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Política
26-05-2015, 23h13

Câmara impõe 2 derrotas e freia poder de Cunha

Câmara rejeita distritão e constitucionalizar doação eleitoral privada
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), pode muito, mas não pode tudo. O peemedebista sofreu duas grandes derrota na noite desta terça ao tentar votar a reforma política. A Câmara estabeleceu limites ao poder de Cunha, que assustou a Casa ao destituir o relator da reforma politica na comissão especial, Marcelo Castro (PMDB-PI).

A decisão de Cunha foi vista como uma tentativa de atropelar críticos na Câmara e viabilizar, na sequência, a emenda constitucional que permitiria a sua reeleição para o comando da Casa dentro da atual legislatura. Os deputados impuseram um freio à forma como o peemedebista exerce o poder no Parlamento.

Na primeira derrota, houve um alto grau de rejeição da Câmara à sua tentativa de criar o distritão _nova regra para eleger deputados federais. Cunha precisava de 308 votos (60% dos deputados) em dois turnos de votação. Sua proposta teve apenas 210 votos, muito pouco diante de tanto barulho. A proposta foi rejeitada por 267 deputados federais.

Com razão, a maioria dos especialistas era contra o distritão.

Eduardo Cunha também foi derrotado de forma surpreendente ao tentar colocar na Constituição a regra do financiamento privado das campanhas. Nesse segundo ponto, o peemedebista tinha boa chance de derrotar o PT e o STF (Supremo Tribunal Federal).

No entanto, o presidente da Câmara saiu derrotado porque não conseguiu o mínimo exigido para mudanças constitucionais. Ele até alcançou a maioria dos 513 deputados. Obteve 264 votos. Ficaram contra a ideia 207 parlamentares. Essa mudança também exigia 308 votos (60% dos deputados) em dois turnos de votação.

Agora, haverá pressão política sobre o ministro do STF Gilmar Mendes para que ele devolva ao plenário o processo para a votação final da proibição de doações eleitorais de empresas. Essa decisão já tem maioria no tribunal, mas está sem efeito devido ao pedido de vista de Mendes, que já dura mais de um ano.

*

No Senado, o governo suou para aprovar a MP (medida provisória) 665, que endurece as regras para concessão do seguro-desemprego. Venceu por 39 a 32. O presidente do Senado, Renan Calheiros, chegou, numa votação preliminar, a ficar contra o governo. A exemplo de Cunha, Renan não teve o que comemorar nesta terça.

Abaixo, veja a análise feita no “SBT Brasil” apontando a tendência das votações na Câmara e no Senado, que aconteceram depois de o jornal ter ido ao ar:

Veja a análise feita no “Jornal do SBT”:

Comentários
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  1. Carlos disse:

    O curioso é uma pessoa letrada entrar no esquema do PT, PMDB e Cunha par tudo ficar na mesma. Essa tramoia que chamam de reforma ficara tudo igual!!! E falaram que fizeram ou tentaram fazer!!! ACORDEM!!!

  2. Marco Túlio Castro disse:

    Se for aprovado o fim do financiamento privado de campanhas poderá ajudar a um PT a ser o único partido a receber dinheiro para campanha e levar a sua tão sonhada hegemonia na política brasileira. Este pessoal tem que ser parado por qualquer meio possível. Se não der para para-los pelas vias legais teremos que usar de outros meios. Estes serão perfeitamente justificáveis e não precisamos ter nenhum freio moral para parar esta gente. O Brasil não é do PT nem nunca será. Não deixaremos isto acontecer.

    • Paulo disse:

      Amigo, o PT é contra o financiamento provado.

      • Marco Túlio Castro disse:

        Claro que é contra o financiamento privado. Assim só o PT terá o financiamento privado por formas ilegais. Ou você acredita que o dinheiro que saiu da Petrobras para encher os cofres do PT entrou de forma legal no partido. Me desculpe mas é mais fácil acreditar em Papai Noel. Com o fim do financiamento privado vai tudo para a ilegalidade. E de ilegalidade parece que o PT entende como ninguém.
        Se é ruim para o PT é bom para o Brasil. Simples assim

        • Maria Dal Bosco disse:

          Nos já temos os dados da Lava Jato, que demonstram o quanto de dinheiro entrou para o PT, via pressão ou cooptação, como queira chamar, de algumas pessoas sobre as empreiteiras. E temos os dados do TRE que evidenciam as doações para os demais partidos, feitas pelas mesmas empreiteiras. Isto significa que todos receberam das mesmas fontes. Se for proibido o financiamento, as empresas não farão doações a quem está no governo, seja de que partido for ou contra o governo, seja de que partido for. Empresas não votam, tambem não devem financiar partido algum. Raciocínio lógico

    • Paulo disse:

      O Brasil é dos brasileiros, não das empresas. Ou empresa tem título de eleitor?

    • Carlos N Mendes disse:

      Desculpe, mas não entendi seu raciocínio. O fim do financiamento privado é justamente para colocar todos os partidos em igualdade de condições durante a campanha. Em qué o PT seria diferente dos outros?

    • etvarginha disse:

      Gostaria de saber quais são os meios não legais que V. Sa. propõe. Os que não são morais nem éticos, mas justificáveis.

      • Marco Túlio Castro disse:

        Contra quem não tem nenhum senso de ética ou moral medidas diferentes devem ser tomadas. Deixo livre a sua imaginação !

  3. Joaquim disse:

    Se o supremo tivesse agido hoje teríamos uma modalidade de lavagem de dinheiro a menos, ou seja par a eleição de 2014 as empresas não poderiam ter lavado dinheiro através da doação oficial de campanha.
    No Brasil o que mais de vê e isto a omissão, a abstenção é algo que não deveria existir para certos cargos.

  4. David Dias disse:

    No Universo não existe ninguém e nem força alguma que não tenha limites. Por mais poder ou força que tiver sempre haverá limites e ate Deus para mim é limitado. Deus é limitado por ele mesmo pois é absoluto em tudo e até na Justiça e assim atua sempre dentro dela tendo alguns limites entre os quais não pode encarnar entre nos os viventes pois não haveria matéria humana para receber tal força e já com Jesus que tem menos força já foi um sofrimento e por curto prazo. Deus não pode perdoar ninguém pois ele não tem orgulho e logo não se ofende e quem não se ofende não pode perdoar, só o ofendido o pode fazer, Deus não pode ajudar à quem não merece ajuda e etc etc. Mas nos os mortais não devemos ser omissos e nem se acovardar e devemos defender sempre as nossas ideias mesmo que elas sejam erradas pois para nos, naquele momento ela é certa poderemos mudar de ideia depois mas isto já é outro problema. A unanimidade é burra como já o disse alguém e eu concordo plenamente. ( Nelson Rodrigues)

  5. Inides disse:

    Esse Congresso está contaminado com o “fantasma da mudança”. Ninguém acostumado ao vício do “tudo fácil” aceita qualquer iniciativa para congregar seriedade e sensatez na coisa Pública. Preferem não mudar por medo de perder as “bocadas” que fazem girar o rolo compressor, não importando quem ou o quê está na frente. Lutam só pelos seus interesses, esquecendo dos que os elegeram, pensando estar votando certo. Pensam sempre em encarecer suas lutas em prol do seu posicionamento político, não importando o quando custa a sociedade. Impera o egoísmo e falta de coletividade. É cada um por si. Será que pensam que chegaram lá por si só?
    Na minha opinião, estas propostas deveriam ser discutidas ao extremo, para se chegar a um consenso e então ser levada ao plenário para votação já com todos os pontos definidos. Não sendo assim, fica um jogo de par ou ímpar. Ninguém sabe o que vai dar, se é bom ou ruim. FALTA O SENTIMENTO PATRIÓTICO.

  6. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Até quando as pessoas vão continuar a morrer nas ruas pelas mãos de assassinos ? Esse congresso é co-autor desses crimes, é cúmplice de assassinatos enquanto não endurecer a legislação penal.

  7. João Alberto Afonso disse:

    Caro Kennedy:- Desculpe, mas você está errado na medida em que quem perdeu, novamente, foi o Povo e dá-lhe parasitas eleitos sem o voto dele e dá-lhe continuidade a corrupção com o financiamento de campanha por parte das empresas. Agora só falta, e vai acontecer, a continuidade da execrável obrigação de votar. Enfim, vamos pregar que as pessoas aguentem a fila para justificar o não comparecimento. Eta cambada de corruptos.

  8. Eudes Gouveia disse:

    O cerne da questão: baixo clero. Os eternos aliados de Cunha que compõem o baixo clero não iriam dar um tiro no pé e votar pelo fim do voto proporcional que lhes deu o mandato. Sozinho nenhum deputado do baixo clero conseguiria se eleger, eles dependem dos puxadores de voto da legenda. Farinha pouca meu pirão primeiro, em todos os sentidos, mesmo que seja contra quem banque seus mimos.

  9. César disse:

    Achar que este Congresso fará, as mudanças necessárias para uma reforma política, seria muita inocência de nossa parte. Seria o mesmo que pedir ajuda ao ladrão, para melhorar a segurança em nossas residências. Eles(congressistas), não tem o menor interesse em mudar o jogo, que estão vencendo de goleada. Os interessados em mudanças somos nós, “os contribuintes”, que estamos financiando este sistema corrupto. A maior mudança que pode acontecer, é o povo se encher, e forçar as mudanças. Acordem! Eles não farão mudança alguma, de boa vontade. E volto a repetir, a melhor mudança seria o endurecimento da legislação de corrupção e a total separação de poderes. Desvinculando todos os órgãos de fiscalização governamental das indicações pelos poderes Executivo e Legislativo, e também desvinculando as indicações ao Poder Judiciário. Os tribunais de contas, deveriam ter que dividir os documentos e enviar relatórios para o Ministério Público e para a Policia Federal, e os seus membros não poderiam ter nenhum grau de parentesco com políticos. Estamos entregando o galinheiros às raposas, no sistema atual. Tribunais de Contas, Procuradores, o Ministério da Justiça, deveriam pertencerem à órgãos da Justiça e ao Poder Judiciário e não ao Poder Executivo. Quando políticos tiverem medo de serem presos, julgados e condenados, a corrupção vai diminuir. Quando acabar a impunidade, a política vai melhorar. Por enquanto, estamos trocando 6, por meia dúzia. Penas mais longas e severas devido a natureza hedionda, dos crimes de corrupção.

  10. Carlos N Mendes disse:

    Obrigado, caro Kennedy, por esclarecer o estranho tapa que Eduardo Cunha deu no tabuleiro da Comissão especial. Foi então pura e simplesmente um gesto egoísta, de lguém que viu que estava prestes a ver seu desejo mais profundo contrariado. O Brasil hoje é refém daquela máxima que diz que os verdadeiros líderes não querem assumir a roubada de governar o país, enquanto as mais ególatras ambições pisam em todos os pescoços pelo caminho para chegarem lá. Pobre Humanidade.

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