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Geral
08-10-2019, 20h03

Disciplina é diferente de tortura, ministro Moro

MPF investiga casos chocantes em presídios no Pará
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

É completamente inadequada a reação do ministro da Justiça, Sergio Moro, às acusações de tortura em presídios do Pará sob administração federal temporária.

De imediato, o ministro desmereceu a ação pedida por 17 de 28 procuradores da República do Pará com denúncias de torturas nos presídios do Estado sob cuidados federais. Houve pedido de afastamento do agente penitenciário federal Maycon Cesar Rottava do comando da força-tarefa que cuida dessas prisões. O juiz aceitou e o afastou de forma cautelar (até apuração final dos fatos).

O ministro da Justiça deveria ser mais cuidadoso e pedir a apuração e punição de eventuais abusos. É chocante a reportagem do Vinicius Sassine, do jornal “O Globo”, que revelou as acusações de tortura. Trata-se de um retrato da barbárie brasileira. É um horror.

O relato diz que havia, sim, torturas pontuais em presídios do Estado, o que já é inadmissível. Mas a intervenção federal as tornou uma prática generalizada, afirmam procuradores da República. Servidores estaduais dizem que não conseguem dormir por conta dos gritos. Um trecho dos relatos: “Parece que fizeram uma seleção de psicopatas e deram o direito a eles de se regozijarem nos presos”.

Mulheres e homens foram torturados barbaramente. Leiam a reportagem e tirem suas conclusões.

Mais uma vez, Moro agiu como se fosse o antigo juiz federal. “Acho que as bases que levaram à propositura desta ação não estão corretas. Tenho absoluta crença de que, assim que os fatos forem totalmente esclarecidos, esta questão vai ser resolvida. A intervenção levou disciplina para dentro dos presídios”, declarou.

Ora, disciplina é diferente de tortura, ministro Moro. Tortura é barbárie. O ministro da Justiça de uma democracia deveria ser o primeiro a saber a diferença e a querer apurar e punir eventuais abusos.

*

Impacto turístico

As manchas de óleo que têm atingido praias do Nordeste causam preocupação a autoridades e empresários com eventual impacto negativo sobre o turismo na região. A marca Brasil, já bastante desgastada no exterior por erros de Bolsonaro nas políticas externa e ambiental, pode ser ainda mais prejudicada. O turismo doméstico também pode ser afetado.

Ouça o comentário no áudio abaixo:

Comentários
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  1. […] Fonte: Disciplina é diferente de tortura, ministro Moro […]

    • walter nobre disse:

      Caro Kennedy, deveria ser de inteira responsabilidade a condução da segurança de cada estado ao Governador, no caso o filho do Jader Barbalho, não há como um Ministro da justiça esta a par de cada problema em 23 estados; pode sim, enviar forças federais, para agregar poder, as atitude são administrativas…quanto a torturas, devem ter punições exemplares da justiça, não cabe a qualquer ministro definir punições; deve se ter cuidado para não exorbitar das funções, previstas em Lei ao gestor federal…Qusanto a mancha de Oleo nas praias brasileiras, devem ser detectadas, tudo indica que há terceiras intenções, de quem as contaminou; seja lá quem for, deve ser denunciado como bandido internacional na interpol; tudo o que não presta tem acontecido por aqui, devemos acreditar na justiça, contra tal terrorismo.

  2. O ministro e o presidente da republica, acham que a tortura, irá transformar os presos em pessoas de bem. Se esta prática desse resultado, já não teriamos mais bandidos neste pais.
    O que devemos ter neste pais é educação. Somente a educação de nossas crianças, poderá mudar nossa realidade.
    Mas enquanto isto, o ministro da educação está preocupado com os servidores do PT, que ganharam na loteria.

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2019-10-23 04:17:29