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Política
01-01-2019, 9h45

Discursos de posse mostrarão se Bolsonaro descerá do palanque

Presidente de extrema-direita falará no Congresso e no Planalto
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Nos discursos de posse, presidentes expõem as prioridades de seus governos.

Em 1995, Fernando Henrique Cardoso registrava que, além do combate à inflação já em curso, era preciso avançar na questão da justiça social.

Em 2003, Lula afirmou que, se todo brasileiro tomasse café da manhã, almoçasse e jantasse, ele teria cumprido a missão da sua vida. O combate à fome e a inclusão social foram as principais metas de sua administração.

Em 2011, Dilma Rousseff prometeu continuar a obra do antecessor. Temer não tomou posse, mas fez o discurso de que recolocaria a economia nos trilhos quando assumiu a Presidência durante o processo de impeachment de Dilma _um golpe parlamentar que está nas raízes da atual ruína política do Brasil.

Bolsonaro terá neste 1º de janeiro a oportunidade de deixar claro qual rumo dará ao país. Desde a vitória até ontem, o presidente eleito continuou a vestir o figurino de candidato. De agora em diante, terá a responsabilidade real de dirigir um país.

De extrema-direita, o novo presidente não mostrou durante o processo de transição qual será a sua real estratégia econômica. Tampouco está clara a estratégia política para se relacionar com o Congresso. Ele tem preferido alimentar nas redes sociais fantasmas contra um suposto marxismo nas universidades, contra uma ameaça comunista, contra a volta do PT etc. De concreto, prometeu um decreto para afrouxar as regras de posse de arma.

O Brasil é conservador, mas não é de extrema-direita. Uma fração do eleitorado pensa assim. Bolsonaro fará dois discursos. Um no Congresso, que é o mais importante, aquele que elenca as prioridades do governo. Outro no parlatório do Palácio do Planalto, no qual o presidente se dirige aos seus apoiadores.

No passado recente, os presidentes FHC, Lula e Dilma disseram em seus discursos que governariam para o conjunto da população. Lula afirmou que daria prioridade aos mais pobres, mas disse que administraria o país levando em conta os interesses de todos.

Bolsonaro terá hoje a oportunidade de descer do palanque.

Se levarmos em conta o exemplo de Donald Trump, essa possibilidade parece pequena.

*

Feliz 2019

O fim da improvisada intervenção federal o Rio, a armadilha para presidentes nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado, o interesse público numa delação de Sérgio Cabral que leve a Lava Jato a investigar o Judiciário e a absurda medida para afrouxar o controle de armas no Brasil foram temas do “Jornal da CBN – 2ª Edição” de ontem. Ouçam abaixo:

Comentários
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  1. […] não desceu do palanque nos dois discursos de hoje. No primeiro, na posse oficial no Congresso, falou em combater a “ideologia de […]

    • walter disse:

      Caro Kennedy, todos os presidentes anteriores, deixaram a desejar, mantendo os velhos costumes, e incentivando, o toma lá da cá…enumerar as deficiências, de cada um, não é necessario, já que os fatos retóricos, respondem com clareza, a bancarrota herdada, pelo Novo governo…tudo deveria ser diferente, se tivéssemos um País equilibrado, sem impeachment, com antecessores sólidos, na condução das promessas não cumpridas…o Collor quando foi deposto, por uma Fiat Elba, deveria ter sido exemplo, caso as Leis naquele momento, fosse ajustadas, mas isto não ocorreu; FHC, falhou por ganância e arrogância, permitindo se, um segundo mandato…todos votaram na contrariedade, apostando num governo, que prometia mudar tudo, melhorando a vida dos mais humildes, o que não aconteceu, mesmo com os programas sócias, implantados, não conseguiu; elegeu a dilma, com retórica de espantar qualquer País no mundo; desclassificar o Bolsonaro, não tem sentido, foi construído por todos os antecessores…

  2. […] Bolsonaro não desceu do palanque nos dois discursos de hoje. No primeiro, na posse oficial no Congresso, falou em combater a “ideologia de gênero”, responsabilizou “inimigos da pátria” pelo atentado que sofreu na eleição, defendeu maior liberdade para posse de armas e repetiu bordões de campanha. No segundo discurso, no parlatório do Palácio do Planalto, adotou tom agressivo, afirmando que implementaria a agenda aprovada pela maioria na eleição. […]

  3. J K disse:

    Pertinente, Walter. De fato, o povo votou mais por vingança que por renovação. Fosse isso, o NOVO ganharia em todos os lugares. Aparentemente, está mudando o modo de operar a máquina mas a realidade ainda vai enquadrar muita coisa no gov b17

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