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Entrevistas
20-11-2014, 18h53

‘É erro achar que cota social substitui racial’

Para Ivair Santos, professor da UnB, 'racismo no Brasil é violento'
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ISABELA HORTA
Brasília

Professor da UnB (Universidade de Brasília), Ivair Santos diz que é uma “interpretação equivocada” achar que as cotas sociais podem substituir as raciais.  “Não estamos querendo discutir pobreza. Se você quer discutir pobreza, é outro tipo de programa social: é Bolsa Família, é Bolsa Escola. Agora, para combater o racismo, é ação afirmativa”, afirma Santos, coordenador do Centro de Convivência Negra da UnB, a primeira instituição federal a reservar vagas para negros e pardos.

Segundo Santos, há “um faz-de-conta” na execução de políticas públicas voltadas para comunidades negras. “O recurso da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial é o menor da Esplanada. Não tem respaldo financeiro nem orçamentário para poder executar essas políticas.” Ele defende que a principal reivindicação do movimento negro para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff seja a criação de um Fundo de Combate ao Racismo.

Questionado sobre os episódios de racismo no futebol, Santos diz que é “uma vergonha” a atuação das confederações brasileiras. “Efetivamente, os clubes não tem política nenhuma. Essas confederações também só sabem colocar faixa no campo que é contra racismo. É uma vergonha. Como se isso fosse suficiente para combater o racismo.”

Confira a entrevista:

1 – Em 2014, foi aprovada a lei que destina 20% das vagas de concursos públicos federais para negros e pardos. No Brasil, as cotas raciais para universidades já são adotadas há 10 anos. Qual é a importância dessas ações afirmativas? Na sua avaliação, essas medidas dever ser temporárias ou definitivas?

Elas têm que ser por um longo período. Não digo que seja indefinido, mas tem ser por um longo período. Isso tem que ser sempre reavaliado. E elas são fundamentais, porque elas consolidam uma ideia que foi construída em várias décadas pelo movimento negro. Esse é o grande ator desse processo. Às vezes as pessoas não se lembram, mas é um movimento muito antigo no país inteiro que acabou apostando e acreditando que era fundamental que houvesse esses programas e ações afirmativas.

2 – A Universidade de Brasília foi a primeira instituição federal a separar cotas para negros, em 2004. Agora, há a Lei de Cotas (12.711/12) que reserva vagas para alunos de escolas públicas. Como a UnB se adaptou à lei federal? Como o senhor avalia o sistema de cotas sociais?

Temos um número de estudantes que vão entrar por cotas pelo sistema da lei federal. Então, além do sistema federal, vai ter o acréscimo de mais 5% [para negros], porque nós acreditamos que nosso programa, que foi pioneiro, é uma referência. É muito melhor do que o programa que foi aprovado pela legislação. Então, a gente decidiu manter, porque na verdade a proporção aumenta. Além do que a lei federal propõe, estamos acrescentando mais 5%, mas de acordo com nossos critérios.

Sempre defendemos a cota racial. Essa história de tentar misturar as duas coisas é porque tem uma interpretação equivocada. O que nós estamos querendo combater com ações afirmativas é o racismo. Não estamos querendo discutir pobreza. Se você quer discutir pobreza, é outro tipo de programa social: é Bolsa Família, é Bolsa Escola. Agora, para combater o racismo, é ação afirmativa.

3 – Uma das críticas feitas às cotas raciais é de que elas baixariam o nível acadêmico das universidades. Fala-se também que o sistema fere o princípio da igualdade. Essas críticas têm fundamento?

Não. Graças a Deus, nós fomos ativados pelo Supremo Tribunal Federal. Nós conseguimos comprovar que ela é constitucional e justa. Nós ganhamos de 10 a zero no STF. Não foi de 7 a 4, ou 8 a 3. Foi 10 a zero. Por unanimidade, o STF considerou as cotas uma posição constitucional. Quanto ao argumento de que as cotas baixariam o nível acadêmico, não tem fundamento. Passaram-se 10 anos, e o nível da Universidade de Brasília não diminuiu. Pelo contrário, ele só cresce.

4 – O anuário brasileiro de Segurança Pública de 2014 mostrou que negros são 18,4% mais encarcerados no país e 30,5% mais vítimas de homicídio. Segundo o Mapa da Violência, em 2012, foram assassinadas 56 mil pessoas no Brasil, sendo 30 mil jovens de 15 a 29 anos de idade, 77% deles, negros. Por que isso ocorre?

Isso é uma das questões mais tristes e uma das coisas mais lamentáveis da falta de política de segurança pública para essa questão. Esse não é um problema novo. Se você fizer um estudo dos últimos 10, 20, 30 anos, vai encontrar esses mesmos resultados que tem encontrado hoje. Qual é o problema? Desde que foram criados os programas de Segurança dos Estados, essa questão não é enfrentada. Não há uma posição clara em relação a isso. Criaram um programa chamado “Juventude Viva”, que não foca na questão da violência contra a população negra. Fica um negócio que era ser para ser feito para focar e que, infelizmente, não foi focado nesse sentido. Acontece que esses índices, infelizmente, vão se repetir em 2015, em 2016, porque não há um foco de que esse é um problema de racismo estrutural na sociedade brasileira.

5 – Dos 513 deputados eleitos, apenas 103 se autodeclaram negros ou pardos. Dos 27 senadores eleitos, só 5 parlamentares disseram pertencer a essas categorias. Mas, segundo o Censo 2010, 50,7% dos brasileiros se consideram negros (43,1% pardos e 7,6% pretos). Por que a proporção de negros na política é tão desigual com os dados aferidos na população em geral? O que isso pode representar em termos políticos?

Para nós, é sempre um atraso. Há uma sub-representação da população negra, das mulheres. Então, cabe à sociedade, cabe aos movimentos sociais continuarem se mobilizando para que eles consigam eleger mais representantes negros no Congresso Nacional. Os partidos estão distantes da questão racial. Se você esperar que o partido pare para prestar atenção nisso, é uma ilusão. Os partidos não estão preocupados com isso. Os partidos estão preocupados em disputar poder. A questão racial, a questão da mulher, a questão LGBT não é central pra eles.

6 – Neste ano, ocorreram diversos casos de racismo no futebol. O goleiro do Santos, o Aranha, foi alvo de ofensas racistas em um jogo contra o Grêmio. Torcedores atacaram o carro do árbitro Marcio Chagas, em Bento Gonçalves (RS), e deixaram bananas no retrovisor. O zagueiro Paulão, do Internacional, e o santista Arouca, também foram alvo de racismo. Quais medidas poderiam ser tomadas para acabar com esses episódios de preconceito no esporte?

Primeiro, é preciso reconhecer que há racismo. Efetivamente, os clubes não têm política nenhuma. Essas confederações também só sabem colocar faixa no campo que é contra racismo. É uma vergonha. Como se isso fosse suficiente para combater o racismo. No futebol, negam que exista racismo. Fica difícil discutir com eles uma premissa básica, que é reconhecer. Se ninguém reconhece, vai fazer o quê?

7 – A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República abriu um procedimento administrativo para investigar o seriado “Sexo e as Negas”, da TV Globo. O órgão recebeu denúncias a respeito de conteúdos considerados racistas e discriminatórios. Que avaliação o senhor faz a respeito da representação da população negra na mídia?

O negro não está representado. A mídia não consegue traduzir minimamente as preocupações que a comunidade negra tem. Então, gera um desconforto. Gera um protesto, que é natural. Não fazem um trabalho de reconhecimento que daria maior participação de negros. Fazem uma programação exclusivamente branca. E, quando trazem os negros, é de uma forma profundamente equivocada. Eu não vou poder ficar feliz só porque apareceram os negros.

8 – Afinal, o brasileiro é racista?

O brasileiro é racista. Muito racista. O que mais me incomoda é quando dizem ‘ah, o racismo aqui é leve, velado’. Não é nada velado. O racismo aqui é violento. O que falta é dizer que ele é violento. As pessoas não têm ideia do que dizem. O Aranha [goleiro do Santos], quando ele sai do campo de futebol, ele diz uma expressão que marcou muito. E todos os negros entenderam o que ele quis dizer. Ele dizia assim ‘dói, dói, dói muito o racismo’.

9 – A lei que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana do Ensino Fundamental até o Médio completou 10 anos em 2013. O senhor é coordenador da disciplina “Pensamento Negro Contemporâneo” na UnB. Qual é a importância da inserção de temas relacionados à cultura negra na educação formal? Como isso pode ajudar a combater o racismo?

Eu acho que a lei é importante. O problema é que você não consegue fazer uma transformação dessa envergadura sem ter recurso para isso. Daí entra em outro tema delicado. Quando você vê o recurso da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, é o menor recurso da Esplanada. Não tem respaldo financeiro nem orçamentário para poder executar essas políticas. Conclusão: você só tem um faz-de-conta. Você finge que tem um processo, mas não tem condições efetivas de executar. Então, uma das batalhas que estamos fazendo é a criação de um Fundo Nacional de Combate ao racismo. É justamente para isso, para você ter condições de executar políticas.

10 – Na sua avaliação, quais devem ser as principais demandas do movimento negro para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff?

Eu tenho uma só: a criação do Fundo Nacional de Combate ao Racismo.

Comentários
11
  1. Pasquale disse:

    Sou um brasileiro que nasci a pouco tempo,pouco ou nada importa a minha cor.
    Descobri que eles olham primeiro,a minha conta bancária.
    Estudo,mas descobri que os professores não gostam de trabalhar(como todo funcionário público).
    Percebi que nas escolas particulares,eles trabalham.
    Precisei de ir a um médico,minha Mãe me levou e descobri que os médicos não gostam de trabalhar.
    Percebi que nos Hospitais particulares,eles trabalham.
    Se o país quer que eu seja um cidadão de verdade,alguma coisa eu acho que deveria mudar.

    • nuno disse:

      Pasquale, quando É QUE VOCÊ VAI EVOLUIR e APRENDER QUE: “EDUCAÇÃO, SAUDE E SEGURANÇA”; “SÃO DE RESPONSABILIDADE DE TODAS AS ESFERAS DE GOVERNO”, e parar de agir como ESTES JUSTICEIROS da TV, que em seus programas POLICIALESCOS, ficam falando a mesma coisa PRA FAZER MEDIA COM O POVO, como aqueles RAPPERS DA PERIFERIA; sem ORIENTAR O POVO, de que devem PROCURAR SABER DE QUEM É A RESPONSABILIDADE SOBRE A CARENCIA EM SUAS REGIÕES, é “COBRAR DIRETAMENTE DE QUEM É DE RESPONSABILIDADE?” Ontem mesmo naquela operação lava-jato, começaram as denuncias também contra OS POLITICOS DO PSDB. Será que você vai continuar, usando dois pesos e duas medidas para o PT e o PSDB, ou vai ser esperto, aprendendo de uma vez por toda que corrupção, É RUIM PRA NÓS BRASILEIROS SEJA EM QUE GOVERNO FOR? Esse ignorantes da revolução dos ignorantes daqui de São Paulo, que pedem a volta da ditadura, deveriam aprender que NA EPOCA DA DITADURA houveram também muitos roubos na petrobras, porém ninguem ficou sabendo porque não foi denunciados.

  2. Mr M disse:

    Leis adequadas são aquelas que protegem todos os cidadãos, de forma igualitária. Isto por consequência protege o cidadão que pertence a alguma minoria. Fazer foco em grupos, legislar para minorias, cria a desigualdade na Nação. Sistemas de cotas baseados em etnias são injustos e normalmente trazem mais discriminação do que a que procuram evitar. É inaceitável que alguém venha a ocupar uma vaga no ensino superior gratuito só porque tem uma descendência específica. Assim como é injusto que vagas do ensino superior gratuito sejam ocupadas por filhos de pessoas ricas, que poderiam pagar pela sua instrução. Mas aqui, veja-se que o problema não está na etnia e sim na forma de seleção dos candidatos ao preenchimento destas vagas.

  3. Manuel Santiago disse:

    Lúcido.

  4. Anafilófio disse:

    O professor Ivair esta em parte coberto de razão. Há muito racismo no Brasil, não é velado, e é violento. Só há uma solução, tratar de fazer as pessoas se enxergarem como pessoas, não como brancos, negros, mulheres, gays ou congêneres. Qualquer solução “legal” (não estou falando do crime de racismo) ou “na marra” só vai aumentar o problema, já esta aumentando, o bem citado exemplo do futebol comprova que nada do que esta sendo feito esta resolvendo a absurda questão, esse comportamento deplorável do nosso povo. Temos uma mulher na presidência e a violência contra elas só aumenta. Esta tudo errado, e com esta postura “na marra” o professor ainda vai se tornar um deles.

  5. gesiel disse:

    Sinceramente NÃO SEI O QUE QUEREM DIZER COM IGUALDADE RACIAL. -O branco sempre será branco e o negro sempre será negro. Agora, o respeito às raças, isso eu acho importante, pois achar que uma pessoa é menos ou mais inteligente que a outra por causa de sua cor, isso é IGNORANCIA para justificar o seu proprio fracasso. ATÉ CONCORDO COM QUOTAS PRA NEGROS, mas acho que isso TEM QUE TER UM PRAZO DE VALIDADE, porque isso seria OS NEGROS ASSUMIREM UMA INFERIORIDADE. Não precisa de ações para alavancar a vida social dos negros, e sim precisa de ações como O BOLSA FAMILIA, para ALAVANCAR OS MAIS HUMILDES, afinal tem negros pobres, como também tem brancos pobres, e imagine, TEM ATÉ JAPONESES POBRES. Mas o importante mesmo “”É LEMBRARMOS QUE O BRASIL NÃO É UM PAÍS DE MAIORIA NEGRA”””, pois segundo o CENSO do IBGE, o Brasil tem: 47% de BRANCOS, 43% de PARDOS e apenas 7% de NEGROS. Também é errado querer JUNTAR OS PARDOS COM NEGROS PARA TENTAR “MONTAR UMA MAIORIA NEGRA, pois PARDOS SÃO A MISTURA ENTRE BRANCOS E NEGROS”; e isso fica mais ERRADO AINDA, quando se diz em bom português que o Brasil “É UM PAÍS DE NEGROS E PARDOS”, afinal, MESMO QUE FOSSE FEITA ESSA JUNÇÃO o correto seria dizer que o Brasil seria um país de “PARDOS E NEGROS”, porque os pardos são em numero maior que os negros. Contudo, “””discriminação ou preconceito racial É CRIME”””, e isso JÁ É O SUFICIENTE, se for cumprida a Lei, “””COMO TEM SIDO”””, para TERMOS UMA SOCIEDADE MAIS PACIFICA e JUSTA. Os negros do Brasil, poderiam TAMBÉM lutar POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA NA AFRICA, onde os governos ditatoriais VIVEM NO MAIS ABSOLUTO CONFORTO e a POPULAÇÃO VIVE NA MAIS ABSOLUTA MISERIA. Um país de maioria negra que o Brasil deveria tomar como exemplo é os Estados Unidos.

  6. Acho que prvilegiar por raça é racismo. E pior ainda é que é racismo institucionalzado. Nós principalmente baianos somos miscigenados e todos negros, dificilemente tem baiano de olhos verdes ou azuis, e naturalmente somos casados ou juntados pretos com brancos e o melhor ainda que é tudos isso feito naturalmente. O que precisa mesmo, são cotas sociais para pessoas pobres e efetivas melhoria da qualidade de ensino na base principalmente do ensino publico, e na base até ensino em tempo integral e com merenda e alimentação para todos dos colegios públicos e também dar acesso a pessoas mais pobres ter acesso a politicas de controle de natalidade.Conheço um certo burguês que uma vez me disse que teriamos que ter uma população bem maior que a já existente para povoar o Brasil. Perguntei a ele quantos filhos voce tem? respondeu 2. Eu perguntei, e porque você não tem mais para ajudar povoar o país.Aí ele disse não 2 já está bom demais.

  7. Acho que previlegiar por raça é um racismo mais que velado, é um racismo institucionalizado. Nós seres humanos temos que ter consciência que não temos raça se quisermos combater o racismo. Entndo eu que naturalmente estamos acabando com o racismo pois somos um país miscigenado e que o amor entre raças não é proibido e que hoje temos varios casais que se amam e que são de varias cores. Naturalmnte está tndo uniões entre brancos e pretos, brancos e prdos , pardos e negros etc. Falando no social, temos que exigir das autoridades escolas publicas , de boa qualidade e de ensino integral, fornecendo lanche e alimentação para os mais pobres para que todos tnham oportunidades iguais na base. Esta é minha opinião. Entendo que plrevilegiar por raça é institucionalizar o racismo.

  8. Luiz disse:

    Imagina na disputa na faculdade um negro que ele ou o pai ganhe mais de R$ 20.000,00 por mês. E imagine também um branco ou “pardo” que com muito sacrifício estudou em escola particular para ter um ensino melhor mas não tem dinheiro para fazer o “pré” (técnico, vestibular, enem.). Eles dois empatam e o negro rico fica com a vaga só porque é cotista racial, mas tem dinheiro para pagar os tais pré( técnico, vestibular, enem). E o cara que se sacrificou a vida toda só porque não é cotista de nada, já que não é negro e nem estudou em colégio público tem direito a cota alguma.

  9. Ageu Teodoro disse:

    O racismo existe, e agora temos meios legais de coibir, e todo preconceito deve ser penalizado, mas os diferentes geralmente os diferentes sofrem preconceito, isso não é privilégio dos negro, sofrem tb com isso os pobres, os nordestinos, os tatuados, os ex-viciados, os ex-presos, e não é com cotas que será corrigido isso. Esse sistema de cotas é injusto com os outros, não temos culpa de ter havido a escravidão, todos são culpados, tanto o povo branco que comprava, qto o povo negro que escravizava seu próprio povo para poder vender como mercadoria, historicamente as vitimas foram os escravizados, mas tanto o branco e o negro lucraram com isso. A cota social é a mais justa, pq o rico passa a vida toda em escolas particulares, cursinhos, e na hora da ensino superior, geralmente opta por escola federais e publicas, pq são melhores e gratuitas, isso acaba sendo injusto com o pobre que passou a vida toda em escolas publicas, geralmente em pior situação. Resumindo, o negro não entra na faculdade, não pq é negro, mas pq é pobre, pq tem muito branco pobre penando pra entrar na universidade, e muitos negros ricos se valendo da cota pra fazer o curso superior. É óbvio que o melhor preparado, geralmente em escolas particulares sairão desse processo seletivo em vantagem, e o governo prefere dar cotas a ter q oferecer um ensino fundamental e médio de qualidade similar ao praticado em escolas particulares, daí sim teríamos igualdade de chances, tanto para o negro, qto para o branco, para o rico, para o pobre, para o nordestinos, e não precisaríamos de cotas.

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