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Geral
27-11-2018, 22h39

Eduardo Bolsonaro atropela futuro ministro das Relações Exteriores

Alinhamento automático com EUA é erro
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KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

Em viagem a Washington, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) atropelou o futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. O deputado federal disse que a Embaixada Brasileira de Tel Aviv será transferida para Jerusalém e que faltava apenas o novo governo decidir quando implementará tal mudança.

Tal afirmação contraria ritos das relações internacionais e faz sombra sobre o Itamaraty. O filho do presidente eleito se comporta como um chanceler do B. Obviamente, uma declaração desse tipo pode criar mais ruídos com países árabes, que criticam o lobby de Israel para tornar Jerusalém a sua capital.

Eduardo Bolsonaro faz gesto de agrado à administração Donald Trump, que mudou a Embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém. É mais um passo na política de alinhamento automático com Washington _que, aliás, irá além de questões comerciais.

Há toda uma agenda de defesa e segurança pública do governo Bolsonaro que deverá atrair empresas americanas e israelenses para fazer negócios no Brasil. Contatos bem posicionados no mercado internacional prestam atenção a essa guinada na política externa brasileira.

O então presidente Lula projetou o Brasil no cenário internacional. Elevou o país nessa arena apostando num mundo multipolar. A avaliação é simples e correta: o Brasil tem peso geopolítico para ser um ator global.

Possui uma base industrial que está entre as 10 maiores do planeta. Tinha escala, por exemplo, para exportar serviços de engenharia até as empresas serem quebradas após a implementação da Lava Jato. O Brasil tem peso ambiental num mundo em que essa questão ganha cada vez mais importância. Possui mais de 200 milhões de habitantes, o que poderia fazer do país, caso a desigualdade diminuísse, um mercado consumidor relevante e um centro de produção de conhecimento ainda mais importante do que hoje.

Enfim, não faltam motivos para o Brasil não se alinhar automaticamente aos EUA ou à China, as duas superpotências planetárias do século 21.

Pelo que se depreende das intenções internacionais do governo Bolsonaro, a aposta será num mundo bipolar. E o futuro presidente escolheu o lado americano. Isso não parece prudente levando em conta que a China é a nossa maior parceira comercial.

É fundamental manter relações com China e EUA, nosso segundo parceiro comercial. Mas o ideal seria se posicionar com altivez no mundo, apostando na capacidade de o Brasil superar a desigualdade social e a corrupção endêmica, ambas com raízes centenárias no país.

Mas o presidente eleito tem outra visão. E um de seus três influentes filhos, Eduardo Bolsonaro, deu mais uma vez um recado que mostra o rumo da futura política externa.

*

Acertou, OK!

É excelente a indicação de Tarcísio Gomes de Freitas para o futuro Ministério da Infraestrutura. Tem experiência técnica e bom relacionamento político com o Congresso.

*

Outros temas

O deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) deu entrevista sobre a necessidade de uma regulação internacional de veículos de mídia que servem como meio de propagação de fake news (Facebook, por exemplo). O escandaloso “toma lá, dá cá” do STF para receber aumento salarial em troca do fim do auxílio-moradia também foi outro tema. Ouça abaixo os comentários feitos hoje no “Jornal da CBN – 2ª Edição”.

Comentários
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  1. walter disse:

    Neste instante caro Kennedy, o Eduardo só faz coro com o presidente; nada que já não tenha sido conversado, com o futuro ministro Ernesto Araujo; estamos alinhando uma parceria, que jamais deveria ter sido preterida; devemos manter boas relações, com EUA,CHINA, e quem mais vier; quanto aos países Arabes, não acredito que este fato, possa causar rupturas, já foi realizado pelos americanos…perdemos muito, nos últimos anos, com escândalos, e mancadas internacionais graves; passamos vergonha, neste mundo “pequeno” e competitivo, vendemos bem, mais não recebemos…temos HJ grande chance; precisamos melhorar nossa infra estrutura, não podemos contar apenas com produtos agrícolas, como carro chefe…precisamos acreditar na Fé e experiência do Bolsonaro, nestas nomeações; teremos certamente, correções, mas para melhor…

    • jose disse:

      “Fé e experiência do bolsonaro”, Quais? vários mandatos como deputado federal, aponte um projetinho proposto por Bolsonaro. Ele ficou o tempo de deputado baforando ódio e criando confusão, nada mais. Fé do Bolsonaro? É a de Edir Macedo e Silas Malafaia… aquela… Os Estados Unidos transferirem a embaixada deles é muito diferente de uma transferência da brasileira, pois não se comparam os pesos políticos. P.S. 21 anos de governo militar: entregam o país com a maior desigualdade social do planeta, dívidas vultosas, gravíssimas destruições ambientais… por que os militares não estão incluídos na reforma da previdência?

      • FABIO disse:

        José, tentar argumentar com Bolsominion é perda de tempo, afinal há apenas dois tipos:
        1) Aqueles que não conseguem entender a realidade;
        2) Aqueles que entendem, mas dizem que acreditam na competência de Bolso e Cia por acreditarem que terão alguma vantagem pessoal.

        • walter disse:

          pois bem, dois petistas convictos; prefiro correr o risco com a legalidade, do que acender velas para bandidos presos; condenar, sem permitir, que o presidente tome posse, coisa de gentinha; este cidadão vem do povo, militou como deputado por anos, sem participar de conchavos; imaginem como é difícil, dinheiro fácil; surgem um bando de viúvas arrependidas, que não são de fato brasileiros, alegando falta de experiência; quando o lula chegou, apostaram, que o fato de ser humilde, faria uma grande gestão; congestionou o País, com suas mutretas admitidas, gestão zero…claro que o capitão, terá caminhos difíceis; será perseguido por querer; provavelmente tentarão mata lo; teremos que torcer, por 50% do prometido, com isso este país vai respirar; as viúvas do lula, não o verão mais ameaçando; muitos ganharam milhões com a moleza permitida; roubavam e deixavam; esqueceram dos verdadeiros brasileiros, abaixo da linha da pobreza; só o trabalho vai levantar nossa moral; este povo é honesto sim.

  2. "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos"! Viva a Lava Jato, doa a quem doer! disse:

    Primeiro que lula estreitou os laços internacionais do Brasil, sim, mas com mentira, corrupção e vergonha, pois o caos moral, político e econômico em que estamos é consequência do seus 4 mandatos (ou alguém tem dúvida de que dilma foi sempre um “poste” de lula – aliás, se haddad fosse eleito, teríamos mais um período em que o país seria dirigido por outro “poste). Segundo que passou da hora de sermos um dos principais aliados dos Estados Unidos sim, país ocidental democrático de verdade. Cometem erros sim, como todos os outros países, afinal todo país é composto por homens, falíveis. Perfeito só há um: Deus. Com todos os erros, ninguém pode negar que a democracia é o sistema de governo nos Estados Unidos – e a índole do povo brasileiro é a de um povo que ama a democracia. Nossa índole é exatamente a que se resume no lema: “O Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” – e um lema assim só cabe num sistema democrático. Viva a China mas, antes, viva os Estados Unidos!

  3. BRAGA BH disse:

    Algumas perguntas deveriam ser feitas e respondidas por pessoas sensatas:
    1 – O que o Brasil ganha com a mudança da embaixada para Jerusalém?
    2 – O que nossas indústrias vão ganhar com isso?
    3 – Qual o benefício Israel pode nos trazer com este mimo?
    Respondidas estas perguntas, poderíamos fazer na sequencia outras tantas:
    1 – Como nossos parceiros comerciais do Oriente Médio vão enxergar esta medida?
    2 – Este agrado aos EUA trará quais consequencias para nossos produtores de proteina animal?
    3 – O que pensam os imigrantes e filhos de imigrantes dos países que discordam das políticas d secessão de Israel vão pensar deste gesto governamental brasileiro colocando-o na mira do terrorismo internacional?

  4. Elimar disse:

    Os bolsominions não se emendam. São tão cegos que não conseguem enxergar um palmo além de sua visão caolha de mundo. Um sujeito com QI abaixo da média, como avaliou a própria Junta Militar que o aposentou, não poderia mesmo gerar nenhum gênio.E lá vão eles fazendo tudo de improviso, sem se dar conta dos impactos em nossas relações, na economia e etc. Será que não vêem que o Trump logo será escorraçado dos EUA? Não sabem que assessores chegaram a sumir com papéis para ele não assinar e fazer bobagem?

    • p/Elimar: O BRASIL NÃO PRECISA DE “GÊNIOS” – PRECISA DE BRASILEIROS COM VERGONHA NA CARA, NO EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO! disse:

      Olha, o país não precisa de”gênios”: há “gênios”, por aí, comprovadamente, “ladrões de cofres públicos”. Uns diretamente, outros por baixo dos panos, “sem assinar nada, sem “queimar a cara”. Quando pegos, julgam povo e justiça como “imbecis”, e esbravejam: “CADÊ DOCUMENTO QUE EU ASSINEI? CADÊ A PROVA QUE É MEU”? São os “corruptos”: ladrão travestido de político, governante, empresário, líder religioso, advogado, etc. Na verdade, há corrupto em toda profissão. É por causas desses ladrões que, geralmente, não queimam a cara, que a Lava Jato tem tido mais trabalho. Um tipo, como o Maluf, por exemplo, passou a vida driblando tudo e todos – afinal, condenado, não está na cadeia, pois a idéia de “direitos humanos” tem sofrido uma inversão de valores, protegendo até os corruptos – assassinos de milhares de vítimas, que matam sem olhar suas vítimas nos olhos (como bem disse o ministro Barroso, no julgamento do “decreto de indulto para ladrões de cofres públicos presos”).

  5. IBANEZ disse:

    Vou dar um chute aqui de como vai ser o governo Bolsonaro no final. Vai fazer em quatro anos o que a ditadura militar brasileira fez em vinte: pegar um país cheio de problemas e entregar um país falido! Isso claro supondo que ele ou seu vice não irá promover um outro golpe e prolongar a idade das trevas por décadas. Deus nos ajude!

  6. […] é fundamental ao Brasil manter um bom relacionamento tanto com os Washington quanto com Pequim. Clique aqui para ler a coluna de Kennedy Alencar na íntegra, direito no seu blog.  Jornal GGN  Siga nossas redes sociais Site: http://www.ceilandiaemalerta.com.br/ […]

  7. james disse:

    Apoio a atitude do Eduardo Bolsonaro

  8. Francisco Ricardo disse:

    Acho que essa troca de afagos entre os Bolsonaros e os EUA não é tudo isso que se fala Kennedy. Lembre-se que acordos internacionais passam pelo Congresso, logo não tem como ser uma adesão automática. A visão do Lula sobre o posicionamento do Brasil no mundo estava correta, mas sua execução foi errada pois de prático só aproximou o Brasil de países com visões ideológicas semelhantes e ainda nos afastou de acordos bilaterais que trariam muitos mais benefícios. Ainda estamos penando para entrar na OCDE por causa disso. Tenho sim algum receio dos arroubos ideológicos do Bolsonaro, mas já ficou claro que são bem limitados pelo recuos que já deu. Isso mostra que apesar de ser bom em bater nos outros, ele até agora se mostra esperto ao tomar uma pancada, absorver e assimilar. Já estive mais pilhado com ele, mas não vi nada de radical até agora.

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2018-12-16 11:11:22