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Política
23-03-2015, 9h20

Dilma vive fase de “parlamentarismo branco” peemedebista

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Postado por: Daniela Martins

A presidente Dilma Rousseff deveria entender que já vive uma situação de parlamentarismo branco. O Poder Executivo perdeu força na comparação com o Poder Legislativo.

Depois de ser reeleita, estava claro que Dilma Rousseff seria uma presidente mais fraca no segundo mandato devido a dificuldades na economia e na política. Mas erros na montagem do ministério e o plano fracassado de tentar derrotar Eduardo Cunha na disputa pela presidência da Câmara a enfraqueceram ainda mais.

Passadas as eleições para as presidências da Câmara e do Senado, que aconteceram em 1º de fevereiro, havia uma avaliação no governo de que aquele momento seria o fundo do poço. No entanto, em 50 dias, a situação piorou muito.

A presidente da República se enfraqueceu a ponto de o presidente da Câmara anunciar publicamente a demissão de um ministro de Estado antes do Palácio do Planalto. Foi o que aconteceu na semana passada no episódio de saída de Cid Gomes da pasta da Educação.

Ficou claramente simbolizado ali que o eixo de poder em Brasília se inclinara do Executivo para o Legislativo. Estamos vivendo uma fase, que pode ser passageira ou durar todo o segundo mandato de Dilma, na qual há um parlamentarismo branco com cores peemedebistas.

No Brasil, mesmo enfraquecida, a caneta presidencial ainda tem muita tinta. Tem muito poder. Mas, se a presidente continuar a cometer erros políticos, a tendência é ir esvaziando mais rapidamente essa tinta.

Nesse sentido, parece mais um equívoco a presidente querer fazer a negociação do ajuste fiscal antes de realizar uma reforma ministerial, como ela disse na sexta-feira passada em Porto Alegre. Está claro que o atual ministério não tem a confiança do Parlamento.

Do jeito que está montado, o ministério de Dilma cria dificuldade para o Executivo aprovar projetos no Legislativo. A saída é realizar a reforma ministerial, ou as alterações pontuais, como disse a presidente, de modo a facilitar a aprovação do ajuste fiscal.

As manifestações de 15 de março assustaram o PT, que parou de criar complicações para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Agora, a presidente precisa fazer uma reforma que recomponha, de alguma maneira, parte da relação com quem manda no PMDB. E deveria fazer isso rapidamente, porque há manifestações previstas para 12 e 21 de abril.

Em 20 dias, poderá haver novos protestos com multidões na rua. Seria melhor fazer a reforma ministerial e negociar o ajuste fiscal e a sua aprovação antes dessa data. A presidente poderia, então, se dedicar a novos assuntos, como mais um pacote de concessões à iniciativa privada ou ver o que pode tirar de positivo dessa forte desvalorização do real do ponto de vista das exportações.

O governo precisa dar respostas rápidas, até para poder mudar a pauta do debate de público. Nos próximos dias, deverá continuar a receber notícias negativas na economia, como aumento do desemprego e a confirmação de eventual recessão.

Se Dilma não parar de errar, fortalecerá esse parlamentarismo branco, porque o Congresso vai aprovar o que quiser, como quiser.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. eduardo disse:

    Se as pessoas na rua andam tão desesperadas por verem o país apresentar uma economia pífia e corrupção crescente, a ponto de pedirem até uma nova intervenção militar, torna-se claro para estas pessoas o PMDB é melhor que o PT, apesar de ser também extremamente fisiológico.

    • walter disse:

      FATO CARO EDUARDO E KENNEDY;
      O LAMAÇAL é tão grande, explica o porque da presidenta em pronunciamento falar uma serie de impropérios, ninguém entende nada; nem seus assessores compreende, “eles escrevem certo, e ela por linha tortas”; ela pede socorro em código morse; EUREKA”””
      Ninguém pode ser entender, como um político, consegue ser tão inexpressivo; ela faz questão, de não dizer NADA ÚTIL…
      Se os comentários forem verdade, que as investigações, só estão encostando no “casco”; estaremos em apuros, com a LENTIDÃO E BUROCRACIAS, QUE NOSSAS LEIS PERMITEM…

  2. D.L.C Alamo disse:

    Talvez seja oportuno discutir o pluripartidarismo. São tantas legendas de aluguel, tantos partidos com siglas parecidas e sem significado, que fica difícil ao eleitor identificar realmente quem é governo e quem é oposição. Me sentiria melhor num cenário mais restrito, mais claro, onde pudesse avaliar as correntes ideológicas dos partidos de maneira mais racional e poder observar os resultados dessa política na vida do país. Dessa forma, não só poderia direcionar meu voto com responsabilidade, como também me sentiria corresponsável por sucessos e fracassos de quem apoiei…

  3. É preciso afastar o ideólogo oficial do regime: Marco Aurélio Garcia . Sem essa contaminação sindical e patrulheira é possível começar a encolher o tamanho do Estado (40 ministérios …)

    • LUIZ - SOROCABA disse:

      Tinhorão. Palavras sábias as suas. Sem a neutralização das atividades governamentais desse provecto senhor, com certeza cada vez mais estaremos indo morro abaixo. As providências correlatas de imediatamente reduzir o numero de ministérios e isolar a influência sindicalista no governo são emergenciais e necessárias à restauração de alguma confiança, eu disse alguma, da população nesse governo.

  4. Marcelo disse:

    Salve-se quem puder…

  5. samuel santos disse:

    vejo que o PARLAMENTARISMO é a luz no fim do túnel.

  6. Anafilófio disse:

    Perdão caríssimo, concordo com sua análise mas me permito a sugestão: porque não se muda o título da seção para “Presidente Dilma”, ou “Como Vai o PT”? Ou comente política, que como sabemos é assunto muito mais amplo do que isso, embora a situação atual permita o exagero. Apenas não exagere no exagero. Cordialmente.

  7. Marco Túlio Castro disse:

    Dilma deveria mostrar alguma dignidade e renunciar. O Brasil não aguenta mais 4 anos de Dilma. Vai ser melhor para todos, ela não governa mais.

    Os brasileiros votaram errado quando tiveram a chance que mudar para parlamentarismo que é uma forma de governo infinitamente melhor. Moro em um país parlamentarista e sei disto por experiência própria. Não pretendo nunca mais morar em qualquer país onde a forma de governo seja presidencialista.

  8. Renato disse:

    O Parlamentarismo branco, da forma como está ocorrendo é perigosíssimo. Primeiro, porque o Parlamentarismo em si possui mecanismos para superação de crises, coisa que esse arremedo que aqui ocorre não tem. Ou seja, o Congresso vai tomar decisões pelas quais não se responsabilizará depois. E, em segundo lugar, lembrar que o PMDB foi o partido da hiperinflação (assim como o PT foi partido contra o Plano Real).

  9. antonio barbosa disse:

    Parlamento branco??? Ora, ora. A única coisa branca no parlamento é a faixa branca e as estrelas na bandeira brasileira. Do resto tudo neste Congresso é negro e vermelho. Negro pelos corruptos ainda em cargos legislativos e vermelho pelos comunistas que ai legislam. A culpa é do Murphy. Quem mandou ele dizer que aquilo que está ruim pode piorar. E sinceramente acredito que vai piorar muito antes que haja uma ação efetiva para recolocar o país nos eixos. Se nada de novo surgir, ainda sou da opinião de que o melhor seria Dilma renunciar, mas isto só se houver uma pressão muito forte da sociedade como um todo, não votantes e votantes desta pobre alma atormentada.

  10. levemente disse:

    Dilma cresceu os olhos por ter ganho a eleição. Pelo visto, passou a se sentir cacifada. E passou a comer mais com os olhos do que com a boca. Resultado: um desastre construído em termos de relacionamento com o congresso. Não se brinca com raposas do naipe de um Eduardo Cunha ou de um Renan Calheiros. Resta muito claro, agora, o porquê de Lula sempre ter sido tão lhano com pessoas desse calibre! Vivendo e aprendendo… E o povo das ruas acreditando, ainda, em salvador da pátria. Os buracos são mais embaixo, em cima e no meio! Muitos e muitos poréns estão na mesa de quem governa o país.

  11. César disse:

    Na política, nada como um dia após o outro. Ontem a favor, hoje contra. Ontem a favor dos direitos trabalhistas… Hoje contra. Ontem contra os banqueiros… Hoje a favor. Ontem a política econômica da direita… Hoje a do PT. Ontem aliados políticos e a base do governo…Hoje uma pedra no sapato e o pior inimigo. O preço a pagar por tantos erros e pelo autoritarismo e soberba de uma pessoa centralizadora que se achava dona do poder e de um partido que pretendia ser dono do estado. Também na política, menos pode ser mais, e saber compor e dialogar é sábio e é feito por grandes estadistas. Para ter maioria no horário político e enfraquecer o PMDB o PT se uniu a muitos partidos e prometeu dividir cargos e ministérios, pensando que assim, enfraqueceria o PMDB, o tiro saiu pela culatra. Se enganou e paga o preço da traição. Está tão enfraquecido este governo, que o PMDB governa sem sentar na cadeira mais alta.

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