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Geral
11-01-2019, 21h59

Documentário da BBC mostra Brasil em transe

Crise de 2013 a 2018 é retratada em 3 capítulos
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Kennedy Alencar
São Paulo

A BBC World News exibe a partir desta noite um documentário que mostra um Brasil em transe. Chamado “What Happened to Brazil… (“O Que Aconteceu Com o Brasil…”), o documentário tem três episódios: “The Dream Dies (“O Fim do Sonho”), “Carwash and ‘the coup’”(A Lava Jato e “o golpe”) e “Divided Nation” (“Nação Dividida”).

No Brasil, o primeiro capítulo pode ser visto à meia-noite e meia desta noite, virada de sexta para sábado, nos seguintes canais pagos que transmitem a BBC World News: 202 da NET, 172 da Sky e 410 (satélite) e 62 (cabo) da Vivo TV. Na internet, o link https://www.bbc.co.uk/programmes/n3ct5frg.

O documentário cobre o período que vai de junho de 2013, quando começaram grandes manifestações de rua no Brasil, até a eleição e posse de Jair Bolsonaro. Aborda as chamadas jornadas de junho e julho de 2013, a eleição presidencial de 2014, o processo de impeachment, todo o tempo da Operação Lava Jato até a ida de Sergio Moro para o Ministério da Justiça, a greve dos caminhoneiros, o assassinato de Marielle Franco, a intervenção militar no Rio de Janeiro, o governo Temer, a prisão de Lula, as fake news que dominaram as eleições e a vitória de Bolsonaro.

Foram entrevistados quatro ex-presidentes: Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma e Temer. Lula respondeu por carta, porque o documentário não obteve autorização da Justiça para entrevistá-lo em Curitiba. O pedido foi feito depois da eleição, negado pela juíza de primeira instância e encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que ainda não se manifestou.

Personagens centrais, o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF na época do impeachment, e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot também concederam entrevistas. Foram ouvidos ainda cidadãos que viveram a crise dos últimos cinco anos. Bolsonaro e Moro foram convidados a dar entrevistas, mas recusaram. Moro respondeu por escrito à carta de Lula.

O documentário da BBC World News foi produzido pela K.doc, empresa de audiovisual deste jornalista. A RedeTV! participou como casa produtora e cedeu imagens de arquivos.

A série tem supervisão editorial da BBC. Fiz a reportagem, as entrevistas e atuei como produtor executivo. A jornalista Daniela Martins cuidou da direção de produção. No time inglês, o produtor da série é John Thynne. O produtor executivo é Dan Kelly. Ambos da BBC.

O roteiro original é meu e de Daniela Martins. O roteiro final foi feito a quatro mãos: Dan Kelly, Daniela Martins, John Thynne e este jornalista. Américo Martins, diretor da BBC para as Américas e a Europa, foi o responsável pela parceria entre a K.doc e a BBC World News.

O documentário é um convite para o público brasileiro refletir sobre os acontecimentos recentes da história do país, que radicalizaram a opinião pública e nos trouxeram até o momento atual. O Brasil despontou no cenário mundial como uma potência e tudo se esfacelou em menos de uma década. No exterior, muita gente não entendeu nada. O país perdeu a sua relevância para o resto do mundo e ficou prisioneiro de um enredo interno de crise econômica e instabilidade política. Compreender o que aconteceu me parece fundamental para evitar o aprofundamento da crise e um retrocesso civilizatório.

Mais uma vez, seguem, no horário de Brasília, as exibições previstas para o episódio 1: 0h30 deste sábado 12/01, com reprise às 6h30. O episódio 1 será reprisado às 12h30 e 19h30 deste domingo 13/01. Na segunda, 14/01, haverá reprise à 1h30. Na terça, 15/01, exibição às 8h30. Os episódios poderão ser vistos também no BBC i-player. Os canais são: 172 da Sky, 202 da NET e 410 (satélite) e 62 (cabo) da Vivo TV.

Hotsite do documentário: https://www.bbc.co.uk/programmes/n3ct5frg

Comentários
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  1. Ricardo Urizzi Carvalho disse:

    Caro Kennedy, boa noite. Devo aproveitar o agradecimento da dica e expressar a minha admiração pelo seu trabalho. Sendo alguém do espectro da esquerda, o considero o melhor jornalista político do nosso país. Sua isenção, sua razoabilidade e o humanismo liberal, republicano e social, que geralmente estão presentes em suas análises, são elementos raríssimos no deserto em que passa o jornalismo brasileiro nesse tempo sombrio.
    Parabéns

    Cordialmente

    Paz e Bem!

    • walter disse:

      Kennedy, concordo com o Ricardo, porem a BBC News, posiciona se como juiz e júri, não permitindo a evolução, de um governo legitimo, como todos a imprensa da esquerda; não vejo citarem a Venezuela como catastrofe, querem tentar desconstruir, um País que vai dar certo, contra tudo e todos; não condeno a critica, quando é isenta…tenho o pé atrás, quando qualquer organismo de comunicação internacional, aumenta ou desvaloriza, nossa jovem democracia, considerando que muitos países, que se confirmam como primeiro mundo, estão se esgotando, sem muito a construir, a favor da continuidade…o Brasil infelizmente, teve péssimos governos, a partir do Sarney, que semeou a desordem; nossos vícios, sempre pelo excesso, não construíram barreiras, para proteger de fatos, nossos ativos…a pilhagem continua, desde o imperio…portanto caro, tem muita história a ser considerada, antes destes comentários prejudicados, que não acrescentam tudo….

  2. jose disse:

    O cheriff não aceitou dar entrevista, mas logo ele que sobrevive pela imprensa. Entrevista dele deve ser combinada, perguntas selecionadas. Ele não é homem para encarar entrevista séria. Pra que o Brasil precisa de tantos militares… deveriam aproveitar essa submissão aos estados unidos e mandá-los para uma base militar norte-americana no Oriente bem longe daqui pra aliviar o erário pra pagar médicos, professores, fazer saneamento básico… não faz guerra, não tema atrito com ninguém, então, não justifica esse contingente absurdo nos gabinetes, comissões… toda essa gente é pra agir contra a sociedade que lhes paga o soldo…por que as fronteiras estão abertas e querem culpar os índios, é mole…

  3. Francisco Hélio Pires da Silva disse:

    Olá caro Kennedy Alencar!
    Estou super animado pra ver todos os episódios desse documentário que tenho certeza que fará sucesso não só pela ótima iniciativa de explicar tudo o que aconteceu nos últimos anos aqui no Brasil, mas, também, pelo fato de ser você um dos responsáveis por esse projeto. Existem pouquíssimas fontes de informação segura e você sem dúvida é uma delas. Sua credibilidade me permite avaliar também de forma diferente do que tenho visto por aí. Desde já parabéns e obrigado por nos dar essa oportunidade de reavaliar tudo o que aconteceu nesse período de 2013 a 2018.
    Cordialmente, Hélio Pires de Fortaleza, Ce.

  4. “What Happened to Brazil… (“O Que Aconteceu Com o Brasil…”) : “FOI INSTITUCIONALIZADA, OFICIOSAMENTE, A CORRUPÇÃO NO BRASIL”! disse:

    Num documentário sobre o Brasil eu iniciaria do “Lula líder sindical” falando ao grande jornalista Helio Ribeiro, na rádio Bandeirantes: “Eu jamais serei político”. Exaltaria seu tenaz combate ao corrupto da época, Paulo Maluf. Lembraria do terror que causava aos latifundiários, banqueiros, grandes comerciantes, quando pregava a “reforma agrária, combate aos especuladores financeiros (banqueiros principalmente), direitos dos trabalhadores etc. Que, no poder, “agrupou” vários planos sociais existentes no “bolsa família”, seu cabo eleitoral durante quase 20 anos ( pregavam que, sem o PT no poder, seria o fim do bolsa família). Finalmente que não combateu os corruptos que o antecederam em governos anteriores, como sempre prometera, preferindo aliar-se a eles, institucionalizando a corrupção no país, protagonizando os maiores escândalos de corrupção do mundo. Eu terminaria com um “Viva a Lava Jato, doa a quem doer”!

  5. Natália Gehringer Passos disse:

    Só de você ter conseguido entrevistar o Lula, nas condições limitadas em que ele se encontra e de uma maneira “disfarçada” pois ele está proibido de dar entrevistas, tem o meu total respeito. Parabéns!

  6. jose disse:

    “A justiça será feita”, com Cesaris Bastittis, na Itália. E aqui, quando a justiça será feita com o Queiroz e seus sócios? Com quem praticou caixa 2, que agora, depois do perdão, querem troná-lo crime mais sério. Tenho a impressão de que a hipocrisia tomou o lugar da vergonha e da seriedade nestes últimos tempos. O que vale é poder para os amigos e cadeia para os adeversários. A lei é como política que, por sua vez, parece nuvem: “muda de acordo com o vento, a nuvem, porque a política e alei mudam de acordo com que é o paciente.

  7. Fabio disse:

    Seria o documentário mostrando o Brasil de volta ao seculo XVII.

  8. Gustavo disse:

    Kennedy, não consigo assistir em nenhum lugar, e no link que vc enviou não é possível reproduzir no Brasil…

  9. Daniel da Costa Francez disse:

    Excelente trabalho! Retrata com grande riqueza e poesia uma importante passagem da nossa história! Em meio a turbulência política, como a extrema direita chega ao poder no Brasil e interrompe mais de 20 anos de democracia e avanços econômicos, sociais e ambientais. Isto coloca a necessidade da união do campo democrático para recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento sustentável.

  10. Agnes Viana de Souza Vasco disse:

    Olá Kennedy
    Sou admiradora do seu trabalho, escuto seus cometários pela CBN, e a cada dia vejo o jornalista incrível que você é. Parabéns pelo trabalho. É necessário repensar nosso país, pensando em todos os Brasileiros, não é possível não se sensibilizar com as desigualdades do nosso país.

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2019-03-23 18:03:04