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Política
03-06-2019, 20h30

Doria quer repetir em 2022 estratégia de FHC em 1994

Tucana busca aliança com DEM e distância de Bolsonaro
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Kennedy Alencar
São Paulo

O PSDB está se afastando de Jair Bolsonaro para tentar viabilizar a candidatura presidencial do governador de São Paulo, João Doria. O plano é tentar repetir em 2022 a estratégia vitoriosa de Fernando Henrique Cardoso em 1994.

Naquele ano, FHC fez uma aliança entre o PSDB e o PFL, que hoje é o Democratas. Doria tenta colocar em prática a mesma estratégia.

Depois de um período de proximidade com Bolsonaro, fundamental para que fosse eleito governador de São Paulo no segundo turno em outubro passado, Doria está tomando distância do presidente da República. Ainda que de forma indireta, meio nas entrelinhas nas entrevistas, o governador paulista tem criticado a articulação política do governo, a falta de clareza na estratégia econômica e a quantidade de crises criadas pelo próprio Bolsonaro, seus filhos políticos e aliados de extrema-direita, como o escritor Olavo de Carvalho.

Partidários de Doria dizem que ele tem um plano claro. Quer fazer uma chapa presidencial tendo como vice ACM Neto, presidente do DEM e prefeito de Salvador. Tem procurado estreitar laços com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A ideia de políticos ligados a Doria é convencer Rodrigo Maia a disputar o governo do Rio.

Mais: como o apresentador de TV Luciano Huck voltou a se movimentar para ser candidato à Presidência, tucanos têm procurado apontar outro caminho. Avaliam que, inexperiente, Huck deveria se candidatar a prefeito do Rio de Janeiro.

Assim, a chapa ideal de uma aliança entre PSDB e DEM em 2022 teria Doria na cabeça para presidente. ACM Neto na vice pelo DEM. Rodrigo Maia, do DEM, para governo do Rio. E Luciano Huck, eventualmente filiado ao PSDB, como candidato à sucessão do prefeito Marcelo Crivella.

Tucanos avaliam que FHC poderia convencer Huck a concorrer a prefeito, mas interlocutores do apresentador dizem que ele acha a prefeitura pequena demais para suas ambições políticas.

Maia e Huck têm sonhos presidenciais próprios, mas o presidente da Câmara não conseguiu viabilizar sua candidatura no ano passado e o apresentador desistiu duas vezes. Já Doria busca se mostrar como um nome de centro-direita mais denso politicamente e mais preparado administrativamente do que Bolsonaro para conduzir os rumos do país.

O tucano sabe que Bolsonaro poderá tentar a reeleição, mas já participou de conversas de bastidor nas quais o presidente sinalizou que poderia se contentar com um mandato.

O PSDB avalia que o ministro da Justiça, Sergio Moro, emite sinais dúbios, ora parece querer ir para o Supremo Tribunal Federal, ora parece desejar se lançar à Presidência em caso de naufrágio administrativo de Bolsonaro.

Em resumo, o movimento de levar o PSDB claramente a ocupar um espaço de centro e centro-direita, afastando-se da extrema-direita e da centro-esquerda, é parte da estratégia daqueles que trabalham para eleger Doria presidente da República em 2022.

Ouça o comentário feito hoje no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. walter nobre disse:

    Kennedy, o Dória, o famosos, “não sei se vou ou se fico”, não tem Pátria, navega conforme a maré; não me assustaria; passará a elogiar, daqui a pouco, o lula…esta contrariando, de forma precoce, a própria essência; quando faz contatos externos, normalmente criando circunstâncias positivas ao País; por outro lado, vive inseguro, não tem bola de cristal, mesmo assim, demonstra, falta de personalidade; todos terão a certeza, que o cidadão em questão quer ganhar a presidência, mesmo que tenha que atropelar, qualquer um em seu caminho, inclusive o Povo; será que não percebe, que a turma do DEM, são volúveis, e estão mais integrados ao Bolsonaro, do que nunca; ACM Neto, já tomou decisões, e voltou atrás, com uma velocidade…quanto ao PSDB, só tem defuntos; o novo presidente da sigla, vem de Pernambuco, com intenções progressistas…Quanto ao Dr Moro, será Ministro no Supremo, não é político, com isso, não será concorrente; o Dória, não tem compromisso, com a lealdade, até então…

  2. David Dias disse:

    Não sei se isto é verdade mas se for, nada ha demais se o jogo for jogado de maneira LIMPA pois FOI ELE QUE SE ENCOSTOU EM BOLSONARO DURANTE A CAMPANHA PARA GANHAR AQUI EM SÃO PAULO E VENCEU E ESPERO QUE NÃO FIQUE JOGANDO COM OS DOIS PÉS E NEM ACENDER UMA VELA A DEUS E OUTRA AO DIABO. VOTEI NOS DOIS E ESTOU COM OS DOIS.

  3. Grandes Estados, Mentes Ocas ao Brasil como um todo. Grandes estragos. disse:

    O Brasil precisa urgentemente de um novo núcleo político. E o ideal seria não termos como presidente, e não enchermos o Congresso, com pessoas que estiveram e estão a frente dos maiores estados brasileiro. Não vejo em SP, RJ, BA, MG (pior ainda), RS, SC, PR seja de qualquer partido um político que sirva ao Brasil primeiramente, e que de aos estados o que merecem, percebendo o melhor de todo o país. Dória é péssimo. Está vivendo de legados. Mais positivos que negativos. O RJ juntou dois seres humanos desprezíveis, como governador e prefeito, os cariocas elegeram escória que ignoram as necessidade da sociedade, um é desviado religioso, outro um acometido de insanidade que tenta ser no governo, um herói (sendo um bobo da corte) que rodeia a força para ao centro mostrar sua covardia social. O Diabo para ambos, olha como nós justos, sendo eles motivo de ânsia de vômito. Huck é fraco. E nem gênio. Podia ir de táxi para Júpiter. Tenho que chorar com estas opções do nada útil.

  4. Diego José da Rosa disse:

    Gostei do comentário, faltou falar apenas que o fato de apoiar de forma enérgica Bolsonaro e considerando a queda cada vez maior de popularidade do presidente, cobre um preço alto do Dória em 2022.

  5. IBIZ disse:

    A questão é saber o quanto desgastados esses partidos e grupos estarão ao chegar as eleições. A memoria do povo pode ser curta, mas tem sido ampliada com o dinamismo da internet e das redes sociais; então não vai faltar memoria pra lembrar que toda essa turma esteve associada ou deu algum aval ao atual desgoverno. Além se em cinco meses foi esse desastre o que então se pode esperar no restante do mandato? E Dorian e PSDB estão em processo de desgaste em seus currais eleitorais, a grande imprensa (especialmente Globo) tem cada vez menos capacidade de influenciar eleitores pra eleger seus candidatos (infelizmente perdendo espaço pra redes sociais que no geral são bem piores!) e as políticas que o governo defende são as que essa turma também defende! Talvez no final o desgoverno Bolsonaro traga algo jogando esses grupos do PSDB/DEM pro esquecimento.

    • walter nobre disse:

      Então Kennedy, não há duvidas, sobre as intenções do Dória; o FHC acabou com o País no segundo mandato, todos lembram de tal fato; sempre que o PSDB fez dobradinha, ficou devendo, como é o caso desta gestão Covas, até agora; aliás, o Dória terá em sua conta em 2022…apenas mais um ingrediente; o MDB do Quércia, em sequência, ao Alkimin, retirou areia e entulho dos Rios Tietê e Pinheiros; passaram se mais de 30 anos, jamais conseguiram despoluir, permaneceram apenas os custos absurdos…vem o Dória, prometendo em 4 anos despoluir o Pinheiros, e 8 anos o Tietê, sem qualquer correção, já que é o principal obstáculo, são esgotos, de todos os tipos, que são despejados diariamente; são promessas impossíveis, neste período, por falta de tudo; aguardaremos, com a corda nas mãos, diante de uma candidatura a presidente…

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2019-10-14 14:51:38