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Geral
29-11-2018, 6h56

Eduardo Bolsonaro também atropela Paulo Guedes e Onix Lorenzoni

Deputado vê dificuldade para reforma da Previdência
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KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

Na viagem aos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito, atropelou mais dois ministros do futuro governo.

Na terça, ele havia dito que seria apenas questão de tempo a mudança da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, atuando como sombra sobre Ernesto Araújo, indicado para comandar o Itamaraty a partir de janeiro.

Ontem, num discurso em Washington no qual disse que seria difícil aprovar a reforma da Previdência, deixando inclusive aberta a possibilidade de fracasso, Eduardo Bolsonaro tratou de tema que está sob a batuta de Paulo Guedes e Onix Lorenzoni, respectivamente, futuros ministros da Economia e da Casa Civil.

Parlamentar, Eduardo Bolsonaro está certo ao dizer que a tarefa de reformar o sistema previdenciário não será fácil. Mas age de modo inábil. Transmite a mensagem errada a os investidores estrangeiros.

Para piorar, o deputado federal tratou a relação Brasil-China como ancorada em questões ideológicas. Afirmou que a aplicação de políticas liberais levará os EUA a voltarem a ser o maior parceiro comercial do Brasil, desbancando os chineses.

Ora, a avaliação é uma mistura de despreparo e desconhecimento sobre o comércio e as relações internacionais. É Donald Trump quem deu início a uma guerra comercial global com medidas protecionistas, inclusive contra o Brasil. A relação entre Brasília e Pequim é predominantemente pragmática e profissional.

A capacidade de dar tiro no pé parece ser um risco para a futura administração Bolsonaro.

*

Compromisso de campanha

A fusão de Cultura e Esporte com Desenvolvimento Social é um erro. Deixa em posição menor todas as três pastas. A área social encolhe a olhos vistos no organograma federal.

*

Quebra de promessa

Indicações ministeriais e a concessão de prisão domiciliar a Palocci também foram temas dos comentários de ontem no “Jornal da CBN – 2ª Edição. No caso da formação da equipe, Bolsonaro quebrou promessa de campanha. Tinha prometido 15 ministérios. Pode acabar chegando a 22 pastas. Ouça abaixo:

Comentários
7
  1. Everson disse:

    Se disser qual ministro foi nomeado por aliança partidária… Que nao foi por competência etc…
    Isso sim seria ceder.

  2. BRAGA BH disse:

    Para sintetizar os comentários de Kennedy: “De onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo”. Barão de Itararé.

  3. walter disse:

    Kennedy, acredito faltar experiência ao Eduardo, mas lembro de outros tantos atropelos, em governos anteriores, muito piores; não há investidores desavisados, e nem ministros que não estejam a par do combinado; talvez estejam “vendendo, mais dificuldades”…de fato os chineses, não são flores, que se cheire; vende muita porcaria de segunda aqui, como são as lampadas dos faróis, durabilidade Zero, teremos uma renegociação certamente…quanto a fusão de ministério, passará por ajustes, será corrigido se preciso for…chegará a 22 ministérios, que cairá para 20, com acertos internos…até aqui, cumpriu mais promessas de campanha, que muitos; o presidente que nem assumiu, faz diferença; teremos que dar tempo ao tempo; precisamos acreditar em sua determinação, atuando, serão mais eficazes…

    • walter disse:

      Vale salientar caro Kennedy, neste momento, gostando ou não, o Trump tem feito diferença no mundo; todos os países estão passando por perrengues diários; demonstra coragem, quando impede certos excessos, de seus “aliados”; demonstra instabilidade na condução, por ser polemico; não corre risco de um impeachment, por ter maioria no senado; acredito que o brasil, esta chegando perto, de negociações equilibradas, ao nosso País; precisamos por exemplo, da tecnologia de irrigação de Israel…aceitar as imposições da China sem reciproca, não é possível…o Brasil precisa comungar com qualquer País, que queira negociar conosco…portanto as atitudes dos Bolsonaros quanto a isto, estão cristalinas; teremos que aguardar; teremos muitas frentes de trabalho, advindo deste empenho…

  4. Wellington Alves disse:

    Quem não sabem que são despreparados? Até a classe média maldita que os elegeram reconhece.

  5. joão disse:

    “Ora, a avaliação é uma mistura de despreparo e desconhecimento sobre o comércio e as relações internacionais”

    à medida que vamos observando a montagem do governo, mesmo para os mais leigos, vai ficando a mesma pergunta….. mas em qual área mesmo estamos vendo preparo e conhecimento????

  6. Alberto disse:

    Um tiro no pé e anos antes a mão no bolso da população.Simples assim.

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2018-12-19 00:13:16