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Política
17-08-2016, 9h13

Dilma prefere responder a Teori do que a Moro

Abertura de inquérito no STF seria melhor, avaliam auxiliares da presidente
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

A uma semana do início da votação final do impeachment no Senado, a abertura de um inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar Dilma Rousseff é uma notícia negativa para a presidente afastada.

Mas o jogo no Senado não será alterado por essa decisão do ministro Teori Zavascki, que autorizou investigação contra Dilma, o ex-presidente Lula, os ex-ministros José Eduardo Cardozo e Aloizio Mercadante e os ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Francisco Falcão e Marcelo Navarro. Falcão presidente o STJ.

Pessoas próximas à presidente acharam melhor que Teori Zavascki determinasse a abertura de inquérito, algo que seria mesmo inevitável, enquanto Dilma ainda tem foro privilegiado. A reação da assessoria foi considerar o inquérito “importante para elucidar os fatos”.

Com a provável aprovação do impeachment, Dilma perderá o foro, mas haverá, como Lula tem feito, uma tentativa de manter o caso dela no Supremo. Pior, imaginam auxiliares de Dilma, seria esse tema ser analisado pela primeira instância da Justiça Federal e cair diretamente nas mãos de Sérgio Moro.

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Documento fraco

A mensagem divulgada ontem por Dilma não deverá ter nenhuma utilidade. Todos os argumentos da carta já foram usados por ela e por seu advogado, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

O documento não tem uma frase de impacto histórico, uma expressão de impacto político. Por exemplo: enquanto ainda estava no governo, Dilma usou uma expressão forte, “moralistas sem moral”, para criticar os que desejavam aprovar o impeachment.

Já a carta de ontem pareceu um documento de quem já entregou os pontos, só restando se apegar à imagem de honestidade pessoal.

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Sem saída fácil

Antes mesmo de a campanha municipal começar, já há queixas generalizadas dos candidatos de dificuldade para obter recursos. Passadas as eleições municipais, deverá haver novo debate sobre a forma de financiamento eleitoral.

Ganharão força dois caminhos: aprofundar ainda mais o financiamento público ou voltar a permitir contribuição de empresas. Há pouca crença de que a contribuição das pessoas físicas seja algo relevante no financiamento, mas será um teste interessante ver quais forças políticas saberão usar melhor esse instrumento.

Financiamento público significa mais dinheiro do contribuinte para a política. O Orçamento deste ano prevê mais de R$ 800 milhões para o fundo partidário. A contribuição das empresas está em xeque na Lava Jato, que descobriu que propinas foram pagas por meio de doações legais. Logo, não haverá saída fácil.

A campanha mais curta deverá fortalecer ainda mais candidatos bastante conhecidos, como comunicadores e celebridades. Também dará mais peso aos candidatos que têm público cativo, como religiosos e postulantes de sindicatos e de movimentos sociais, sejam de direita ou de esquerda.

Por último, a lei favorece os candidatos mais ricos, porque não limita o uso de recursos pessoais numa campanha. Ou seja, as novas regras eleitorais pioraram o que já era ruim.

Em relação ao financiamento das empresas, houve uma proibição do Supremo Tribunal Federal ao interpretar a Constituição. Não será tão fácil ressuscitá-lo, como já vêm defendendo políticos. Mas é bastante provável nova reforma de regras eleitorais após as eleições municipais deste ano.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN’:

Comentários
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  1. Sônia Ribeiro disse:

    Engraçado, né?!!! Quem não deve, não teme….Pra quem tem a consciência limpa, não há que se temer quem quer que seja…O problema dessa classe política brasileira é que não tem um honesto, sem rabo preso! É uma corja que se une para burlar o povo, para corromper! Veremos o legado dessas olimpíadas! O rombo será gigantesco. Vergonha na cara não existe pra essa cúpula marginalizada. Esta Dilma cairá no esquecimento rapidamente. Sabe aquela pessoa, que quando se lembra dela, dá uma sensação ruim? Pois é….será esta Sra. Não deixará nada de bom. Agora o que o povo espera mesmo é a prisão do peixão!!!! Em isto ocorrendo, o Brasil, literalmente, começará a ser passado a limpo! Salve Sergio Moro, que como qualquer reles mortal é feito de erros e acertos, defeitos e qualidades; mas que tem lavado a alma do povo brasileiro!

    • walter disse:

      cara Sonia é isso mesmo; se não devesse nada, porque tanta preocupação…são descarados cara, acreditam que todos são idiotas, é por isso que pagarão caro;sumiram até com a faixa Presidencial do palácio; para quem não sabe, havia um broche, de valor incalculável…nada que ficou em sua “guarda” de valor, permaneceu; esta gente apostou na quantidade de malfeitos; cadeia no final é o caso.Quanto as doações de campanha Kennedy, sacanagem recorrente;uma oportunidade para desvios e falcatruas sempre; devem ser proibidas e pronto.

      • Sebastiao Canabrava disse:

        Walter, por favor, explique a questao do “broche”. O que ocorreu com este broche que nao estou sabendo?

        • walter disse:

          caro sebastião, esta nos noticiários…o fato, que a faixa havia sumido, e como por encanto apareceu; inclusive a joia…muito outros pertences do Palácio sumiram, aliás,desde a gestão lula, talvez você também não saiba…encontraram recentemente, uma fortuna, no porão do banco do brasil; tem peças num deposito; sumiram também, uma adega de vinhos finos…sumiram obras de arte, se não me engano, do aleijadinho…minha sugestão, faça uma pesquisa; posso estar sendo simplista”…

  2. Edi Rocha disse:

    Minha grande preocupação é com os políticos que ficaram. Esses é que continuarão causando grande mal ao país. A maioria dos corruptos continuam numa boa, e com o povo brasileiro apaziguado.

    Quem está de saída só serve pra manchetes de jornais e os futuros livros de história, nada mais.

  3. Mauro disse:

    Dilma Roussef assim como seu mentor-mor, foi contaminada pelo virus “medinhus di Moro”, mas para a infelicidade dela, não há vacina para esse mal.
    Cada vez que a imprensa noticia que tal inquérito, investigação ou indicios foram coletados contra essa camarilha, mais fica evidente o quanto o Brasil foi espoliado e quanto os cargos foram usados para corromper, desviar recursos, enriquecer ilicitamente e favorecer compadrios , apadrinhados e “cumpanheiros”.
    O partido dos “trabalhadores” sabe que com Sérgio Moro, não há embromação, enrolação, meias medidas e alivio de acusaçoes. Moro cumpre a lei não com alguem que quer ser mais real que o rei, mas como um magistrado que não olha nomes, sobrenomes, cargos e influências.
    DVR, LILS e seus companheiros uma hora dessas baterão de frente com Moro e ai o virus será combatido com o unico remédio que precisam: Cadeia!

  4. Mauro disse:

    Enquanto perdurar o sistema politico-partidário de votação proporcional e por legenda, não há que se discutir temas paralelos e secundários como esse de financiamento de campanhas.
    Partidos fortes terão plena condição de arrecadar fundos para suas campanhas de maneira lícita e transparente, diferente de hoje onde partidos sem representação alguma só conseguem existir com formação de alianças espúrias e que só servem para negociatas.
    Sou totalmente favoravel ao voto distrital e que se estude um meio de eleger sómente candidatos com um minimo de votos proporcionais ao numero de votantes em uma eleição.
    Não há de se eleger deputados em função de um numero já bastante defasado de habitantes de cada estado e sim de votantes efetivamente presentes em uma eleição e assim inclusive vários politicos teriam interesse em segurar suas populaçoes em seus estados e para isso teriam obrigatóriamente de proporcionar melhores condiçoes a seus cidadaos, para que os mesmos não migrem pelo pais.

  5. A presidente sempre que é honesta, só que durante seu governo não pareceu ser honesta – por omissão.

  6. Santos disse:

    Um cidadão que foi metade da vida ou mais sindicalista e/ou político, ou seja cobra criada e MUITO peçonhenta, alegar que não viu nada e não sabia de nada na maior roubalheira já vista no país é de uma inocência celestial…e tem quem acredite…
    Já a senhorinha, que se diz a mais honesta, tem muita coisa para explicar, entre elas a compra da ruivinha americana.
    Os demais, incluindo aí os demais partidos, que também paguem pelos seus desvios.
    Quanto as eleições não votarei em ninguém que já tenha sido eleito, em parentes ou indicados dos mesmos, pois nenhum dos que estão aí se provaram merecedores. Pesquisarei e escolherei gente nova, pois pelo menos estarei arriscando acertar, em vez de ter certeza de errar.

  7. Alberto disse:

    Bye,bye “inocenta”,como falou a senadora do PCdoB.

  8. Anafilófio disse:

    Caríssimo, a proibição de doações de pessoa jurídica para os partidos e suas campanhas é medida correta e de tamanha obviedade que me causa espanto sua postura.

    Cada problema é diferente, não se deve esperar que uma solução resolva vários problemas. Empresas não votam, empresas não devem doar, ponto, nada mais escancaradamente básico.

    Se esta proibição vai agravar ou gerar outros vícios nos processos político-eleitorais é outro caso. Para cada caso deve-se criar a solução adequada. O que não se pode é nada fazer porque não se encontra solução única para todos os problemas.

    É caso parecido com a conversa dos petistas, ora, dizem ser perseguidos, mas uma hora a coisa tem que começar, foi com o PT, que continue. Ou soltaremos todos os assassinos porque não se consegue prender todos?

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