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Política
28-08-2018, 22h32

É estranho acusar Haddad de enriquecimento ilícito

Não faz sentido diante de vida pessoal e pública
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

É estranho acusar o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad de enriquecimento ilícito. Em denúncia do Ministério Público Federal, Haddad sofre tal acusação com base em delação do empreiteiro Ricardo Pessoa (UTC), que relatou suposto pagamento de contas da campanha eleitoral de 2012.

Pelo que se sabe da vida pessoal e financeira de Haddad, não há sinal no sentido de enriquecimento ilícito. Existe um debate sobre eventual caixa 2 para a campanha de 2012, ano em que ele se elegeu prefeito. Haddad negou tal acusação em entrevista ao “Jornal da CBN – 2ª Edição” feita em junho.

O Ministério Público deveria ter mais dados para formular um ataque nesse sentido. Soa estranho em relação à vida pública e pessoal que Haddad demonstra ter. É preciso mais responsabilidade para fazer acusações, sobretudo em época de campanha eleitoral _Haddad é o plano B do PT para a eleição presidencial.

De 16 acusações feitas até agora por Ricardo Pessoa, oito caíram por terra. A lei de delação premiada prevê no parágrafo 16 do artigo 4º que “nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas na declaração do agente colaborador”. É importante combater a corrupção endêmica do Brasil respeitando a lei.

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Racismo federal

Pelo placar apertado até agora na 1ª Turma do STF, 2 a 2, Jair Bolsonaro tem chance de escapar da denúncia de racismo formulada pela Procuradoria Geral da República. O ministro Alexandre de Moraes pediu vista e prometeu devolver o caso para julgamento final na próxima semana.

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No tapetão

O candidato do MDB ao Palácio do Planalto, Henrique Meirelles, forçou a mão na tentativa de melar o apoio de setores do Centrão ao adversário Geraldo Alckmin. A Procuradoria Geral da República acha que ele não tem razão. A Justiça Eleitoral ainda dará a palavra final, mas tudo indica que o tucano sairá vencedor da contenda.

Ouça os comentários no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. Adjutor Alvim disse:

    Kennedy, pela lei de improbidade administrativa, se você receber qualquer tipo de vantagem patrimonial em virtude do cargo que ocupa, configura-se enriquecimento ilícito.

    Segundo entendi da acusação, uma das empreiteiras teria pago as dívidas de campanha dele. Se comprovado esse pagamento, pode sim ser considerado enriquecimento ilícito, mas deve ser caracterizado o dolo dele em receber a vantagem.

    Não é necessário ficar rico para que haja o enquadramento nesta lei.

    E ainda deve se tratar de uma questão civil que, eventualmente, pode redundar em uma ação penal.

    • Wellington Alves disse:

      Não é necessario ficar rico para enriquecimento ilícito. A vontade de perseguir é tão grande que não se vê a lorota sem lógica.

    • Alberto disse:

      Perfeito caro sr Adjutor Alvim.Cumprimentos.

    • Diego Costello disse:

      No caso em questão, o pagamento da dívida teria sido feito à uma gráfica. Porém, até o presente momento, não há qualquer indício de que Haddad sabia do suposto pagamento da dívida (que tbem não foi provad). O MP chegou a usar o fato de que por Haddad ser candidato a vice-presidente, ele tem consciência do esquema de corrupção em questão (o que é um argumento um tanto exótico pra dizer o mínimo). Além de toda a questão das provas, o MP desconsiderou que Haddad criou um órgão de combate à corrupção (CGM) e que rescindiu um contrato bilionário com a empreiteira em questão (talvez aqui havendo até mesmo um caso de vingança política por parte do delator). Vc está certo sobre enriquecimento ilícito, porém concordo com o Kennedy. Pelo menos com o que se sabe, tirando a palavra do delator que não apresentou provas e já mentiu em oito processos, não há qualquer fundamento que implique Haddad no suposto pagamento da dívida por vias ilegais.

  2. walter disse:

    Bom caro, a situação do Haddad é semelhante ao Alkimin, já que a perseguição, tem nome e endereço; não concordo, aguardarem um momento importante, para os candidatos de forma geral, principalmente ao executivo; processos surgem, como moscas na carniça, tentando descredenciar a legitimidade dos postulantes; porém faço uma ressalva, com relação ao Ex prefeito; não foi licito suas investidas, ao dinheiro público, com tanta gana, para tintas e pinceis; pior que esta acusação, foi o desvios para outras causas, dos recursos arrecadados por multas, para outros fins, que não fossem assuntos do transito, conforme legislação…quanto ao Jair, muito estranho o pedido de vista do Alexandre Moraes, neste caso corriqueiro, fica a pergunta, para que fim; todos sabem que a denunciante, não tem toda esta moral, por provoca lo, com terceiras intenções…quanto ao Henrique Meirelles, tentando bater em morto, criando fatos, para tentar garantir seu futuro, já que presidente, não tem a menor chance…

  3. NSK disse:

    É estranho apenas para quem ainda acredita que a “justiça” nesse país é imparcial, apartidária e honesta.

  4. Tiago disse:

    Parabéns Kennedy. Precisamos denunciar o fato de que instituições não eleitas usam de seus poderes para interferirem nas eleições e consequentemente, na democracia. Basta uma liderança do campo popular criar condições de ganhar uma eleição, que o MP inventa uma denúncia esdrúxula, a grande mídia repercute de forma desproporcional e o mercado financeiro reage com o aumento do dólar e queda da bolsa.
    MP, mídia e mercado financeiro não podem mandar no Brasil. Isso é uma afronta a soberania popular.

  5. Edi Rocha disse:

    Já havia comentado que o judiciário estava muito parado, não havia alvo do PT e nem interessa a eles os outros partidos. Foi só o PT definir o substituto de Lula que eles voltaram, como previsto.
    .
    É preocupante que não se tenha freios para esse ativismo político do judiciário.
    .
    Pra piorar, eles são a elite do funcionalismo público, com vencimentos acima do permitido, irregulares (como auxílio moradia) e estabilidade (são estatutários). Eles podem por fogo no país que todo mês o deles tá garantido. Muita coisa precisa mudar…

  6. Wellington Alves disse:

    Não é estranho. Ele é o candidato a vice do PT, não há nenhuma surpresa do ataque do MP. Se fosse o Jaques Wagner, tbm seria atacado. Ciro tem razão – MP precisa voltar para a caixinha.

  7. Natália Gehringer Passos disse:

    Gozado… É “estranho” isso aparecer agora, justamente quando ele é cotado para substituir Lula nas eleições, ainda mais pedirem para ele perder seus direitos políticos. Se isso acontecer, a chapa PT some do mapa… Simples assim! Já basta aquele pequeno “acidente” em Mossoró, onde o avião em que estava o ex-prefeito ficou vagando por vinte minutos, porque o aeroporto só autorizava pousos até 18h45, sendo que eu nunca vi isso antes já que existem os planos de vôo.

  8. Antenor disse:

    Na minha visão, sobre enriquecimento ilícito, se ficar comprovado que a empreiteira pagou mesmo a dívida de campanha dele, a lógica é simples: Se ele deixou de desembolsar os R$ 2,6 milhões, logo o embolsou indiretamente. Pode até não ter “ficado rico” mas não ficou mais pobre nessa mesma quantia. Por fim, vale o ato de corrupção e não, ficar ou não rico. Repito: Tudo isto, se ficar devidamente comprovado.

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