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Economia
22-07-2015, 18h23

Dilma desidrata ajuste fiscal e enfraquece Levy

Meta de superávit primário leva tombo de 1,15% para 0,15% do PIB
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Ao derrubar a meta de superávit primário deste ano de 1,1% para apenas 0,15% do PIB (Produto Interno Bruto), o governo Dilma desidrata o ajuste fiscal e enfraquece o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. A meta fiscal de 2015 sofreu um tombo de R$ 66,3 bilhões para R$ 8,7 bilhões.

Sem apoio suficiente do Congresso, que desfigurou parte das medidas de contenção de despesas, e com queda da arrecadação de impostos por causa da recessão, a saída foi admitir que não conseguirá cumprir o prometido.

Essa decisão é contraditória com as afirmações da presidente Dilma Rousseff, que até a semana passada dizia que a meta não seria alterada. No fundo, Dilma não conseguiu fazer o ajuste fiscal e ainda colheu desgaste político. De quebra, Levy sai mais fraco, pois defendia nos bastidores uma redução bem menor do que a decidida pela presidente.

Para o segundo mandato, as metas de superávit primário em relação ao PIB serão as seguintes: 0,7% (2016), 1,3% (2017) e 2,0% (2018).

Com recessão que pode chegar a 2% do PIB em 2015, aumento do desemprego, Congresso que vota bombas fiscais e desdobramentos econômicos da Lava Jato se agravando, o governo se viu obrigado a fazer uma previsão realista de gastos, despesas e arrecadação. Por isso, Levy deu o braço a torcer.

Um aspecto positivo da decisão de hoje: não houve a menor concessão às maquiagens das contas públicas que tanto mal causaram e ainda causam ao país. O desastre econômico do início do segundo mandato de Dilma traz as contas dos graves erros do primeiro governo da petista.

Pelo tom que usou no anúncio da queda do superávit, Levy deixou claro que está longe de pedir o boné, como se especulou à tarde em Brasília. Essa é um boa notícia para o país. É justo reconhecer que o ministro da Fazenda está tentando fazer a parte dele.

*

Uma equipe de ministros irá apresentar, nesta quinta, as justificativas que o governo deu ao TCU (Tribunal de Contas da União) sobre as chamadas “pedaladas fiscais”.

O governo diz que as manobras já foram realizadas por outros presidentes, como Fernando Henrique Cardoso e Lula, além de ser uma prática comum em muitos Estados.

Mas, como a tendência é que o TCU recomende ao Congresso a rejeição das contas de 2014 de Dilma, o governo tenta criar um fato político para convencer deputados e senadores. Por isso, escalou uma equipe numerosa para tratar das “pedaladas”

Uma eventual rejeição do Congresso poderia dar embasamento jurídico a um eventual pedido de impeachment.

O governo tenta sair das cordas, mas não está fácil

*

Confira os temas do “SBT Brasil” desta quarta:

Comentários
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  1. Paulo Henrique disse:

    Como as coisas mudam, nos tempos de FHC a saúde, a segurança, a educação, a distribuição de renda, a produção industrial, a economia em geral tudo era pior mas para a mídia FHC não tinha culpa de nada agora em tempos de Dilma a presidenta é culpada de tudo, os governadores não tem culpa se a saude, a segurança e a educação em seus estados vai mal, os prefeitos tb não tem culpa e os deputados e senadores, esses então podem não aprovar as leis que o país precisa, viajar pra venezuela sabe-se lá pra que e ainda assim não serão culpados de nada

    • Decio Ribeiro disse:

      Paulo Henrique, tenho a mesma impressão que a sua! Querem derrubar a presidente, como se ela e o PT fossem a causa e a origem de todo mal no pais, esquecendo-se do atavismo político colonial ainda enraizado no Congresso Nacional. Isto é, isentando o Congresso Nacional disso tudo, com essa desconstrução de imagem da presidente; e a sabotagem hoje no Congresso. Cadê a chancela dos 594 parlamentares numa crise como a que vivemos? Não fiscalizaram quando devia? Cadê a reforma política que tire o foro privilegiado de parlamentares? Cadê
      a nomeação de ministro do supremo, sem passar pelo crivo de parlamentares? Onde está a independência dos poderes? O país não se pode permitir retroceder com velha política de má intenção e reputação um derrubar um governo legitimamente eleito pela maioria. E ainda tem aloprado defendendo o parlamentarismo, segundos suas mesquinhas convicções.

    • GILMAR FERNANDES disse:

      Concordo plenamente com vc Oscar, dificilmente acha alguem pra fazer uma critica construtiva.
      pelo contrario, a maioria sabem fazer criticas sobre o atual governo, como se ele fosse culpado de tudo que acontecem, e se esquecem que esses problemas vem de muito antes.

    • josé maria disse:

      verdade!

    • César disse:

      Paulo Henrique dos 7,7%.De qual FHC você está falando? Daquele que o PT sabotou o governo votando contra tudo? E até mesmo contra o Real? De qual mídia você está falando? Da que o PT tentou censurar para não poder mostrar a corrupção dentro dos governos petistas? De qual Dilma você está falando? Da que assinou a compra da refinaria de Pasadena “sem ler”? Que deu um prejuízo enorme a Petrobrás e ao país?

    • walter disse:

      É caro Paulo Henrique, tudo é conveniente, vc tem razão…
      Caro Kennedy, não há concessão para as maquiagens, e nem pode…não há mais espaço para blefes, a verdade nua e crua; na época de outros governos, inclusive do lula, haviam compromissos, com as promessas, e planos econômicos…COM A DILMA, TUDO NÃO PASSA DE UMA MENTIRA BEM CONTADA…O LEVY VAI LEVAR UM CALOTE…NÃO IMPLEMENTARÁ NEM UM PLANO COM SEGURANÇA.
      Quem defende este governo, não tem carinho com o nosso País; “NUNCA ANTES”, ESTA MULHER, NÃO HONRA A SUA CONDIÇÃO; CONDENOU AS OUTRAS MULHERES BRASILEIRAS, AO OSTRACISMO SOCIAL…

    • Marco Túlio Castro disse:

      Você nasceu quando ? Porque eu já tinha alguns aninhos quando o FHC assusmiu e o que havia antes dele era hiperinflação. O FHC salvou o Brasil e colocou o país em condições de ser ser governado e de avançar. Dilma é uma presidente fraca, sem competência e sob suspeita além de deter uma aprovação record, 7% e ainda vai cair (a aprovaçao e ela também).
      Portanto, vai estudar história. Mas não estuda nos livros do PT não, espera pela revisão porque aquilo lá foi escrito por autores suspeitos.

  2. Oscar Landgraf disse:

    Levy, não vai dar certo neste governo. Sai antes que a Dilma leve seu nome para o brejo.

  3. Mary disse:

    Verdade o bode expiatório e o governo Dilma e todo o Pt , ninguém vê a inclusão social dos últimos anos, o desenvolvimento em muitos setores, o intercâmbio cultural que este ano teve um crescimento de 25% devido, jovens q saem do Brasil para apresentar projetos de robótica e outrs coisas mais.

    • César disse:

      O bode expiatório será e está sendo todo o povo brasileiro. Que vai perder o emprego, conviver com a inflação alta e pagar a conta da corrupção e da incompetência deste governo.

    • JOAO LEITE disse:

      Verdade Mary! Os derrotados, como sempre, querem subir ao poder por meio de mais um golpe.E vamos ter como primeiro ministro, como outrora foi o avô, o candidato que não conseguiu o número de voto necessário para usar a faixa presidencial. Mas os políticos estão com medo, haja vista a listagem de corruptos que só tende a crescer. Vão descobri corrupção do tempo de Cabral. O Brasil está sendo passado a limpo, doa a quem doer!

  4. Todos os economistas e analistas de mercado realistas e com bom senso sabem que o ajuste fiscal no Brasil é inevitável. Assim, sugiro a leitura do artigo “O ajuste inevitável” escrito por três sérios e competentes economistas: Mansueto Almeida Jr, Samuel Pessoa e Marcos Lisboa. Este artigo esta disponibilizado na internet. Obs: Mansueto é um economista especializado em contas públicas.

  5. Edmir disse:

    Pode ser que eu não entenda nada de muita coisa, mas a impressão que eu tive desse tão falado “ajuste fiscal” é simplesmente ele não existe. Só vejo falarem em aumento de impostos e cortes de investimentos (acho que saúde, educação, segurança e incentivo ao emprego é investimento e não despesa) e NADA, absolutamente NADA de cortes de despesas.
    Ninguém fala em em programas para o aumento da eficiência da administração em nenhum nível.
    Ninguém fala em redução drástica do número de ministério que se utiliza de um imenso contingente de “funcionários” cujo resultado do trabalho é um imenso e retumbante NADA !}
    Desculpem-me, mas ajuste fiscal às custas de investimentos, é condenar o futuro ao NADA, é condenar as gerações futuras à marginalidade num contexto mundial cada vez mais exigente. É roubar dos nossos filhos a possibilidade de um futuro com pelo menos alguma esperança.

  6. César disse:

    O ajuste fiscal já era! Perderemos o grau de investimento! Parabéns aos apoiadores do desgoverno Dilma!

  7. Alberto disse:

    Sigmund Freud explica e a neurociência complementa,o culpado é sempre o bem antes e nunca do antes e do durante.

  8. Elaine disse:

    Para falar de economia, precisa ser economista, certo? Vejo muitos jornalistas falando de economia sem ter a noção exata do que é o funcionamento de uma economia.
    Tudo agora é culpa da Dilma, se não chove a culpa é da Dilma, se o mundo não importa a culpa é da Dilma, se houve corrupção na Petrobrás a culpa é da Dilma, se o país está em recessão a culpa é da Dilma.
    No primeiro mandato do governo, os preços de gasolina e energia foram reprisados e todo mundo adorou, as empresas estavam recebendo subsídios e os empresários adoraram.
    Acontece que o Governo não obteve o resultado esperado, então deve-se mudar a política econômica, ou não?
    Acorda Brasil, temos os abutres à espera das nossas riquezas.

  9. Nélson Carlin disse:

    Estou de pleno acordo com o que dizem os que me antecederam, menos 01. Estamos vivendo o melhor momento de nossa História, onde as mentiras não se aninham mais por debaixo do tapete a beneficiar os charlatães de nossa História que governaram até 2002, com raras exceções naturalmente. A Média escrita e falada subserviente do Grande Capital é que fazia e faz ainda em parte a cabeça dos “bem informados” de FHC. Mas isso já caminha irremediavelmente para serem coisas do passado, graças ao Tempo que faz valer sempre o velho dito popular: águas passadas não tocam monjolo. Com Dilma ou sem Dilma, com Lula ou sem Lula, os velhos tempos estão sendo proscritos neste país e ninguém mais entra em barco furado. Idiotas e gente de vida fácil sempre existirão a defenderem o passado, mas jamais sobrepujarão a voz dos que ganham honestamente o pão de cada dia com o suor de seu rosto. Os meios eletrônicos de comunicação de que dispomos hoje, cada vez mais acessível a todos graças a este governo, não permitirão que a “Grande Mídia” continue dando as cartas neste País.

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2019-06-25 22:55:01