃO GRANDES ADMINISTRADORES; porém ja deu pra perceber que TAMBÉM, são “RUINS DE ORATÓRIA”. Por isso o importante mesmo, é que eles continuem administrando o Brasil de forma correta, MANTENDO A ECONOMIA SOB CONTROLE. “”A DILMA GANHOU TAMBÉM O TERCEIRO TURNO””, tanto que A GRANDE MIDIA JA DESISTIU DE FAZER PESQUISAS DE APROVAÇÃO DO GOVERNO DELA.

    • Evaild Gonçalves Barbosa disse:

      Desculpe,Gesiel…. mas não entendi ! Se a dona Dilma é realmente uma “grande” administradora, porque demitiu o Palloci e chamou o Levi para tentar tirar o país do grande buraco que o PT cavou ?

    • César disse:

      Grande administradora? Comprou a refinaria de Pasadena por um preço muito acima do seu valor. Afundou a Eletrobrás segurando os aumentos nos preços da energia elétrica. Deu prejuízo bilionário à Petrobrás, segurando o reajuste dos combustíveis. Não respeitou a lei de responsabilidade fiscal, seus gastos excessivos faliram o país. O termo grande na visão petista deve ser pelo tamanho do prejuízo causado e pelo número de prejudicados. Prejudicaram à todos no país que perdeu bilhões!

  6. Joaquim disse:

    Acredito que ele mandou um recado para todos os agentes envolvidos.A saida dele do governo seria ruim para ele, mas muito pior para o Brasil, pois é a unica face de credibilidade que este governo tem.

    Sobre os cortes, deixa eu discordar de você, um corte de 70 bi em cima de um orçamento feito com uma previsão de aumento de receitas próxima de 6%, quando a arrecadação esta em queda em relação ao ano passado, não passa de uma fantasia. Que engana quem quer ser engado. Na verdade estão cortando o que não existe.

    Na pratica o contingenciamento esta sendo feito, é observar as obras paradas por todos os locais. E é muito maior que isto.

    • prudenteeinformado disse:

      Positivamente, a nossa BLACK FRAUDE que se iniciou no comércio já se estendeu pata o nosso mercado imobiliário de usados, e agora chega até o orçamento do desgoverno de d. dilma e do nove dedos. Consequências de uma tática de Países avançados sendo utilizada por nanicos mentecaptos

  7. Aldori Luiz Zulian disse:

    Gente é um erro atras do outro, não tem cabimento, FORA DILLMA e PTRALHADA enquanto é possível, ACORDA BRASIL.

  8. César disse:

    Quem atira no próprio pé quando fala, não é o Ministro da Fazenda Joaquim Levy. Quem atira no próprio pé ao não apoiar o ajuste fiscal, é o governo da Presidente da República Dilma Rousseff e o PT. A Presidente e o PT, precisam muito mais do Ministro da Fazenda Joaquim Levy, do que o Ministro Levy deles. Se o ajuste der errado, a Presidente da República Dilma Rousseff e o PT estarão encrencados. Perderão toda a credibilidade que lhes resta. Credibilidade esta, que está depositada na figura do Ministro da Fazenda Joaquim Levy. Sem o Ministro Levy, sem credibilidade! Um ajuste fiscal feito pela metade como está sendo feito agora, tem muita chance de estender a recessão e o desemprego no país. Os cortes não atingiram o nível mínimo desejado pelo Ministro e comprometem os resultados. O objetivo é atingir a meta do superávit primário. Sem atingir o superávit primário o governo vai perder a chance de sinalizar aos investidores, que o Brasil tem compromissos sólidos com o ajuste fiscal e com a solidez das contas públicas.

    • Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

      Sábias palavras ! Eu acrescentaria ainda que, sem um corte radical de ministérios pífios, inúteis e espúrios; nenhum ajuste vai prosperar. São apenas fogos de artifício para desviar a atenção da criminalidade no alto e baixo escalão da república.

  9. Santos disse:

    Achar que a presidenta vai parar de cometer erros ou nossos políticos vão ter ética é acreditar em Papai Noel. A dúvida é o que vai acabar antes: eles ou o país.

  10. Marco Túlio Castro disse:

    Esse governo nosferatu está é uma piada! Uma não tem ação, um vaz beicinho e diz que vai embora, um sapo de fora conversa pelos cotovelos e leva para aprender. Não podem mais ir a restaurantes.
    Acho que vou abrir um lucrativo negócio de disfarces na porta dos ministérios e do planalto. A “presidenta” vai ficar bacana de bigode.
    Esse governo é um “Freak Show”

  11. O autoritarismo e arrogância da presidente chega à infantilidade, e pior, à irresponsabilidade. Pessoa desprovida de qualquer autocrítica, nenhum comprometimento com o país, e todo empenho em manter no poder um partido que não tem a mínima competência para administrar. Quando toma a decisão correta de trazer um técnico, não filiado ao PT, para conduzir a economia, não se aguenta por muito tempo e começa a ingerir naquilo que menos entende.

  12. Jose Maria disse:

    Vem Dilma, mentir. Vem!

  13. Hermes Costa disse:

    Até hoje não entendi porque a Presidente não aumentou o redesconto nos bancos, em vez de optar pela alta dos juros. Não faz sentido. E o aumento da Cofins do setor financeiro deveroa vir com aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos, que foi astronômico, justamente porque a taxa de juros está fora da realidade. Combater a inflação? Aumenta o redesconto, uai.

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